terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Minotauros de Dragonlance em D&D 5 como raça jogável

Os minotauros de Krynn são conquistadores impiedosos.
Saudações, ferozes guerreiros!

No terceiro volume da série Unearthed Arcana, a Wizards trouxe regras para criar minotauros como personagens jogadores, com base na descrição da raça dentro do mundo de Krynn, a ambientação da série Dragonlance. Fazendo uma breve contextualização:

Em Dragonlance, os minotauros fazem parte de uma sociedade extremamente pautada na ideia de que os apenas os mais fortes devem prevalecer e comandar. E como, na visão deles, não há nenhuma raça mais forte do que eles, os minotauros têm como direito natural subjugar e comandar todas as raças. Apesar desta ideologia extrema, eles são altamente honrados, de modo que a palavra dada deve ser cumprida, e dívidas sempre devem ser pagas e cobradas.

Outro ponto a se destacar é que estes minotauros criaram uma sociedade extremamente militarizada, que gira em torno da honra e glória o combate, não apenas para fins de conquista, mas também, de entretenimento. Contudo, mas eles valorizam tanto a força quanto a sagacidade dentro e fora do combate, contanto que “ser sagaz” não ofenda seu forte código de honra. Assim, os minotauros de Dragonlance são guerreiros extremamente calculistas e planejadores. Por fim, como dominam um arquipélago, minotauros possuem certa afinidade com navegação (e pirataria). E regras, temos:

Modificadores de Habilidades: +1 em Força e mais um ponto adicional que pode ser jogado em Força, Inteligência ou Sabedoria.
Tendência Comum: Leal Mau.
Idade: Idade adulta aos 17 anos, e pode viver até os 150.
Tamanho e Peso: Tamanho médio (apesar de possuírem cerca de 2,15 metros de altura). Pesam cerca de 150kg.
Idiomas: Comum.
Deslocamento: 9m.
Chifres: Arma natural que causa 1d10 de dano perfurante. Recebe Vantagem para Empurrar criaturas, mas não para não ser empurrado.
Investida com Chifre: Quando usa a ação Corrida em sua rodada, pode fazer um ataque corpo a corpo com chifre como ação bônus.
Martelar com Chifre: Quando usa a ação ataque em sua rodada, pode tentar empurrar criatura com ação bônus. Não pode usar essa habilidade para derrubar.
Memória de Labirinto: Lembra-se perfeitamente de qualquer caminho que fez.
Saqueador Marítimo: Proficiência em ferramentas de navegador e veículos aquáticos.

Esta é uma daquelas raças que evidentemente não se adequam a qualquer campanha, e justamente por isso, ela apareceu em um suplemento dedicado a apresentar regras opcionais. Mesmo em Dragonlance, não é simples inserir um minotauro dentro de um grupo de jogadores, especialmente por causa da tendência e ideologia da raça. Assim, fica totalmente a critério do mestre decidir se eles serão ou não permitidos como personagens jogadores.

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Centauros e minotauros, muito interessante!

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  2. Salve nobre amigo!

    Tb sempre gostei de minotauro. Engraçado que o primeiro personagem que vi de AD&D (quando ainda só existia em inglês), foi justamente um minotauro... Acho interessante essas raças estranhas, mas acho que cabem melhor para jogadores veteranos, pois eles saberão interpretar bem a raça...

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    1. Salve, nobre irmão!

      Interessante a popularidade dos minotauros entre jogadores mais antigos. E concordo contigo, que quando se lida com raças mais exóticas, é muito importante que elas sejam interpretadas adequadamente. Por isso, ou ela devem ser usadas por jogadores mais experientes ou o mestre deve oferecer um forte suporte na contextualização da raça e seu papel no mundo de campanha.

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    2. Acho que um iniciante pode usar a raça, mas o mestre tem que dar um suporte extra para ficar condizente. Uma conversa antes de iniciar a aventura pode ajudar muito.

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