sábado, 21 de março de 2015

Beorn, o Troca Peles

 Saudações, bravos guerreiros!

Recentemente assisti o sofrível filme Hobit 3: A Batalha dos Cinco Exércitos. Como os sábios Druida Filid e God Zamiel me alertaram que esse filme, já estava bem preparado para a habitual imbecilidade de Peter Jackson. Mas ainda assim, consegui me surpreender.

Beorn, um personagem extremamente importante no livro, aparece por literalmente 6 segundos no filme, e não faz absolutamente nada. Como se trata de um personagem muito interessante, preparei este breve pergaminho para que todos possam conhecê-lo melhor.

Beorn é um homem de barbas e cabelos negros de imenso tamanho e força, que tem ainda a habilidade de se transformar em um gigantesco urso negro. Taciturno e muito honrado, Beorn vive ao lado se seus diversos animais e é um dos maiores defensores dos ermos do norte, sendo inimigo jurado dos orcs e de outras criaturas malignas. Em qualquer uma de suas formas, Beorn é capaz de se comunicar perfeitamente com animais.

Suas origens residem em um passado distante, e Gandalf suspeita que ele e seu povo tinham vindo originalmente das montanhas. Segundo Gandalf, Beorn pertencia a uma raça de homens que costumavam habitar as montanhas, uma raça antiga que possuía a capacidade de se metamorfosear em animais selvagens.

No entanto, quando os Orcs das Montanhas da Névoa invadiram a região, eles gradualmente mataram todos os " troca peles" uma vez que eram muito mais numerosos. Chegou o ponto em que apenas Beorn permaneceu vivo e, finalmente, teve que fugir para o lado leste do rio Anduin. Gandalf acredita que esta teoria sobre Beorn é correta, porque uma noite viu Beorn em sua forma de urso sentado no Carrock, observando a Lua, e o ouviu rosnar furiosamente na língua dos ursos: "O dia virá quando eles perecerão e eu retornarei!"

Ao nomear o personagem Tolkien escolheu beorn, que é uma palavra em Ingês Antigo cujo significado é "urso", e que mais tarde deu origem a "man" (homem) e "warrior" (guerreiro). A palavra é também relacionada com os nomes escandinados Björn (Islandês e Sueco) e Bjørn (Norueguês e Dinamarquês), os quais também significam "urso".

Beorn vive em um grande salão entre o trecho norte de Anduin e orla oeste da Floresta das Trevas. Como um homem, ele é um solitário natural e de certa forma desconfiado de outras pessoas, embora tenha um bom coração. Seus animais são seus companheiros; ele vive com cavalos, cães, ovelhas e outros animais inteligentes. Beorn vivia com uma dieta simples de pão, mel e nata, recusando-se a se alimentar de carne e se colocando como um ferrenho protetor dos animais. Beorn é corajoso e intimidante, e um inimigo feroz; certa vez, após capturar e interrogar um orc e um warg que estavam caçando o grupo de Gandalf, ele colocou a cabeça do orc em uma estaca e arrancou a pele do warg.

Beorn luta ferozmente na Batalha dos Cinco Exércitos no clímax do confronto. Wargs e orcs conduzidos por Bolg, filho de Azog, atacam os exércitos de Elfos, Homens e Anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho, Bard o Matador de Dragão, Dain Pé de Ferro e o rei élfico da Floresta das Trevas. As forças do bem estavam em grande minoria, mesmo após as Águias terem se unido à batalha, e estavam para ser massacradas, até que o próprio Beorn – como um urso negro gigantesco – surge e dizima a toda a retaguarda dos orcs, abrindo caminho até chegar a Thorin e sua companhia, matando impiedosamente Bolg e resgatando o gravemente ferido Thorin. Graças à abertura feita por Beorn, os exércitos de Dain e de Bard conseguem se unir, massacrando todos os orcs e wargs em seu caminho.

Beorn é citado brevemente em O Senhor dos Anéis, que se passa cerca de 75 anos após os eventos de O Hobbit. O filho de Beorn, Grimbeorn, assumiu a posição de seu pai como protetor do Ermo entre o norte da Floresta das Trevas e das Montanhas Nebulosas e também é o chefe de um grupo de Homens conhecidos na Terra Média como os Beornings

2 comentários:

  1. Muito instrutivo Odin. Pena que Peter Jackson não captou a beleza que essa personagem tem nas estórias de Tolkien.

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    1. Concordo plenamente, nobre amigo. Maldito seja o tolo!

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