quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Senhor dos Anéis para AD&D

Saudações, bravos heróis!

Observando as informações trazidas a mim por meus corvos a respeito dos pergaminhos mais buscados nos arquivos destes Salões, notei dois assuntos que pareciam “ imperar”: 

O primeiro deles, sem muita surpresa, foi D&D 5ª edição e todos os pergaminhos relacionados a tão esperada nova encarnação de nosso amado RPG.

O segundo, que me surpreendeu bastante, foi uma pequena série de posts que comecei a escrever sobre uma adaptação “ Low  Fantasy” de O Senhor dos Anéis para D&D. Em vários dos comentários postados, recados deixados no Salão dos Valentes e até um ou dois pedidos enviados a meus corvos, foi constante o pedido de que esta adaptação fosse feita usando o AD&D como sistema base, e não D&D 3.

Reconhecendo a sabedoria por trás destes pedidos e surpreso por este assunto ainda não ter caído no esquecimento mesmo após um ano, decidi retomar o projeto, e usando AD&D como sistema base. Assim, teremos algo interessante para debater e será um bom jeito tanto de lembrar um pouco sobre aquela que provavelmente foi a melhor edição de D&D já lançada quanto de esperar pela altamente promissora 5ª edição.

Os motivos que me levaram a entender que o AD&D realmente seria muito mais interessante para se trabalhar com o universo de Tolkien foram:

- Os personagens em AD&D são muito menos poderosos do que os mostrados em D&D 3ª edição, o que torna a adaptação muito mais interessante e verossímil.

- Os heróis evoluem muito mais devagar, o que ajuda a aproveitar melhor tanto a história quanto as ameaças que permeiam o mundo. Além disso, algumas das classes e raças desta edição foram feitas tendo o trabalho de Tolkien como base absoluta, como é o caso dos halflings e dos rangers.

- Em AD&D, os poderes/ habilidades dos personagens de alto nível não escalam tanto quanto em D&D 3. Além de ser extremamente difícil um personagem em AD&D ultrapassar o 15º nível, mesmo aqueles que conseguem isto não se tornam “super-heróis”.

- A tabela de seguidores e a tabela diferenciada de experiência existentes em AD&D são muito interessantes em termos interpretativos, e em minha opinião, combinam bastante com o clima da Terra Média.

Obviamente, o AD&D não é perfeito; o sistema de valores de modificadores de atributos e cálculos de AC de D&D 3 são bem mais simples, mas estas são questões que se o mestre desejar pode facilmente adaptar.

E para quem não possui o livro do jogador de AD&D, basta entrar neste PORTAL para obtê-lo  em versão PDF gratuitamente e em bom português, cortesia de nossos irmãos da Taverna do Elfo e do Arcanios.

No próximo pergaminho, discutiremos um pouco sobre as classes comuns, raras e muito raras que podem ser seguidas por personagens jogadores sem desrespeitar a ambientação ou ter que apelar para  histórias como “ meu personagem é na verdade o sexto mago enviado pelos Valar no fim da Guerra do Anel”. 

14 comentários:

  1. Mto bom, parabens pela ideia!!

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  2. Salve Odin, porque ao invés de usar o AD&D não usa o bom e nacional Old Dragon?
    As regras são mais acessíveis, o sistema já está estabelecido e tem bastante coisa pra ele já.
    No mais, parabéns pela iniciativa.
    Abs

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  3. Salve, nobres amigos!

    Sou um grande fã de Old Dragon, e considero este, ao lado de Tagmar, o maior trabalho de RPG já produzido em nossas terras. E para ser sincero, gostei mais do Old Dragon do que do D&D 3a edição, e minha única ressalva em relação ao sistema foi o fato de terem colocado o ranger fora do grupo dos homens de armas e dentro do dos especialistas, algo que a meu ver descaracterizou a classe e a afastou de seus ícones como Aragorn e Drizzt.

    Mas de qualquer forma, sou um grande fã de Old Dragon e de seus idealizadores. Trabalharei antes com o AD&D simplesmente porque recebi mais pedidos por uma adaptação com este sistema. Inclusive, convido desde já todos aqueles que se interessarem a fazer adaptações de Old Dragon para o material de AD&D que eu for disponibilizando nestes Salões.

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  4. Também acho o AD&D uma escolha melhor, mesmo porque já existe uma adaptaçã de SdA para Old Dragon por aí. Acho que vai ser um processo legal, espero ansioso pelo resultado.

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  5. Salve, irmão!

    Não sabia sobre a adaptação de Senhor dos Anéis para Old Dragon, mas houve de fato um número maior de pedidos pela adaptação para AD&D. No final de semana pretendo escrever o primeiro pergaminho da série.

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  6. A adaptação para Old Dragon está bem meia boca, não fala do cenário, coloca um monte de perícias e a descrição das raças não é das melhores. Talvez o melhor seja fazer como o Odin sugeriu, passar para o OD o que sair do AD&D por aqui.

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  7. Salve meu nobre amigo Odin!

    Vc realmente é o cara! rs. Só vou pegar um comentário seu e falar sobre ele

    "...erá um bom jeito tanto de lembrar um pouco sobre aquela que provavelmente foi a melhor edição de D&D já lançada..."

    Desculpe, mas não é provavelmente, mas COM CERTEZA a melhor versão rsrsrs. Brincadeiras a parte, vc tem completamente a razão qdo diz que AD&D foi baseado no LoR, vide o halfling que nada mais é que um hobbit! Aquele Halfling do D&D 3.x faça meu favor né? O que é aquilo???

    Além disso, como vc tb citou o AD&D é dificílimo de avançar de level (a não ser que o mestre seja um bananão que dá xp igual água...). vc falou em 15º nível em AD&D, nossa, isso seria demais, máximo que meu grupo chegou ficou entre 9 e 12, sendo que 12 era o ladrão que avançava bem mais rápido que o resto... E tb sem aqueles poderes chatos do D&D como talentos (argh!).

    Agora só pra terminar vou falar como amigo Sakai falou, sobre o Old Dragon. Acho louvável a criação do OD e bato palmas para seus criadores, tenho tudo que saiu sobre o OD, mas infelizmente como vc falou erraram muito feio no Ranger (ou seria ladrão das florestas?). E quem gosta de AD&D ou BD&D, ainda erraram nesse negócio de especialização (não gostei, pra falar a verdade, odiei isso)... Não posso criar "O cara" (palada) desde o início, ou um bardo (já tive um bardo no AD&D e adoro a classe) e o Ranger... ai ai... esse ai eu deixaria pro nosso velho amigo Drizzt mostrar que Ranger luta como Homens de Armas e não como um ladino (quem gosta da classe, quase infartou qdo viu que fizeram desse Ranger, mais ladino que o Ranger do D&D3).

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  8. Hahaha, torno minhas tuas palavras em relação ao grande Old Dragon; tanto nos elogios altamente merecidos quanto nas críticas. Lembro que quando vi as especializações, tive sérias ressalvas, mas me mantive calmo pensando " vamos apenas ver onde colocaram o ranger". Quando vi o que foi feito, fiquei bastante desapontado, até por todas as qualidades do sistema e pelas altas expectativas que eu tinha com este excelente sistema. O ranger realmente ficou um verdadeiro ladino das florestas, ainda pior do que o ranger de D&D 3.5, que eu realmente não gostei. Uma pena, porque o sistema de forma geral é simplesmente excelente. Espero que em uma eventual nova versão de Old Dragon isto seja corrigido.

    Mas voltando ao AD&D, eu mesmo nunca cheguei ao 15 nível, e se bem me lembro, meu personagem parou perto de chegar ao décimo primeiro, depois de muitas longas aventuras. Mas o clérigo do grupo conseguiu chegar ao 15o nível, assim como o ladino. Tenho muitas boas lembranças da época, e até de aventuras que eu mesmo não havia jogado, mas que meus velhos companheiros contavam.

    Não entendo exatamente porque, mas parece que tudo isto foi desaparecendo gradativamente ao longo da terceira edição, o que é uma pena.

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  9. Eu acho que isso vai ser "corrigido" com o Old Dragon Companion, que pelo que eu ouvi dizer apresentará mais classes e raças, mas acho que ainda vai demorar um pouco.
    Mas nada impede também que cada mesa crie seu ranger, paladino ou qq outra classe como achar mais legal.
    Abs

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  10. Sim, nobre amigo, tem toda razão. Nada impede que cada mesa crie sua própria versão da classe, pois o sistema em si deixa espaço para isto. E apenas para esclarecer, não pretendi desrespeitar ninguém quando usei o termo " corrigir". Dado o teor old school do jogo e suas raízes no AD&D, não apreciei a abordagem mais moderna baseada em arquétipos de MMORPGs que o ranger recebeu. Mas isto é apenas uma questão de gosto pessoal, nada mais.

    E como disse antes, não tira todos os (muitos) méritos do jogo ou de sua equipe de criação.

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  11. Com certeza tanto o nobre amigo Odin, quanto eu, em nenhum momento falamos mal do Old Dragon, pelo contrário, só olhar o início do meu comentário, que vai ver a admiração que tenho por seus autores, tanto que tenho todas publicações do OD e Space Dragon.

    Mas isso não impede que eu veja 2 ou 3 defeitos que na minha opinião (e por um acaso o Odin tb os viu) muda o sistema do estilo que eu gosto, mas nem por isso tira o mérito de seus autores, até porque muitos jogadores gostaram do Ranger Ladrão das Florestas, ou especializações ao invés de diversas classes (principalmente jogadores que não jogaram muito o AD&D). Ou ainda, a parte de escolas de magias.

    Mas enfim, isso não tira o mérito dos seus autores como falei. Mas para mudar o sistema para ficar do jeito que eu gostaria, eu prefiro ainda usar o velho e melhor RPG que já fizeram, o AD&D(deixando claro que essa é MINHA opinião e não a verdade absoluta).

    É isso. Vida longa ao OD e que ele dure por muitas dezenas de anos, pois como Odin falou, o Tagmar (melhor RPG brasileiro já feito para mim) deixou um buraco enorme no RPG brasileiro, assim como se o OD parasse, tb deixaria...

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  12. Sábias palavras.

    O ranger Ladrão despertou muitas críticas por parte de jogadores antigos, mas em nenhuma delas vi o sistema em si ser criticado e depreciado apenas por isto. Pelo contrário: As críticas sempre tinham um tom de " Como um RPG no nível do Old Dragon pôde fazer algo assim?"

    Longa vida ao Old Dragon!

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