sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cavaleiros Esmeralda, os paladinos do Juramento dos Antigos em Elgalor

“ A luz está em toda parte, especialmente nas coisas simples e mundanas, que muitas vezes, negligenciamos em momentos de comodismo ou tensão. Ela deve ser cultiva e protegida, através de cada pensamento que nutrimos e ação que praticamos. A luz, apesar de poderosa como uma montanha, pode ser frágil como o sorriso de uma criança. Por isso, há ocasiões em que nossas espadas são necessárias. Lutamos não pela glória do combate, mas pela luz, simples e pura, que muitas vezes precisa ser protegida. Um verdadeiro Cavaleiro não combate fogo com fogo, pois sabe que no final, mesmo na vitória, não haverá nada além de cinzas. O verdadeiro Cavaleiro combate com a luz de seu espírito, pois sabe que uma pequena vela é capaz de iluminar a mais escura das caverna. O verdadeiro Cavaleiro sabe que em última instância, a luz é aquilo que a escuridão mais teme.”

- Nuadha Laethalion rei de Elvanna e Guardião Esmeralda da ordem dos Cavaleiros Esmeralda.
Saudações, nobres guardiões da luz!

Apresento-vos aqui a ordem em Elgalor que representa os paladinos que fizeram o Voto dos Antigos, a ordem dos Cavaleiros Esmeralda.

Uma das mais antigas e nobres organizações de Elgalor, os Cavaleiros Esmeralda é uma ordem formada quase que exclusivamente por elfos. Os “primeiros paladinos”, como está registrado em antigos tomos da história élfica, sempre foram grandes guardiões da luz e defensores dos inocentes, e representam a epítome dos valores élficos: Compaixão, sabedoria, honra e uma grande reverência pela arte da espada, magia e principalmente, pela natureza.

Os Cavaleiros Esmeralda lutam para preservar tudo aquilo que é bom e puro no mundo. Segundo a filosofia da ordem, há muita luz em coisas simples como uma canção, o sorriso de uma criança, o amor entre um homem e uma mulher, o alvorecer, a majestade de uma montanha ou o esplendor de uma floresta. Todas estas coisas, apesar de sagradas e poderosas, são uma ameaça às forças da Sombra, e por isso, precisam se protegidas. Precisam ser cultivadas.

Para tanto, os membros da ordem passam décadas como escudeiros de um cavaleiro experiente aprimorando sua técnica com a espada e a lança (armas favoritas dentro da ordem), cultivando sua luz interior e fortalecendo seus espíritos, para que estes jamais se corrompam ou percam a luz diante da escuridão. Após cerca de cinqüenta anos de treinamento, o escudeiro é sagrado cavaleiro em uma cerimônia conduzida por druidas, e então, recebe permissão para viajar sozinho, protegendo a luz sob todas as suas formas, e combatendo aqueles que pretendem destruí-la.

Atualmente, a ordem conta com 250 paladinos e 500 escudeiros espalhados por toda Elgalor, embora a presença da ordem seja sentida com mais força em territórios normalmente protegidos por elfos. A hierarquia na ordem não é rígida ou mesmo muito clara, mas sabe-se que há 12 cavaleiros com o título de Guardiões Esmeralda que são considerados comandantes espirituais e militares dos demais cavaleiros e escudeiros. Existe ainda uma poderosa e misteriosa druida que, segundo as lendas, é filha de uma nobre divindade da natureza, e que fornece suporte e sabedoria à ordem em momentos de grande necessidade.

Os Quatro Pilares da ordem são:

- Que, através de tuas ações, tu sejas uma fonte de luz no caminho de todos aqueles que a ti encontrarem.

- Protejas e cultives a luz em todas as suas formas: Na música, na esgrima, na arte, na cortesia e na reverência pela natureza. Cultive-a dentro de ti, e depois, no mundo a seu redor.

- Lembra-te sempre a razão pela qual lutas, especialmente diante da Sombra: Vivemos para proteger a luz; destruir o mal é uma conseqüência disso, e não a causa por trás de nossos esforços.

- Vingança jamais pode fazer parte daquilo que fazemos.


Relações: Os Cavaleiros Esmeralda possuem boas relações com todo o povo élfico, e com criaturas poderosas que partilham de sua filosofia, como Águias Gigantes, Centauros e Dragões Metálicos, especialmente os dourados e de cobre. Eles mantêm uma forte aliança também diversos Círculos Druídicos, como o Círculo da Lança de Carvalho e o Círculo da Mãe Terra, e com os clãs humanos que compõem o reino de Irengard, uma vez que estes possuem uma grande ligação com o druidísmo.

9 comentários:

  1. Elladan, Filho de Elrond4 de outubro de 2014 07:59

    Magnífico, grande Odin.

    Quando meu player´s chegou no início da semana, esta subclasse do paladino foi a primeira coisa que quis ler, pois achei interessante o conceito de um paladino élfico, conectado ao divino da natureza, e não aos deuses, como ocorre com paladinos humanos e anões. Porém, tive uma surpresa terrível ao ler a descrição que foi feita deste voto. Não sei sua opinião sobre isso, mas a descrição do início da classe do paladino, em que narrava na introdução um elfo "gargalhando" enquanto atinge seu oponente, foi muito sofrível para mim. E na parte dos dogmas do voto, eles basicamente pregavam que este paladino deveria nutrir o riso, a música e a arte como formas de nutrir a luz ao invés de um comprometimento com a justiça me deu uma ideia muito ruim deste voto. Era como se tivessem criado um "paladino hippie" ou bardo paladino. Eu entendi a ideia de se focar mais no bem do que na ordem ou dogmas, mas isto foi muito mal colocado no livro.

    Mas aqui, você fez uma descrição perfeita sobre como paladinos élficos se comportariam. Gostei muito das características da ordem e do texto introdutório. É ISTO que deveria estar escrito no livro do jogador. Recomendo até que você faça uma versão em inglês deste post e coloque em fóruns de RPG, porque há muitas pessoas que assim como eu, gostaram da ideia do paladino élfico, mas se indignaram com o roleplay do voto dos antigos como foi descrito no livro do jogador. Nem preciso dizer que agora esta é a versão oficial do voto dos antigos em minhas mesas.

    Obrigado, pai de Asgard.

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  2. Salve, nobre irmão!

    Fico honrado em saber que meus escritos são úteis para jogadores veteranos como tu. Quando li a descrição do Juramento no livro do jogador, também achei que houve um exagero enorme no sentido de encontrar o Bem e a Luz em dança, gargalhadas e canções. Proteger o equilíbrio natural, as coisas boas e belas que existem na natureza representa uma filosofia altruísta e muito interessante para um paladino, mas eles realmente erraram no exagero ao lado feérico/ caótico que o Juramento poderia ter.

    Quando busquei a opinião de outros jogadores em sites e fóruns especializados, me surpreendi positivamente ao ver que TODOS que comentavam sobre a classe simplesmente ignoraram este lado mais caótico e focaram-se totalmente na luta pelo Bem acima de tudo e pela reverência à natureza. E foi basicamente isto que fiz com os Cavaleiros Esmeralda.

    Parece que mesmo indiretamente, os criadores do jogo desejaram dar sutilmente a opção de um paladino élfico caótico bom (mesmo reforçando que o Juramento dos Antigos prezava o bem acima de quaisquer noções de caos e ordem). Felizmente, esta opção parece ter sido ignorada, e jogadores estão usando a classe como guardiões do Bem e da Natureza. O que acho muito apropriado.

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  3. Cara, muito legal o seu texto. Bacana mesmo. Imagino que numa ordem dessas deve rolar uma politicagem danada nos bastidores.

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    1. Salve, bravo irmão!

      Fico feliz que tenhas gostado, e sejas sempre bem vindo aos Salões de Valhalla.

      Por lidar com valores relativamente simples, os Cavaleiros Esmeralda não lidam com problemas políticos, salvo quando dois Guardiões discordam sobre o melhor curso de ação em certas ocasiões. Mas em outras ordens mais estruturadas que mostrarei no futuro, especialmente a Ordem das Oito Esferas, a politicagem é um problema seríssimo.

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  4. Boa noite grande Odin, estou aqui novamente para elogiar a postagem!
    Esse blog é realmente muito bom!
    Ótimo conteúdo como sempre!
    Sempre que puder estarei visitando e comentando novamente!
    Sucesso!

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  5. Salve, nobre donzela do escudo!

    Fico feliz que tenhas gostado, e digo o mesmo sobre o conteúdo de teu excelente blog.

    Que os deuses da fortuna estejam sempre convosco!

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  6. Realmente sua descrição está melhor do que no PhB (e muito melhor!). Agora no caso dos Cavaleiros de Esmeralda fica meio difícil imaginar um humano, não por preconceito, mas se demora 50 anos para ser nomeado cavaleiro, um humano seria no máximo um escudeiro...

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  7. Salve, bravo irmão!

    Fico feliz que tenhas apreciado a descrição desta ordem também. Quanto ao caso dos humanos, realmente, seria inviável que membros desta raça participassem dos Cavaleiros Esmeralda por conta do tempo exigido de treinamento. Os paladinos humanos, no mundo de Elgalor, são os paladinos mais clássicos do AD&D, e portanto, seguem o Juramento da Devoção. Alguns "paladinos" humanos, que na verdade, são templários, seguem o Juramento da Vingança, que em Elgalor, é chamado de Juramento da Retribuição (veremos ordens destas duas linhas em breve). De qualquer modo, paladinos humanos neste cenário não fazem o Juramento dos Antigos, pois esta é uma tradição do povo élfico.

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