domingo, 25 de maio de 2014

O Senhor dos Anéis e AD&D: Rangers

Saudações, nobres guardiões!

Trago-vos aqui uma rápida adaptação dos rangers de AD&D para uma campanha de O Senhor dos Anéis. E digo rápida porque a classe em AD&D é tão fortemente embasada no arquétipo criado por mestre Tolkien que não é necessária praticamente nenhuma adaptação.

Os rangers são guerreiros de elite, mestre nas artes do rastreamento e da sobrevivência. Na Terra-Média, eles estão entre os mais temidos inimigos da Sombra, por conta de sua grande habilidade com a espada e o arco e por causa dos séculos de conhecimento e treinamento passado de geração em geração entre os clãs dunedáin. Além dos dunedáin, existem também alguns elfos rangers, mas estes são raros, e a classe não possui representantes em nenhuma outra raça.

RANGERS DE O SENHOR DOS ANÉIS EM REGRAS PARA AD&D

Os rangers do AD&D são extremamente semelhantes aos de Tolkien, e as únicas adaptações que se fazem necessárias são:

Tendência: No AD&D, os rangers precisam obrigatoriamente ter tendência boa (Justo, Bondoso ou Honrado). Na Terra-Média, eles devem ser sempre de tendência Justa.

Seguidores: O ranger atrai 2d6 seguidores, como é descrito no livro do jogador AD&D. Estes seguidores, contudo, começam a acompanhar o ranger no nível 09, e devem pertencer a mesma raça do ranger. Ao contrário dos seguidores do guerreiro, que precisam ser remunerados, os seguidores do ranger seguem seu “líder” movidos apenas por convicções pessoais e lealdade. Assim, enquanto o ranger permanecer justo, ele manterá seus seguidores.

Magias: Apesar de rangers experientes conhecerem grandes segredos do mundo natural e serem capazes de curar ferimentos com plantas de forma quase mágica, na Terra-Média eles não são capazes de conjurar magias à partir do nível 08.

Especialização em Arma: No 8º nível, o ranger pode adquirir especialização em arma como guerreiros, recebendo +1 nas jogadas de acerto e +2 nas jogadas de dano. Esta habilidade só pode ser adquirida uma única vez, e deve ser usada ou com a espada bastarda ou com o arco longo.

RANGERS DE RENOME
- Aragorn (homem dunedáin, tendência Justa, ranger nível 10-13)
- Faramir (homem de Gondor, tendência Justa, ranger nível 09)
- Elrorir e Elladan (elfos, tendência Justa, rangers nível 08)
- Halbarad (homem dunedáin, tendência Justa, ranger nível 07)

4 comentários:

  1. Muito bem colocado meu amigo. Drizzt deve ter gostado desse ranger que com certeza parece mais com ele do que o ranger do D&D 3.x, apesar de Drizzt ser caótico-bom. Enfim, muito bom, só achei o level da galera meio alta... mas enfim, isso é relativo e já falamos sobre isso no outro post. Mas se colocasse Aragorn no 13, Gandalf merece level 20 rsrsrs.

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  2. Salve, nobre irmão!

    O grande Drizzt realmente combina muito com esta descrição de ranger própria para a Terra-Média, mesmo sendo caótico bom, e fico feliz que tenhas gostado da adaptação.

    A questão dos níveis é mesmo relativa, e há neste caso um amplo espaço para debate. No caso de Aragorn, julguei que ele começaria a guerra do anel como um ranger de 10o nível porque já possuía diversos seguidores (algo que o ranger em AD&D recebe normalmente no 10o nível) e por causa de todos os grandes feitos realizados por ele antes mesmo de conhecer Gandalf. Quanto ao 13o nível dado a ele no final da saga, ponderei o seguinte: Aragorn é o maior "homem de armas" da raça dos homens no último século da Terceira Era (Boromir talvez fosse o segundo). Em AD&D, um guerreiro apenas consegue desferir dois ataques por rodada no 13o nível, e por isso, imaginei que este seria um nível bem acurado para retratar o "maior guerreiro" da raça dos homens na época da Guerra do Anel em um cenário que para padrões de RPG seria considerado de baixa magia. E se Drizzt, em um cenário de alta fantasia é um ranger de 16o nível que continuou evoluindo, Aragorn, que em seu cenário de baixa fantasia teve uma importância bem maior de forma geral, poderia ser retratado como um ranger de 13o nível no final de sua carreira.

    E no caso de Gandalf, como boa parte de seu poder vem do fato dele ser um Maiar (um avatar dos Valar, que seriam como semi-deuses ou divindades menores na cosmologia de Tolkien), acredito que algo apropriado para ele no final da saga seria o 17o nível.

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  3. Salve nobre amigo Odin!

    Sim... dessa vez sua explicação sobre o level deles foi realmente baseada em todo cenário e ainda comparou com Forgotten. Eu pensei em leveis mais baixos devido brigarem contra criaturas não muito fortes, mas nada impede de aumentar o nível das criaturas de Sauron. Quanto ao cenário de forgotten, acho que níveis seriam bem mais altos devido a alta magia, o que na minha cabeça, aumenta tanto as magias quanto os próprios leveis para acompanhar a magia, senão um guerreiro torna-se inútil. Mas se pensarmos pelo lado dele ser o maior homem de armas, ele realmente merece um 13º nível, quem sabe até um pouco mais, esse realmente foi um argumento incontestável. Mas como esses níveis são relativamente altos, eu colocaria o Gandalf (já como o branco) como nível 20, até pq ele parece que dali não aumenta mais seu poder. Como cinzento, poderia colocar em 15º, o que acha? Digo isso por mesmo como cinza, ainda acho ele mais poderoso que o Aragorn...

    Agora o Frodo eu ainda deixo no nível 0. Só as características de Hobbit (ou halfling do AD&D) já está de bom tamanho para ele rsrs, e mesmo se fosse dar um nível de algo para ele, não daria de ladino, pois sinceramente não o vi fazendo nada demais como ladino. Bilbo sim merece um nível bem alto de ladino, talvez o maior da terra média...

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  4. Salve, grande irmão!

    Sim, em Forgotten os níveis são bem mais elevados porque aquele é um cenário de alta magia, mesmo para os padrões de D&D. Em relação a Gandalf, concordo que mesmo como Cinzento, ele é de forma geral bem mais poderoso do que Aragorn. Eu ainda creio que parte desta superioridade se deve a sua raça, mas seria totalmente coerente que ele possuísse um nível entre 13-15 como Cinzento e 17-20 como Branco.Tudo depende da leitura do mestre sobre o cenário, mas creio que trabalhando com esta "margem de níveis", não haveria erro.

    Uma coisa que pensei é que estes níveis mais altos funcionam bem em AD&D (um sistema em que os heróis não ficam absurdamente poderosos, em que os ajustes de habilidades são mais baixos, dados de vida são contados apenas até o 10o nível, etc...). Mas se estivéssemos fazendo uma adaptação usando D&D 3, os níveis cairiam por terra; Aragorn, por exemplo, chegaria em minha opinião no máximo até o nível 08, e Gandalf o Branco, no máximo até o nível 12.

    Mas em relação a Frodo, sou obrigado a concordar: Da mesma forma que acabei de dizer que boa parte do poder de Gandalf vem de sua raça, tenho que admitir que a mesma lógica se aplica a Frodo; sua furtividade não é resultado de treinamento, e ele não sabe abrir trancas, ou outros pequenos truques como os "blefes" ou jogos de palavras de Bilbo. Se estivéssemos tratando de D&D 3, ele teria um ou dois níveis de aristocrata, mas em AD&D, ele seria mesmo no máximo, um ladino de nível 0.

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