sexta-feira, 1 de abril de 2016

Halls of Legends: Elkin Silverhorn

Saudações, bravos heróis!

Com grande honra, trago-vos aqui mais um nobre herói de vossas campanhas. Desta vez, o grande Elkin Silverhorn, personagem de nosso irmão de armas Denilson Luiz Morais.
Boa leitura!

“De olhos púrpuras, sorriso sarcástico e cabeleira prateada, Elkin Silvehorn nunca fora alguém que passasse desapercebido. O nariz aquilino e torto, vítima eterna de uma noite de bebedeiras e brigas, marcava o rosto difícil de esquecer. Sempre trajado com uma capa marrom surrada, gasta por dias dormidos sob as sebes que ladeavam as estradas abandonadas do Reino Florestal de Arllind; a jaqueta grossa tingida de azul, a cor das casas diplomáticas e intriguistas de Cidade de Ravnos, na foz do Rio dos Sonhos; assim como as calças de lã negra e as botas de cano alto o denunciavam como alguém viajado, acostumado com uma vida difícil, atrás de ganhos e perigo. A antiga Arte, que Elkin se vangloriava de dominar naturalmente, era sua única arma nas noites frias do outono da Floresta de Arllind. Se descobrira um mestre nas artes arcanas ainda muito jovem, após sua mãe ser devorada pela fera-homem que um dia havia sido seu marido. Mesmo nunca tendo passado pelos salões entalhados nas academias da Cidade Arbórea de Kand orgulhava-se de sua habilidade com os elementos, habilidade que havia permitido sua sobrevivência mais de uma vez.

Treinado também no caminho da espada e da floresta, ele era um caçador habilidoso, mestre em se fazer invisível nas encruzilhadas da floresta, com suas campinas escondidas, trilhas secretas e predadores furiosos. Ele havia passado um terço de sua vida marchando sob a bandeira do Rei Chifrudo, o líder militar da porção humana de Arllind.

Era um bebedor compulsivo, assolado pela culpa da morte de um grande amor; e um explorador ambicioso, pronto a arriscar o próprio pescoço por umas moedas de prata ou alguma relíquia de poder mágico.
Escondido em sua bolsa sempre estava Siroco, uma doninha que parecia gostar ainda mais de prata e ouro que seu mestre humano. O animal parecia deslizar das vestes de seu mestre e amigo assim que necessário, como se um elo telepático existisse entre os dois.

Falar do grupo de Elkin era falar da própria Arllind, suas contradições, culturas iluminadas e povos estranhos. O elfo Caellion Galanodel, servo de Corellon e mestre das artes arcanas; o anão Ottoman Korenflass da Torre de Oldred, o famoso taumaturgista anão; o halfling Kayen Telva, escolhido pela própria Yondalla para proteger o Refúgio de Toédi dos inimigos do povo pequeno.  

Juntos desbravaram as estradas de Arllind; conheceram o Réi Élfico e o Barão da Forja e seus súditos anões; jogaram o Jogo das Casas, a intriga palaciana da Cidade de Ravnos; andaram sob as ruínas de Kadhan Faen, o antigo império necromântico; encontraram o tesouro do Dragão Dourado Celadon; lutaram na Batalha da Encruzilhada e perderam inúmeros entes queridos.

Mas, embora tenha passado quase quinze anos com seus companheiros, Elkin morreu sozinho, nas trevas da Mata Escura, em uma noite sem luar. Uma adaga de estanho, empunhada pelo feiticeiro moribundo Rys de Arkantos, perfurou seu coração, enquanto Elkin tentava desfazer o mal que havia liberado no mundo, na tentativa de ressuscitar sua amada. Elkin sobreviveu tempo suficiente para selar um portal para o mundo inferior, antes do demônio Quethros ter a chance de adentrar Arllind.

Seu corpo foi resgatado pelo halfling Kayen Telva e pelo patrulheiro meio-elfo Tyrum Vól, que foram guiados ao local por Siroco, após a morte de seu mestre. Os dois levaram o corpo de Elkin até o vilarejo em que nasceu, onde jaz enterrado ao lado de sua amada, Amra, aos pés da árvore branca plantada por seus ancestrais, assim como aqueles que vieram antes dele.”

Meus agradecimentos ao irmão Denilson pela contribuição, e caso desejes também ver teu saudoso personagem imortalizado nos Salões de Valhalla, basta enviar um pergaminho com sua história a meus corvos (odin.halls@gmail.com).

2 comentários:

  1. Muito bonito e triste... amores trágicos sempre dão ótimas histórias. Adorei!

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