segunda-feira, 20 de abril de 2015

Guia oficial para modificar as classes de D&D 5

Saudações, nobres aventureiros!

Apesar da grande maioria das classes do novo D&D estar realmente bem trabalhada, a Wizards enfrentou críticas pesadas em relações a certos arquétipos e a classe Ranger. 

Por conta disso, a empresa disponibilizou um manual oficial em PDF com regras expandidas para ajustar classes e secundariamente, o conceito de arquétipos. Não há dicas para mudanças profundas, apenas pequenos ajustes. Contudo, estes ajustes podem fazer uma grande diferença.

Ao fim do manual, o ranger, a classe que recebeu a pior reação dos jogadores, foi minunciosamente analisada, para que um ranger sem magias fosse criado. Infelizmente, este ranger não passou de uma versão inferior do guerreiro battle master, e consegue ser ainda pior do que o ranger do livro do jogador. Lamentável, mas há no manual uma versão interessante da classe “Favorite Soul” que merece ser lida com calma.

Para quem quiser conferir, basta entrar neste PORTAL.

4 comentários:

  1. Considerando que a ideia da coluna "Unearthed Arcana" é colocar material para os jogadores testarem e depois ser publicado em uma edição melhorada no futuro, acho valido que as duas classes não sejam perfeitas. Tanto o Favorecido (uma das classes mais bacanas da 3x) quanto o Ranger Sem Magias são conceitos interessantes e é bom que sejam explorados.

    Eu, particularmente, adorei a ideia de um ranger que abre mão de magias para se concentrar em maior perícia de combate, como o Battlemaster. Parece se encaixar perfeitamente num personagem ao estilo de Aragorn. Ao invés de só colocar hunter's mark como uma opção mundana (o ranger viraria um "atacante selvagem que dá uma tonelada de dano", exatamente como na 4e)... Ele se torna um infante leve especializado nas terras selvagens, que usa seu domínio sobre o terreno e sua perícia em combate para ter vantagem sobre um oponente.

    Dito tudo isso... Eu realmente não entendo o "ódio" à classe ranger da 5ª edição. Eles são uma das minhas classes favoritas até o momento, tendo jogado e mestrado durante quase todo esse primeiro ano da nova edição. Sendo um mestre até bastante old school, gosto muito de favorecer a exploração e a interação nas minhas campanhas. E é exatamente nisso que o ranger é bom. Ele não é uma classe voltada quase que exclusivamente para o combate (Berseker, esse é você), mas um combatente auxiliar competente e o mestre da exploração. É o ranger que garante que um grupo sobreviva durante uma viagem longa, não o bárbaro que mata tudo ao seu redor. É o ranger que guia os personagens incólumes por um pântano labiríntico infestado de monstros e não o mago que solta 3 bolas de fogo por dia. D&D é um jogo de contar estórias, não um jogo de combate. Combate é um dos três pilares do jogo, não o único.Ter uma classe que não seja exclusivamente voltada para o combate me parece bastante necessário, diria até justo.

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    1. Salve, nobre irmão!

      Concordo com muito do que dissestes, especialmente quanto a ter uma (várias, na verdade) classe que não seja exclusivamente voltada para combate. Também não há nada de errado em um personagem que, por conta da versatilidade, é um pouco inferior em combate aos demais "irmãos de armas", mesmo sendo uma classe primariamente combativa.

      Contudo, a queixa geral em relação ao novo ranger é que ele é muito inferior aos outros homens de armas quando se ultrapassa o 10o nível; apenas citando um exemplo, o dano que um ranger de 14o nível consegue causar não chega nem à metade do que um paladino ou guerreiro (independente do arquétipo escolhido) de mesmo nível causam. Em níveis elevados, um escaldo (um arquétipo do Bardo) é muito mais eficiente em combate que um ranger. Além disso, escolhendo bem suas perícias e optando por arquétipos como o Wanderer, um bardo ou ladino podem superar um ranger mesmo no que diz respeito à exploração de ambientes selvagens. Tudo isso faz com que o ranger, em níveis elevados, seja tão criticado.

      Ressalto novamente que em aventuras de níveis mais baixos/ intermediários, o ranger é uma excelente classe para se jogar, e até agora encontrei poucos que contestassem isso. Mas quanto maior o nível da aventura, mais restrita a classe fica, até um ponto em que suas habilidades de combate são úteis apenas quando grupos de níveis muito elevados lutam contra hordas de orcs, goblins, etc.

      O meu problema com o ranger sem magias descrito no manual não foi o conceito do personagem, mas a forma banal como foi desenvolvida. Usar os dados de superioridade do battle master não resolve em nada a falta de poder de combate da classe porque esse recurso pode ser usado um número muito limitado de vezes. O guerreiro battle master funciona porque o guerreiro básico consegue desferir em níveis elevados 4 ataques regulares por rodada, que podem momentaneamente se transformar em 8. Mas para o ranger, o ganho é irrisório. Além disso, a única maneira que o ranger tinha de causar um dano respeitável era usar seu arco combinado a certas magias, e nesta versão sem magias, isto também foi suprimido.

      Resumindo, o ranger sem magias proposto é ainda menos eficiente em combate do que o apresentado no livro do jogador, e não recebem nada de realmente interessante em campos como a exploração de áreas selvagens.

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    2. Elladan, Filho de Elrond21 de abril de 2015 15:23

      Na verdade, Denilson, a questão não é ódio pelo ranger, é exatamente o contrário. Muitos de nós, mais velhos, cresceram lendo as façanhas de Aragorn e Drizzt, e com isso, passaram a amar a classe, pois ela representava heróis muito queridos. Eu comecei a ler o Senhor dos Anéis com 11 anos, e só comecei a jogar AD&D por causa disso. O que noto são jogadores antigos que gostam muito do ranger, gostam muito do novo D&D, mas odeiam como sua classe favorita foi representada no jogo.

      No AD&D, o ranger era um pouco inferior ao guerreiro, e (depois ao bárbaro) em combate, mas era versátil e ainda assim, bastante competitivo. Agora, após o 12o nível, ele começa a ser motivo de riso perto de um guerreiro, bárbaro, paladino... quando se trata de combate corpo-a-corpo, porque sua capacidade de causar dano não escala como deveria. Ele somente consegue se manter competitivo quando usa seu arco e magias como Hail of Thorns em slots de níveis superiores ou Conjure Animals. Além disso, as habilidades de exploração e inimigo favorito do ranger são propositalmente inúteis em combate, o que também acho errado, mas isso é bastante polêmico.

      Mas onde está o Drizzt e Aragon ? Se você quer um personagem como Aragon e não um "Hunter de WoW", você precisa fazer um guerreiro com o arquétipo wanderer. É nisso que está toda a revolta de muita gente: Você se apega a uma classe por causa de ícones dela, mas quando vai colocar em regras, os ícones que a imortalizaram precisam ser feitos dentro de outra classe.

      E com todo o respeito, não concordo em usar as manobras do battle master nesse arremedo de ranger sem magias que foi sugerido: Em todos os fóruns e sites que procurarmos adaptações do range sem magias, a premissa básica dos bons criadores é que habilidades de guerreiros e ladinos não sejam usadas, para manter a classe pura e sem o estigma da "cópia barata". De todas as adaptações de rangers sem magias que vi, esta foi a pior. Não há mecânicas originais, habilidades exclusivas da classe não são melhor aproveitadas, a habilidade chave para potencializar dano é medíocre e ainda copiada de outra classe. Ruim em todos os sentidos.

      O que o ranger precisa é de habilidades de combate corpo-a-corpo que escalem adequadamente a partir do 11o nível. Apenas isso.

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    3. Muito interessantes vossas colocações,sábio filho de Elrond. Eu mesmo não teria colocado de forma melhor.

      O nobre irmão Denilson tem razão quanto à importância em se ter classes (independente do foco principal) que sejam versáteis e possam ser importantes em outras áreas fora de combate. Mas como dissestes, em níveis elevados o ranger na nova edição fica muito defasado em relação a classes como o guerreiro, bárbaro e paladino quando se considera o combate corpo-a-corpo.

      A questão a aversão à classe é como dissestes: Não se trata de ódio contra os rangers, mas de indignação por a classe simplesmente não ser capaz de representar seus ícones mais famosos; É evidente que estamos lidando com mídias e universos diferentes, mas no AD&D era perfeitamente possível criar heróis como Aragorn e Drizzt usando a classe ranger. No novo D&D, a classe se distanciou tanto de suas origens que teríamos que usar o guerreiro + antecedente Outlander para ter uma representação fiel. O triste é que em termos realmente práticos de exploração, este "guerreiro ranger" ficaria pouca coisa atrás do ranger oficial.

      Concordo também quanto à adaptação do ranger sem magias; de todas as adaptações que vi, esta foi infelizmente a pior. Mesmo partindo de um conceito válido (um guerreiro habilidoso com familiaridade com o mundo natural), ela não consegue aproveitar os pontos fortes da classe nem sanar suas deficiências.

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