terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nova sub-raça para D&D 5: Elfos de Prata (não oficial)

Os elfos de prata, apropriadamente chamados de "elfos da
espada", são os maiores guerreiros da raça élfica.
Saudações, nobres guerreiros imortais!

Compartilho convosco regras para o novo D&D de uma nova sub-raça élfica já bastante conhecida por aqueles que leram algum dos textos que escrevi sobre a ambientação Elgalor: Os elfos de prata, também conhecidos como elfos da espada.

Os elfos de prata são fortemente baseados nos guerreiros elfos noldor descritos por Tolkien em O Silmarillion. Mais especificamente, na linhagem do nobre Fingolfin. Esta sub-raça élfica é a que mais se envolve com os acontecimentos e batalhas do mundo, e comumente forjam alianças com anões e humanos de coração nobre para lutar contra as forças da sombra. Devido a este envolvimento e comprometimento maior com o mundo exterior, a maioria dos meio elfos existentes carrega em si sangue de um elfo de prata.

Sua compleição física é um pouco mais robusta do que a dos outros elfos, e eles tendem a ser um pouco mais altos também, de forma que os homens facilmente chegam ao 1,80 metros de altura. Seus cabelos geralmente são negros ou castanhos, e a cor dos olhos varia do verde ao negro. É muito comum que aventureiros pertencentes a esta raça sigam o caminho do guerreiro mestre da batalha, mas há também um número considerável de guerreiros cavaleiros místicos, clérigos, paladinos e magos abjuradores.

Possuindo uma milenar tradição guerreira, eles são exímios guerreiros, mestres da estratégia e técnicas de espada. São também grandes forjadores de armas e armaduras, e têm uma inclinação para o bem ainda mais forte do que a exibida pelas demais raças élficas. Em termos de regras para o novo D&D, teríamos os traços raciais de todos os elfos, como no Livro do Jogador e suas habilidades de sub-raça:

TRAÇOS RACIAIS COMUNS A TODOS OS ELFOS
Modificador de Habilidade: +2 Des*
Idiomas: Elfico e Comum.
Deslocamento: 9m.
Ancestralidade Feérica: Vantagem contra ser Enfeitiçado, imune a magias de sono.
Sentidos Afiados: Proficiência na perícia Percepção.
Transe:  Descanso prolongado de apenas 4 horas.
Visão no Escuro: Trata luz baixa como luz normal e escuridão como luz baixa, ambos a até 18m.

* O bônus élfico de +2 em Destreza pode ser substituído por +2 em Sabedoria.

HABILIDADES DE SUB-RAÇA
Modificador de Habilidade: +1 em For.
Alma da espada: Elfos de prata recebem Vantagem em testes para resistir a efeitos de medo.
Proficiência com armas: Elfos de prata são proficientes com espadas longas, curtas, arcos longos e alabardas.

14 comentários:

  1. Como sempre um trabalho muito interessante, Nobre Odin! Muito legal esse aspecto mais guerreiro dos elfos de prata, assemelhando-se aos grandes Noldors.

    Só algumas sugestões: Talvez fosse interessante acrescentar algumas proficiências a essa subraça, como proficiência em espadas curtas, longas, greatswords e armas de haste, mostrando o caráter mais marcial da raça. Assim como proficiência em ferramentas de artesão para a fabricação de armas e armaduras.

    Por último, será que ainda veremos um livro tipo cenário de campanha contando em detalhes a história e os costumes de Elgalor?

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve, nobre irmão!

      Fico feliz que tenhas apreciado esta sub-raça que, em Elgalor, é uma clara homenagem aos noldor de Tolkien da linhagem de Finfolfin.

      Achei muito interessantes tuas sugestões. Na pressa, colei o texto orgiginal que fiz sem a última linha (proficiências), e o kit de artesão que mencionastes é uma ótima adição, que não prejudicaria em nada o equilíbrio da raça. Obrigado pelas dicas, e verás que já as acrescentei ao texto da raça.

      Quanto a um cenário de Elgalor, eu gostaria muito de criar um material descritivo completo ainda este ano se o tempo permitir, e agradeço a ti e aos outros irmãos que tem demonstrado interesse pelo cenário.

      Excluir
  2. Elladan, filo de Elrond18 de fevereiro de 2015 11:50

    Salve, grande Odin!

    Li o PDF de As Crônicas de Elgalor, e na época,o rei élfico Coran Bhael se tronou meu personagem favorito da série, o que não é pouca coisa considerando personagens como o alto rei Thingol, o mago Aramil e o clérigo Hargor. Gostei muito da maneira como o romance entre Coran e lady Astreya estava sendo desenvolvido, e gostaria muito de saber como aquela história termina no final.

    Os elfos de prata de Elgalor são a melhor versão já feita dos elfos guerreiros de Tolkien, e sua versão para D&D 5 ficou magnífica. A sugestão de Denilson em acrescentar o kit de artesão tornou algo magnífico ainda melhor, e essa sub-raça já tem presença mais do que garantida em minhas campanhas.

    Elfos assim sempre fizeram falta em Forgotten Realms, Greyhawk, etc, pois nós, leitores da obra de Tolkien, sempre tivemos o desejo de encarnar um guerreiro élfico nos moldes de O Silmarillion, e era frustrante ver que os elfos, mesmo recebendo proficiências com armas (que qualquer combatente já receberia), não lembravam em nada guerreiros imortais como Fingolfin, Fingon, Glorfindel e tantos outros.

    Parabéns por mais este excelente trabalho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve, nobre irmão!

      Muito obrigado pelos elogios; sinto-me honrado que tenhas gostado de As Crônicas de Elgalor, e da adaptação dos elfos de prata. Eu realmente me baseei em Fingolfin para criar Coran Bhael, e como também achava que as sub-raças oficiais de D&D não cobriam o aspecto guerreiro da raça descrito por Tolkien, criei algo a respeito para solucionar isso em minhas campanhas.

      Espero realmente que esses elfos guerreiros sejam tão úteis a vossas campanhas quanto são nas minhas.

      Excluir
  3. Interessante meu nobre amigo Odin! Agora fiquei com uma dúvida, ele carrega as habilidades de elfos e mais da sub raça ou seja, só vantagens. Isso não o transforma superior aos elfos comuns (ou seja, tem mais vantagens, mas nenhuma desvantagem).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve, nobre irmão!

      Entendi tua colocação, mas este problema não ocorre em D&D 5 porque todos os elfos (e também anões e halflings) possuem uma sub-raça; não há mais elfos comuns, já que oficialmente, todos agora seriam ou altos elfos, eladrins ou elfos silvestres, recebendo as respectivas vantagens concedidas pela sub-raça escolhida.

      Por esta razão, não há problemas de equilíbrio: o jogador que fizer um elfo teria uma sub-raça de qualquer forma, e ofereci apenas mais uma opção.

      Excluir
  4. Celebrimbor, o verdadeiro senhor dos anéis25 de fevereiro de 2015 10:01

    Simples, bem construído e extremamente útil para qualquer rpgista fã de Tolkien. Deu até vontade de ler o Silmarillion de novo.

    Os elfos de prata, tanto em termos de contextualização quanto em regras de jogo, ficaram excelentes. Parabéns, Odin!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado pelos cumprimentos, nobre forjador!

      Excluir
  5. Aqui vai uma crítica construtiva, de alguém que admira muitos os Noldor da fantasia Tolkieniana, rsrsrs.

    É dito que os Noldor eram os mais sábios e melhores artífices entre os elfos, sendo o exemplo máximo o Fëanor.
    Pois bem, sugiro que se troque o atributo secundário por Sabedoria.
    Sendo mestres na criação de artes e artefatos, além de excelentes ferreiros, seria um atributo perfeito pra simbolizar isso.
    Além de que acho um tanto desperdício de atributo combinar bônus de Destreza com Força (no 5ª Edição, que fique claro!), sendo que ambos servem como bônus de ataque e dano.

    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve, nobre irmão!

      Há sabedoria em tuas palavras, e realmente faria muito sentido usar o bônus do atributo secundário em Sabedoria ao invés de Força. Eu considerei a ideia quando montei a raça, e optei por manter o bônus em Força (mesmo com o bem observado caso do desperdício em D&D 5 que mencionastes) para manter o aspecto mais militar da raça. Mas há muito mérito em tua colocação.

      Muito obrigado por tua valiosa contribuição!

      Excluir
    2. Elladan, filho de Elrond28 de fevereiro de 2015 09:09

      Interessante, mas o bônus de Força não é desperdiçado porque esses elfos, ao contrário dos alto elfos e dos elfos silvestres, culturalmente teriam o hábito de combater usando armaduras, e por isso, não poderiam se beneficiar tanto de uma destreza elevada como os demais. A ideia de usar sabedoria faz muito sentido, mas é mais provável que um jogador que escolha fazer um guerreiro ou paladino dessa raça priorize o atributo Força no lugar de Destreza. Por isso, o bônus de +1 em força é bem interessante também.

      Excluir
    3. Sim, bem observado.

      Apesar da ideia do uso da sabedoria como modificador secundário ser ótima, devemos lembrar que a maioria das armas de combate corpo-a-corpo usadas por guerreiros ou paladinos desta raça seriam espadas longas, lanças pesadas, alabardas, martelos de guerra e espadas largas. E nenhuma delas pode ser usada com o atributo destreza no acerto ou dano. A espada longa, em particular, é uma arma icônica para esses elfos (é inclusive a arma favorita do deus dos elfos em D&D), e ela usa Força como seu modificador de acerto e dano.

      Excluir
  6. Li e concordo com o que vocês comentaram. A ideia por trás da criação dos personagens está muito boa, e longe de mim julgá-la certa ou errada.

    Mas... ainda insistindo na questão dos atributos, talvez outra opção seria criar uma raça de elfos a parte, onde seus modificadores fossem +2 na FOR e +1 (quem sabe +2) na SAB, deixando assim de ser uma sub-raça (mas ainda mantendo os aspectos raciais característicos dos elfos). Manteria o aspecto militar, assim como o uso de armas e armaduras pesadas, como vocês mencionaram, além de transmitir a ideia de grandes artífices devido ao modificador de SAB.

    Eu sei que a proficiência em ferramentas de ferreiro serviria para suprir essa falta no modificador de SAB, mas acho muito estranho que uma raça tenha como característica proficiência em qualquer ferramenta, ainda mais uma raça tão versátil como elfos. Isso deveria ser algo de escolha individual do personagem, um background, ou fica a impressão de que todos os elfos de prata nascem sabendo as artes de forjaria, ou que existe uma espécia de doutrinação cultural dos ferreiros nas sociedades dos elfos de prata.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, tens razão no que dissestes... o mais apropriado seria colocar no lugar do modificador de +2 em DES um bônus de +2 em SAB, e secundariamente, +1 em FOR. Isto os afastaria um pouco dos elfos padrão, mas ainda assim, manteria perfeitamente a essência da raça.

      E refletindo um pouco, concordo também com o que dissestes sobre o kit de artesão.

      Farei um pequeno ajuste no post, e agradeço muito pela valiosa contribuição.

      Excluir