quarta-feira, 27 de julho de 2022

A "evolução" da Fantasia e a inversão de valores com ela trazida

Saudações, nobres almas!

Apesar de não ser um entusiasta das teorias da conspiração, chegaram a mim alguns fatos nos últimos dias que pediram por um pouco de reflexão. Compartilho convosco aqui dois fatos que, isoladamente, parecem apenas reflexo de uma sociedade moralmente vazia e consequência da agenda questionável que tomou o ocidente na última década. Mas quando começamos a ver tudo de uma forma sistêmica, passa a ser difícil não achar que há algo estranho acontecendo.

A ARTE DE D&D: Antes versus Agora

Este foi um vídeo muito interessante compartilhado pelo famigerado Gronark, que realmente vale à pena assistir. Nele, o autor explica como surgiu a base da arte da fantasia, e, por consequência, da arte do próprio D&D. Esta arte, fortalecida pelo talento e experiência de verdadeiros mestres como Easley, Elmore, Caldwell e outros, trazia personagens predominantemente humanos, e mais realistas, diante de situações nas quais seus limites realmente pareciam ser testados. Era possível "sentir" o perigo pairando no ar, e o fato dos personagens, mesmo sentindo medo, enfrentando bravamente algo muito maior do que eles próprios. O clássico clima de O Senhor dos Anéis. 

No entanto, como o autor mostra, esse estilo foi substituído por outro mais caricato, no qual os personagens utilizavam equipamentos irreais e "desafiavam" o perigo de forma absolutamente confiante, por saberem que eram, na verdade, maiores do que aquilo que enfrentavam. Outroa detalhe muito importante aqui é que, ao contrário de outrora, boa parte dos personagens não era mais humanos, elfos ou anões. Estes foram substituídos por criaturas mais fantasiosas, especialmente demônios. A presença de personagens abissais sorrindo e em praticamente todo o lugar, se prestarmos atenção, parecia tentar naturalizar sua presença entre outras raças de fantasia. Interessante notar que isso não foi feito, em momento algum, com seres angelicais. Tanto que no livro do jogador de D&D 5a edição, temos Tieflings, mas não Aasimares.

 
Olhando essa questão isoladamente, poderíamos explicá-la como consequência do empobrecimento da cultura, avanço dos MMOs, etc. No entanto, isso não ocorreu de forma isolada. Um exemplo disso é o que temos abaixo.

A CERIMÔNIA DE ABERTURA DO TÚNEL DE GOTTARD NA SUÍÇA 

* A história é antiga, mas merece ser relembrada.

Apenas contextualizando um pouco, o túnel de Gotthard tem 57 quilômetros de extensão, levou 17 anos para ser construído, e, passando por debaixo dos Alpes Suíços, liga os países do leste e oeste europeus. Foi uma obra caríssima, que teve como principal objetivo encurtar distâncias e unificar mais os países da União Europeia. A obra foi conduzida de forma segura e profissional, e a grande questão que chamou (muita) atenção na época foi a forma como escolheram inaugurar a mesma, que, a partir daquele momento, ligaria toda a Europa. Em que essa ligação seria baseada é que foi e ainda é motivo de discussão.

A cerimônia de abertura, transmitida ao vivo para os países da União Européia e contando com a presença de diversos chefes de estado, foi concebida, sem exageros, como um ritual de invocação demoníaco, com direito a representações de sacrifícios, orgias, um diabo e até mesmo um portal. Detalhe interessante e bastante perturbador é que a cerimônia contou com uma antiga lenda européia sobre a "Ponte do Diabo", história na qual o diabo é enganado pelas pessoas com quem fez o pacto, mas é impedido de se vingar porque uma mulher desenhou uma cruz na pedra principal que sustentava a ponte construída por ele. 

Um detalhe interessante: A "pedra de sustentação" da lenda realmente existia, tinha uma cruz desenhada e, coincidência ou não, passava pelo trajeto do túnel. Curiosamente, essa pedra foi considerada frágil para sustentar a obra, mesmo pesando mais de 200 toneladas, e foi completamente destruída (apesar de ser um marco importante de uma lenda muito antiga, nada dela foi preservada para, por exemplo, ser exposta em um museu).  Na história da lenda, o diabo fora barrado e derrotado, mas na cerimônia, no entanto, a lenda foi completamente alterada, com o diabo sendo invocado, recebendo sacrifícios e saindo vitorioso no final. Obviamente, não há mais menção de cruz alguma.

Achei as imagens da cerimônia um tanto pesadas para postar aqui, mas quem desejar ver, e ainda ler uma análise bem didática da cerimônia, basta entrar neste PORTAL.

Não estou fazendo aqui nenhuma leitura do "fim dos tempos", nem analisando a questão sob pilares metafísicos. No entanto, quando observamos estes e outros processos e acontecimentos que aparentemente não têm relação com um pouco de atenção, começamos a notar padrões. Com isso, vemos que a naturalização e até negação do conceito do mal, a ostracização de instituições e códigos que buscam promover a moral, o materialismo e "valores libertadores" defendidos pela agenda vigente no ocidente são todos fatores interligados. Mesmo deixando de fora qualquer discussão metafísica, é possível ver com cada vez mais clareza o esforço em se destruir uma base moral (que, admito, nunca foi perfeita) e substituí-la por algo decadente e muito pior. Como disse no início do pergaminho, quando refletimos um pouco é muito difícil não achar que há algo errado.

2 comentários:

  1. Gronark, O Senhor do Sofrimento28 de julho de 2022 21:59

    A agenda dos poderes da ruína já é imparável, Caolho! A normalização de seres demoníacos na fantasia juvenil é um plano para corromper o imaginário das crianças! Tudo está relacionado, desde rituais demoníacos feitos pelos donos do mundo e todas as formas e arte de hoje em dia. As forças do CHAOS triunfarão no final! HAHAHAHAHAHAHA

    Meus servos não param de corromper as coisas que já foram belas um dia! O novo filme de D&D praticamente será uma comédia trash seguindo a mesma fórmula chula da Marvel mostra que apenas a "fantasia lacradora" é a forma definitiva de narrativa permitida hoje em dia. HAHAHAHAHAHAHAHA

    Também há mais vídeos que a Amazon lançou mostrando ainda mais degradação da obra de Tolkien corrompida além dos limites! Meus servos se superam acada vídeo lançado em seu trabalho odioso de corromper e degradar! Galadrel, guerreira e empoderada, em Numenor junto de Tar-Míriel, cujo o pai deve ser um nômade de Harad. Sem falar no Sauron "trans", afinal, como aquele "super-fã" disse ... "Se Sauron fosse bonito, eu o corrigia ele com sexo, afinal tudo é sexualidade e identitarismo, não se leva mais em conta valores transcendentais! A atriz da anã dizendo em alto e bom tom que essa obra é a "nova versão de Tolkien" que mundo irá ver, praticamente apagando aquilo que o autor escreveu e criou! Tudo aprovado pelo próprio neto do grande professor! HAHAHAHAHAHAHAHA

    (Uma coisa que me chamou a atenção nesse caso do túnel de Gotthard é que na inauguração dele estavam presentes um cardeal da igreja católica, um representante da igreja protestante anglicana, um outro da igreja ortodoxa, um imame islâmico turco e um rabino judeu. Figuras religiosas de peso, e nenhum deles fez nada durante a apresentação. Outro caso que ocorreu aqui no Brasil foi na Carnaval com aquele circo horrível do Diabo humilhando Jesus e o derrotando no final do desfile. Pode se ver que o alvo dos "donos do mundo" de hoje são as instituições religiosas, porque elas são as únicas coisas que ainda defendem noções básicas como "família, moral, costumes e integridade pessoal.)

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    1. O ardil que você e seus cultistas construiram ao longo da última década está evidente demais, Gronark! Vocês não estão nem mais se dando ao trabalho de ser sutis e se esconderem, e essa arrogância ainda será a base de sua ruína!

      (O seriado da Amazon está cada vez mais mostrando, com o perdão da palavra, o lixo que realmente é, e o quanto eles se importam com Tolkien, seu trabalho e seus fãs. A "rainha de Númenor" em si já é algo extremamente ofensivo, pois todos que leram o Silmarilion sabem que Númenor tinha reis no poder, e não rainhas. Não é preciso sequer mencionar a presença da "Galadriel guerreira" lá, ou mesmo o retrato ridículo que fizeram com Sauron/Annatar. E para coroar, temos o neto corrupto e vendido de Tolkien ajudando a destruir a obra do avô em troca de dinheiro. Quanto ao filme do D&D, será mesmo mais uma clássica galhofa, com piadas e sarcasmo batidos, "mulheres fortes que falam o que pensam e batem em todo mundo" e uma história vazia. Para ser justo, a única coisa que me chamou a atenção no trailer formas as criaturas icônicas de D&D. O visual e figurino também estavam muito melhores do que os da série da Amazon, mas isso, em si, não é exatamente um elogio.

      Em relação ao túnel de Gothard, eu não sabia da presença de autoridades religiosas, e muito me espanta e intriga o sliêncio deles diante daquela cerimônia de abertura tão grotesca. Mas como bem disse, o alvo favorito dos "donos do mundo "do ocidente hoje são as instituições religiosas, por que elas, apesar dos problemas e limitações, são realmente o último bastião de valores como família, moral, tradição e integridade.

      Tempos muito sombrios de fato...)

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