domingo, 3 de abril de 2016

Monge da Vida para D&D 5 (não oficial)

Saudações, sábios guerreiros!

É de consenso geral que o monge em D&D 5 recebeu forte atenção, de modo que a classe, ao contrário do que ocorria em D&D 3, é bastante interessante e até mesmo, poderosa. Há, é claro, a questão de que cada mestre tem uma opinião sobre usar ou não a classe em seu cenário de campanha, pois ela nem sempre se adéqua bem a um cenário clássico de fantasia; contudo, a classe, em si, ficou bem feita desta vez.

Trago-vos aqui hoje um novo arquétipo caseiro para ser usado com o monge: O Caminho da Vida. Monges que seguem esta tradição marcial desenvolvem poderes curativos muito semelhantes aos dos clérigos, combinado a um rigoroso treinamento marcial. Seu principal objetivo é proteger a vida, especialmente a de inocentes, seja através de seus encantos de cura ou através do poder sagrado de seus punhos.

Diferentes de outros monges, o que seguem o Caminho da Vida crêem que a iluminação e o aprimoramento físico e mental serão obtidos através de atos de retidão, e por isso, dificilmente passam muito tempo isolados em monastérios. Ao invés disso, geralmente se encontram em regiões de conflito onde podem curar feridos e lutar contra seres malignos, especialmente mortos-vivos e demônios.

Tradição Monástica: Caminho da Vida

Aura da Vida (Nível 03): Usando 2 pontos de Ki, o monge faz com que todos os alvos amistosos em um raio de 9 metros dele recuperem 1d8+ modificador de Sabedoria em Pontos de Vida. A cada 2 pontos de Ki adicionais que o monge utilizar, todos os alvos recuperam 1d8 adicional em pontos de vida. O monge pode gastar no máximo 6 de pontos de Ki de uma só vez usando esta habilidade.

Punho Sagrado (Nível 06): Usando 2 pontos de Ki, o monge imbui seus punhos ou armas com as quais tem proficiência com energia sagrada, causando dano radiante adicional de 1d6 em todos os seus ataques naquela rodada. Caso o alvo dos ataques seja um morto-vivo, um diabo ou um demônio, o dano adicional aumenta para 2d6.

Purificação (nível 11): Usando 2 pontos de Ki, o monge pode remover de um alvo qualquer doença ou veneno que o afetem. Usando 4 pontos de Ki, ele pode remover qualquer maldição que afete um alvo.

Avatar da Vida (nível 17): Usando 6 pontos de Ki, o monge pode usar a magia Cura Completa. Além disso, enquanto possuir pontos de Ki, você recebe Resistência contra dano necrótico.

Nota: À primeira vista, pode parecer que as habilidades do monge do Caminho da Vida são muito fracas em comparação às magias de um clérigo. Contudo, é importante considerar que, enquanto um clérigo recupera magias com um descanso longo, o monge recupera plenamente seus pontos de Ki com apenas 30 minutos de meditação. Por esta razão, suas habilidades curativas não poderiam ser tão potentes quanto às de um clérigo, ou teríamos um sério desequilíbrio no jogo.

3 comentários:

  1. Salve nobre Odin!

    Infelizmente não consigo gostar dos monges como player. Não que não possa adaptá-los facilmente, claro que podemos, mas não consigo ver uma pessoa batendo com mãos e pés e um guerreiro bem treinado de arma e armadura. Acho o conceito interessante, mas não acho viável. Estou falando do monge do D&D3, não sei se esse funciona assim. Poderia aceitar um monge com armas (um bordão por exemplo cai bem para um monge), mas apenas com as mãos realmente não consigo engolir. Imagina batendo em um gigante, nem se ele fosse um fisiculturista você conseguiria imaginar uma luta assim...

    Talvez eu faria um monge com mais magias (ou Ki que seja), que fosse quase tão ruim num combate quanto um mago, mas fosse útil com magias e sua furtividade.

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    1. Salve, nobre irmão!

      Entendo perfeitamente o que dizes, e concordo plenamente que é praticamente impossível imaginar com seriedade um personagem lutando apenas com as mãos nuas contra gigantes, dragões e etc. Simplesmente não combina com uma campanha de fantasia medieval clássica.

      Felizmente, em D&D 5 os desenvolvedores notaram o problema e atribuíram à classe uma quantidade respeitável de armas (incluindo lanças e espadas leves), com as quais o monge pode aplicar todas as vantagens que recebem com o ataque desarmado, coisa que não era possível em D&D 3.

      Mas independente disto, tua ideia do monge furtivo que luta com um bastão e conjura magias (como o monge do Caminho dos Quatro Elementos) é bem interessante.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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