terça-feira, 3 de novembro de 2015

Meio-elfos em Elgalor

Saudações, nobres almas!

Da mesma forma que em Elgalor os meio-orcs (aqui chamados de Rokan) possuem uma história racial que os caracteriza como muito mais do que um simples híbrido de orcs e humanos, o mesmo ocorre com os meio-elfos do cenário. Em Elgalor, os meio-elfos não são páreas da sociedade e também não cumprem papéis de diplomatas ou embaixadores. Além disso, apenas uma minoria ínfima vive em cidades élficas ou humanas; Eles possuem uma forte identidade cultural e valores que os definem como um povo único.

HISTÓRIA
Irengard é um reino nortenho coberto de grandes florestas, planícies e altas montanhas, e inicialmente, era lar de uma congregação de tribos bárbaras conhecida apenas como Confederação dos Hakuan e dos elfos silvestres do reino de Elvanna. A relação entre os dois povos era limitada a poucas relações comerciais, mas desde eras antigas, elas fizeram um pacto de ajuda mútua em tempos de grande necessidade. Seja esta por conta de catástrofes naturais ou guerra.
Os Hakuan, desde o início da civilização humana, eram guardiões da chamada Montanha da Tempestade, local em que o corpo de um poderoso senhor da guerra demoníaco chamado Morgray, o Sombrio, estava selado. Há cerca de 900 anos, Irengard sofreu uma grande invasão dos orcs vindos do sul, e estes contavam com a ajuda de uma cabala de demônios e necromantes que buscava o retorno de Morgray a todo custo. Fortalecidos por rituais profanos feitos pelos demônios, os orcs trouxeram a Irengard um rastro de morte e destruição sem precedentes.

Inicialmente, os Hakuan bravamente fizeram frente à invasão, mas em poucos dias, perceberam que sozinhos não seriam capazes de vencer. O líder da confederação, Kandros Presa de Prata, enviou emissários ao rei élfico Nuadha Lança de Luz pedindo por socorro. Nuadha prontamente atendeu o chamado, e segunda vez na história de Elgalor, humanos e elfos se uniram em uma grande força de combate.

Durante oito anos, a guerra entre os orcs e as forças de Kandros e Nuadha prosseguiu, apesar dos bardos registrarem pequenos períodos de trégua ao longo deste período. De qualquer modo, após incontáveis batalhas e o derramamento de muito sangue, a cabala demoníaca foi destruída, e os orcs, desorganizados, optaram em retornar para o sul, onde posteriormente entrariam em uma guerra feroz contra os anões.

Apesar de todas as cicatrizes deixada pela grande guerra, que em Irengard ficou conhecida como a Guerra do Sangue e das Lágrimas, humanos e elfos começaram a se aproximar mais do que nunca, e eventualmente, a criar laços mais profundos. A união entre elfos silvestres e os bárbaros Hakuan permaneceu forte durante os próximos séculos, resultando na formação expressiva de uma nova raça: Os meio-elfos.

Mentalmente, os meio-elfos eram dotados do mesmo espírito indomável e incorruptível dos Rakuan e da sagacidade e sabedoria dos elfos silvestres. Fisicamente, eram ágeis e fortes. Como a população de meio-elfos cresceu a ponto de quase se igualar à de humanos e elfos individualmente, cidades fortificadas que abrigavam até mil indivíduos foram erguidas por eles em todo o território de Irengard.

CULTURA
As cidades dos meio-elfos eram construídas em planícies, semelhante ao que os Hakuan faziam, mas possuíam geralmente grandes e poderosas árvores que serviam de torres de vigia, assim como na arquitetura élfica. Estas cidades geralmente são habitadas quase que exclusivamente por meio-elfos, mas é extremamente comum ver elfos, humanos e halflings transitando por elas. Culturalmente, os meio-elfos herdaram a devoção à natureza dos elfos de Elvanna e o respeito pelos ancestrais dos bárbaros Hakuan. Além disso, foram originados de duas raças guerreiras que nutriam grande respeito pelo druidísmo e pelo conhecimento bárdico, e isto também teve implicações profundas na formação de suas sociedades.

Meio elfos vivem normalmente em regimes de grande clãs, semelhante ao seus antepassados, e reconhecem a autoridade do rei élfico assim como todos os povos de Irengard. Eles geralmente se dão muito bem com todos da região, mas tem certa dificuldade em lidar com altos-elfos ou com humanos que vêm de uma cultura muito urbana ou mercantil. Contudo, geralmente são eles que fazem a “ponte” entre Irengard e outros reinos vizinhos.

Em relação à sua tendência, os meio-elfos de Elgalor não nutrem apreço pelo caos nem pela ordem, mas geralmente têm um coração bom. Por isso, a tendência mais comum na raça é Neutro Bom.

CLASSES DE PERSONAGEM
Meio-elfos aventureiros geralmente seguem o caminho do Ranger, Druida, Bardo ou Guerreiro. Muitos meio-elfos que se tornam guerreiros viajam até o reino de Sírhion, lar dos Elfos de Prata para aprender a arte da espada. Alguns tornam-se Paladinos (Juramento dos Antigos), e apesar de raro, há também alguns poucos que seguem o caminho dos Hakuan, tornando-se Bárbaros.

TRAÇOS RACIAIS (Praticamente idêntico ao apresentado no Livro do Jogador)
Atributos: +2 Car e +1 para dois outros atributos. OU + 2 em Sab e 1 para dois outros atributos
Tendência Comum: Neutro e Bom
Idade: Idade adulta aos 20 anos. Vivem até 400 anos.
Tamanho e Peso: Médio.
Idiomas: Elfico e Comum
Deslocamento: 9m.
Ancestralidade Feérica: Vantagem contra ser Enfeitiçado, imunidade a magias de sono.
Versatilidade: Proficiência em duas perícias à escolha.
Visão no Escuro: Trata luz baixa como luz normal e escuridão como luz baixa, ambos a até 18m.

2 comentários:

  1. Eradan Filho de Elrond5 de novembro de 2015 09:31

    Salve, Odin

    Meus parabéns por sua abordagem com os meio elfos. Esta é uma raça que sempre gostei, mas nunca consegui realmente interpretar por causa da imensa falta de identidade dela. Colocá-los como individualistas e quase "proscritos" como o livro do jogador de D&D sempre sugeriu, é um reducionismo muito grande. Além disso, focar sua personalidade apenas no conflito de naturezas que ele sente é algo absurdo, especialmente porque ninguém nunca se preocupou com o conflito que um meio orc sentiria (imagino que seria muito maior).

    Seja como for, colocá-los dentro de um contexto histórico e atribuir a eles valores, características e até um território, ajudou muito a dar personalidade a uma raça que carecia imensamente disso. Assim como você fez com os meio orcs, os meio elfos de seu cenário estão muito melhor caracterizados do que os presentes em mundos de campanha oficial de D&D.

    Como mestre, procurarei desenvolver em meu mundo que estou montando meio elfos e meio orcs com fundações históricas fortes, assim como você fez em Elgalor.

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    1. Saudações, nobre irmão!

      Fico feliz que tenhas gostado dos meio-elfos de Elgalor; independente de como vemos uma raça, também acho importante caracterizá-la bem antes de introduzi-la em um cenário. Meio-elfos e meio-orcs sempre ficaram muito "jogados" nas ambientações de D&D, e por isso me foquei mais neles quando defini os papeis de cada raça dentro do cenário.

      E caso deseje compartilhar conosco teu cenário, basta dizer. O trabalho de vós, irmãos de armas de Valhalla, é muito bem vindo aqui.

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