segunda-feira, 6 de julho de 2015

Qual é teu paladino favorito no novo D&D?

O paladino sempre foi um dos conceitos mais icônicos em D&D.
Saudações, nobres heróis!

De uma forma ou de outra, a nova mecânica do paladino de D&D 5, que permitia a existência de paladinos que não fossem exatamente leais e bons, chamou muita atenção, principalmente entre jogadores mais antigos.

Apesar de jogadores mais novos terem se mostrados empolgados com a mudança, a maioria dos antigos se posicionou veementemente contra no início. Contudo, após examinar melhor a descrição de cada um dos Juramentos, mesmo os mais saudosistas de nós reconheceram que havia sido feito um bom trabalho na descrição de cada arquétipo.

Para muitos, o "verdadeiro" paladino ainda é o cavaleiro branco, mas os outros dois arquétipos restantes podem perfeitamente ser usados como excelentes membros de outras ordens de cavalaria. 

No fim, pelo que pude perceber, todos os mestres aceitaram a mudança em diferentes graus, graças ao fato de ter sido feito um bom trabalho caracterizando o paladino dos Antigos e o da Vingança. Em minhas campanhas, por exemplo, utilizo agora os 3 arquétipos, mas apenas aqueles que fizeram o Juramento da Devoção são reconhecidos como "paladinos" pelo povo comum.

Assim sendo, trago-vos aqui a descrição dos três tipos de paladino no novo D&D, e tanto neste pergaminho quanto na nova enquete, pergunto-vos: Qual é vosso paladino favorito?

JURAMENTO DA DEVOÇÃO

Tendência mais comum: Leal e Bom

Estes paladinos representam a epítome dos ideais de cavalaria, da busca por justiça, virtude e ordem. A maioria deles segue deuses leais e bons por conta de seus dogmas e virtudes, por aquilo que eles representam. Outros são mais ligados à causa da justiça do que aos deuses como entidades, mas todos são conhecidos como cavaleiros brancos ou cavaleiros sagrados. Eles percebem os anjos como a maior expressão do bem, e freqüentemente usam adornos que lembram estas nobres criaturas em suas armas e armaduras. Os princípios destes paladinos são:

- Honestidade: Não minta ou engane. Que sua palavra seja sua promessa.
- Coragem: Nunca tema agir, mas saiba que é sábio ter cautela.
- Compaixão: Proteja os mais fracos e ajude os necessitados. Demonstre piedade até a seus inimigos, mas sempre com sabedoria.
- Honra: Trate os outros com justiça, e deixe que seus atos sejam um exemplo. Faça o maior bem possível, causando o mínimo de estrago no processo.
- Dever: Sempre assuma as conseqüências de seus atos, proteja aqueles sob seus cuidados e obedeça aqueles que possuem uma autoridade justa sobre você.


JURAMENTO DOS ANTIGOS

Tendência mais comum: Neutro e Bom

O juramento dos antigos remete ao tempo da “Fé Antiga” e à origem dos círculos druídicos. Fortemente ligados à natureza e ao equilíbrio do mundo natural, estes, que foram os primeiros paladinos, não conferem importância aos preceitos da Ordem ou do Caos; apenas aos preceitos do Bem. Eles lutam não exatamente pela causa da honra e justiça como os paladinos da devoção, mas combatem com igual determinação as forças do mal para preservar a luz e a bondade no mundo. A honra e a justiça, para eles, são meios e não um fim em si. Seus principais preceitos são:
Nutra a Luz: Através de atos de bondade e misericórdia, acenda a esperança por onde quer que passe, banindo todas as forças da escuridão e do desespero.
Proteja a Luz: Onde há bondade, beleza e amor, onde a vida flua, seja um bastião de defesa contra a escuridão e a maldade que, se permitidas, obliterarão a luz no mundo.
Preserve sua própria Luz: Ilumine-se no riso, na música, na arte e nas formas simples e naturais de beleza. Se você permitir que a luz morra em você, não poderá protegê-la no mundo.
Seja a Luz: Que sua alegria e coragem iluminem todos aqueles que vivem em desespero. Que sua luz brilhe em todos os seus atos.

Como podemos notar, os paladinos que seguem o Juramento dos Antigos possuem uma herança muito forte da cultura élfica, e é bem provável que a maioria dos paladinos que seguem este caminho sejam elfos ou indivíduos fortemente ligados a este nobre povo.


JURAMENTO DA VINGANÇA

Tendência mais comum: Leal e Neutro

Os paladinos que seguem este caminho não são meros justiceiros ou “inquisidores”. Eles são indivíduos altamente comprometidos em trazer justiça por meio do princípio da retribuição. Aqueles que causaram grande mal ao mundo e a inocentes precisam ser punidos, tanto por conta das vítimas que fizeram quanto para que não façam novas vítimas. 

Este é o pensamento do paladino que segue o Juramento da Vingança: Justiça acima de tudo, mesmo que isto signifique sujar o próprio coração. Esta ética e visão rígida rendem a estes paladinos as alcunhas de cavaleiros cinzentos ou mesmo cavaleiros negros. Os preceitos deste Juramento são:

Combata o mal maior: Se precisar escolher entre combater o mal menor ou seus inimigos jurados, escolha sempre o maior dos males.
Sem misericórdia com os corrompidos: Inimigos comuns podem obter minha compaixão eventualmente, mas meus inimigos jurados não.
Por quaisquer meios necessários: Minhas convicções morais não podem jamais comprometer a busca pelo extermínio de meus inimigos.
Retribuição: Se meus inimigos causam mal ao mundo, é porque eu falhei em detê-los. Por isso, é meu dever ajudar aqueles que sofreram com isto.
Ao contrário do que parecia nas primeiras informações disponíveis sobre este Juramento, o paladino da vingança não é apenas um “tolo revoltado” ou um bárbaro de armadura completa. Mesmo não gostando muito da idéia de chamar estes indivíduos de paladinos, os personagens em si inegavelmente têm conteúdo.

Assim, o paladino de forma geral é extremamente comprometido com sua visão de justiça acima de tudo, até dos deuses. Poderíamos definir os três juramentos resumidamente da seguinte forma:
- DEVOÇÃO: Altamente comprometidos com os valores da honra e cavalaria, estes paladinos são ligados aos deuses do bem e da ordem.
- ANTIGOS: Comprometidos com o bem acima de tudo, estes paladinos são altamente ligados com a natureza e com os valores da cultura élfica.
- VINGANÇA: Fortemente ligados ao princípio da retribuição, estes paladinos não poupam esforços para punir aqueles que causam o mal no mundo. Mesmo que isto signifique comprometer a própria alma.

9 comentários:

  1. Anciões com certeza. Não que eu não jogue de paladinos da Luz, mas o Horned Knight é um conceito clássico e muito legal de ver nas páginas de nosso D&D.

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    1. Salve, nobre irmão!

      Por mais que eu goste dos paladinos da Devoção, os dos Antigos são muito interessantes para mim; ligados a tradições antigas, à natureza e à busca do bem acima de tudo, eles são cavaleiros realmente memoráveis.

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  2. Salve nobre amigo. Me desculpe, mas não tem como escolher o melhor paladino, pois paladino só tem um e está na descrição do AD&D e o único aí é o da devoção. Essas aberrações que chamam de paladino foge do conceito, afinal Paladino é a encarnação de tudo que é bom e certo e foi como falei antes, clérigo estuda e é ligado à uma igreja para ter suas magias divinas e sua ligação com seu Deus é a Igreja. Já o paladino não, ele não tem igreja e tem sua liagaçao direta com seu deus (na minha visão sempre foi assim), sendo respeitado até mesmo pelos mais antigos clérigos e aonde quer que vá. Paladinos é quase um pop star, aonde vai as crianças correm para vê -lo, nobres o convidam para se instalar em suas casas e tal. Paladinos recebem o chamafoe poder direto dos seus Deuses, eles são escolhidos, ou seja, todo mundo pode ser um clérigo, basta estudar muito e seguir a igreja e seus Deus, mas Paladino não, não depende de vc é sim do destino...

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    1. Só complementando, eu sempre falei pros players que paladino é a classe mais rara de todas, pq ele tem que ter sido escolhido pelo seu Deus é claro, tb aceitar essa condição que é muito difícil e cheia de desafios. Tanto que qq um pode ver que para ser Paladino no AD&D vc precisa de pontuação alta pra cara,BA, que a maioria dos jogadores não conseguem...


      Os outros aí são classes interessantes sim, mas nunca paladinos...

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    2. Tu veja Eduardo, eu sempre tento dissociar as classes de suas funções. Em minha mesa de fantasia negra eu falei pros jogadores como cada subclasse era no cenário. Por exemplo o paladino, os da Devoção eram especificamente os templários da igreja -ou- a ordem do lobo, um grupo de cavaleiros brancos do bem. Nesse cenário os dos Antigos eram os guerreiros das tradições antigas, seres meio feéricos protetores dos lugares antigos do mundo. E os da vingança eram especificamente da Ordem dos Cavaleiros Negros, um grupo negando tanto o divino como o profano. Fiz isso com a maioria das classes, e então de certa forma cada sub-classe -ao menos no cenário- era sua própria e única classe.

      Faz tempo o termo Paladino evoluiu a mais coisas, mais conceitos.

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    3. Salve, nobres irmãos!

      Heis uma questão realmente interessante. A minha ideia de paladino é realmente bem parecida com a que nosso irmão Eduardo descreveu:

      Para mim, um paladino é o guerreiro de espírito nobre que, movido por uma vontade natural de lutar por justiça e proteger os mais fracos, é abençoado pelos deuses da luz. Ao contrário do clérigo e do templário, que servem a um Deus e à sua Igreja, o paladino serve apenas à causa da justiça, mas o faz de forma tão dedicada e genuína, que os deuses ligados a este aspecto lhe dão seu apoio. E diferente do cavaleiro real, que ostenta sua posição e status por onde quer que passe, o paladino é humilde e não se apega a títulos; um paladino verdadeiro, na minha concepção, se considera apenas um homem comum "tentando fazer a coisa certa".

      Por isso, em termos de D&D 5, o meu "paladino favorito" é o da Devoção. Contudo, os outros dois arquétipos (Antigos e Vingança) são muito interessantes, e trabalhados bem (como o irmão Diego faz em sua ambientação), são classes excepcionais de se ver em um mundo de campanha.

      Eu gosto muito do conceito do paladino dos Antigos como um cavaleiro élfico ou como cavaleiros de uma ordem druídica extremamente antiga. Não aprecio muito os paladinos da Vingança porque acho que eles saem do conceito central de paladino, mas ainda assim, devo admitir que eles são muito interessantes. Podem ser paladinos que, em situações extremas, sentem que dali em diante é necessário "sujar as mãos" para que mais inocentes não percam suas vidas. Ele compromete a pureza de sua alma em uma tentativa de garantir que a de outros continue preservada.

      Como Diego observou, o conceito de paladino se expandiu muito nos últimos 20 anos. Cabe ao mestre determinar o que é e o que não é um paladino em sua campanha. Na minha opinião, o melhor que fazemos agora é usar os três arquétipos apresentados no livro, mas criar um histórico e contexto diferenciado para cada um deles dentro da ambientação. Pois, apesar do nome impresso no livro do jogador ser o mesmo, os três arquétipos representam, em termos conceituais, classes bastante diferentes.

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  3. As outras classes podem nao serem ruins se vistas como outras classes, mas como paladinos chega a ser ridiculo na opiniao de jogadores do velho AD&D. Nao acho que sou pior nem melhor do que ninguem, inclusive o AD&D ja mostrou para o caminho que vai...

    Mas como falei antes minha opiniao e essa e Paladino ali so tem um. E falar para mim que mudou em 20 anos eu concordo e eu (como a maioria dos jogadores antigos) nao gosto e por isso prefiro jogar o bom e velho AD&D nas raras vezes que faco.

    O melhor seria tirar o nome de D&D e fazer um novo jogo, assim nao teria mais esse tpo de discussao, pq o D&D mudou tanto que hoje o Pathfinder e mais D&D que o proprio D&D...

    Mas realmente o pessoal que comecou a jogar depois do AD&D deve gostar desses paladinos loucos ai, combates que parecem MMO. Tem tanta coisa que prefiro ate o BD&D do que esses D&D novos ai. Mas foi como falei, essa e a minha opiniao e nao a verdade absoluta!

    Hoje em dia a impressao que tenho e que se tem mais preocupacao com as classes e regras do que com o role play em si... Sem falar nos Reinos (Elminster e Drizzt que sabem rs). Enfim, depois do AD&D veio o D&D3 (ruim), D&D4 (o pior) e agora o D&D5 (melhor que o 4 e pior que o 3). Como falei, ainda acho o AD&D o melhor.

    PS: Desculpem a falta de acentos, aqui onde estou nao tem como colocar.

    Eduardo.

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    1. Também sinto muita falta da simplicidade mecânica do AD&D e da época em que o que definia uma classe era seu conceito, e não exatamente poderes e mecânica de jogo. É por isso que, se eu fosse particularmente eleger o "melhor D&D de todos os tempos", meu voto iria facilmente para o AD&D.

      Achei que o D&D 5 fez um grande avanço em trazer de volta as raízes interpretativas do jogo, e por isso, o considero muito superior (para meu gosto) ao D&D 3 e principalmente D&D 4, que basicamente institucionalizou o uso de mecânicas de MMO no D&D de mesa.

      No caso do paladino, a questão é realmente como vemos a classe, e o quão tradicional somos. Particularmente, também prefiro o "clássico" (Devoção).

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