sexta-feira, 11 de abril de 2014

O Senhor dos Anéis e AD&D: Classes

Saudações, nobres aventureiros!

Comecemos nossa adaptação de O Senhor dos Anéis para AD&D tratando das classes disponíveis para personagens jogadores. As adaptações de cada classe abaixo e sua contextualização dentro do cenário serão feitas separadamente em nossos próximos pergaminhos.

As classes abaixo estão divididas em 4 grupos: Comuns, Pouco Comuns, Raras e Muito Raras. Apesar de todas elas serem possíveis de ser usadas por personagens jogadores, o mestre pode, por exemplo, limitar o uso das classes raras e vetar o uso das muito raras se julgar mais apropriado para sua campanha.

De qualquer modo, como a Terra Média não é um cenário de alto poder, é aconselhável que personagens pertencentes a classes muito raras não ultrapassem o 12º nível.

BÁRBAROS (POUCO COMUNS): Bárbaros na Terra Média são guerreiros tribais de grande força e coragem, que combatem com grande selvageria e temeridade. Apesar de muitos deles servirem direta ou indiretamente Sauron e Saruman durante a Guerra do Anel, há vários, como os Drúedain e os Beornings que possuem uma inclinação para o bem e caçam ferozmente as forças das sombras quando estas adentram seus territórios.

Exemplos: Beorn (O Hobbit) Haleth (O Silmarillion), Ghâm (O Senhor dos Anéis).
Raças Permitidas: Anões*, Raça dos Homens.

* Pequenos clãs de anões bárbaros foram brevemente descritos em O Silmarillion, mas eles, além de extremamente raros, representam anões que perderam suas terras e muitas vezes seu orgulho. A maioria deles serviu Morgoth e lutou contra os anões da linhagem de Durin e seus aliados elfos e homens.

Nota importante: O bárbaro em AD&D não está presente no livro do jogador, e só foi mostrado no excelente Complete Barbarian Handbook. Este bárbaro de AD&D não possui Fúria e outras habilidades mais exageradas que foram adicionadas da 3ª edição em diante; este bárbaro representa guerreiros ferozes que lutam bravamente usando armas mais primitivas. Simplesmente perfeito para a Terra Média, e quando tratarmos o assunto, disponibilizarei as regras da classe.

BARDOS (POUCO COMUNS): Diferentes dos artistas que comumente cantam em tavernas e entretém nobres da corte utilizando pequenos truques de mágica, os Bardos da Terra Média são sábios e os mais experientes, especialmente entre os elfos, são grandes mestres da magia. Bardos possuem a capacidade de motivar seus companheiros e afastar a Sombra dentro e fora de combate. Além de seus amplos conhecimentos sobre história, geografia, lendas e artefatos mágicos, eles dominam formas sutis de magia através de suas vozes, algo que em eras antigas era chamado pelos elfos Noldor de “magia da canção”. A magia da canção surge de forma muito mais poderosa entre os elfos, mas há alguns homens e anões que possuem certa habilidade com esta arte. Os bardos pertencentes à raça dos homens que vem de Gondor geralmente são menestréis, enquanto aqueles que vêm de Rohan são escaldos da guerra. Bardos anões geralmente são escaldos da guerra ou escribas e historiadores.

Exemplos: Lúthien (O Silmarillion), Finrod Felagund (O Silmarillion), Grima Língua de Cobra (O Senhor dos Anéis), Arwen (O Senhor dos Anéis). 

Raças Permitidas: Anões, Elfos, Raça dos homens, Hobbits.

CLÉRIGOS (MUITO RAROS): Os“clérigos” da Terra-Média são na verdade elfos (mais especificamente, os Eldar e seus descendentes) que tiveram contato direto ou indireto com a sabedoria e poder dos Valar, aprendendo a utilizar uma forma de magia muito parecida com a empregada pelos próprios Istari. Na Terra-Média, estes elfos são normalmente conhecidos como sábios ou mestres do conhecimento. Estes conjuradores são muito raros na 3ª Era, e estão quase que completamente concentrados em Valfenda.

Exemplos: Elrond (O Senhor dos Anéis), Galadriel (O Senhor dos Anéis), Celeborn (O Senhor dos Anéis).

Raças Permitidas: Elfos.
 

DRUIDAS (MUITO RAROS): Druidas são talvez a mais rara classe de personagem na Terra-Média; a maioria deles provêm de clãs bárbaros como os Beornings ou em alguns casos muito isolados, entre os homens da Floresta das Trevas, que tiveram contato com o “mago” Radagst, o Castanho, um dos únicos verdadeiros mestres neste ofício. Druidas são mestres nos caminhos selvagens e possuem grandes conhecimentos acerca do mundo natural e sobre como controlar grandes plantas e animais selvagens. Alguns deles (especialmente os Beornings) têm a capacidade de se transformar em poderosos animais selvagens como ursos. Eles sempre habitam regiões selvagens atuando como seus guardiões e praticamente nunca deixam seu território, e ao contrário dos Magos, nunca formaram uma ordem formal.  

Exemplos: Radagast, o Castanho (Contos Inacabados), Tom Bombadil* (O Senhor dos Anéis), Beorn * (O Hobbit).

Raças Permitidas: Raça dos homens.

* Em termos de jogo, Tom Bombadil poderia ser descrito como um druida/ bardo, por causa de sua forte ligação com a natureza, enquanto Beorn, cuja raça possui a habilidade de falar com animais e se transformar em ursos, pode ser considerado um bárbaro/ druida.

GUERREIROS (COMUNS): Os guerreiros na Terra-Média podem ser encontrados em qualquer raça, mas são particularmente comuns entre a raça dos homens, anões e elfos. Verdadeiros mestres de armas, eles estão presentes em todas as sociedades, e seus estilos de combate variam muito, dependendo do local de origem. Os elfos da floresta das Trevas são mestres no uso do arco e nas artes da camuflagem, enquanto os guerreiros anões são conhecidos por sua grande perícia com armas pesadas (machados, martelos e picaretas de combate) e por usas resistentes armaduras.

Exemplos: Boromir (O Senhor dos Anéis), Éomer (O Senhor dos Anéis), Éowyn (O Senhor dos Anéis), Thorin Escudo de Carvalho (O Hobbit), Gimli (O Senhor dos Anéis), Legolas (O Senhor dos Anéis), Glorfindel (O Senhor dos Anéis), Turin Turambar (O Silmarillion), Fingolfin (O Silmarillion), Gil Galad (O Silmarillion) Fingolfin (O Silmarillion), Gil Galad (O Silmarillion).

Raças Permitidas: Anões, Elfos, Raça dos Homens, Hobbits.

LADINOS (COMUNS): Os ladinos na Terra-Média são espiões, batedores e exploradores extremamente versáteis e hábeis nas artes da furtividade. Alguns deles, especialmente os ladinos anões, são especialmente hábeis no uso de mecanismos e armadilhas. A maneira como usam seus dons e perícia depende muito de seu caráter, e de sua raça de origem; ladinos élficos atuam como escoltas e batedores, enquanto ladinos anões são muitas vezes engenheiros, responsáveis pela segurança dos palácios e fortalezas de seu povo. E claro, os raros ladinos hobbits são conhecidos por usa capacidade quase sobrenatural de entrar e sair de lugares sem serem notados.

Exemplos: Bilbo (O Hobbit), Gollun (O Hobbit).
Raças Permitidas: Anões, Elfos, Raça dos homens, Hobbits.

MAGOS (MUITO RAROS): Magos na Terra-Média são conhecidos como Istari, uma raça de seres divinos extremamente sábios e poderosos que foram enviados ao mundo mortal para auxiliar as focas da luz no combate contra Sauron no início da Terceira Era. Eles raramente demonstram todo seu poder, e sempre assumem a forma de homens idosos, mas de porte forte e com grande presença. Sabe-se que existem apenas 5 magos na Terra Média: Saruman, Gandalf, Radagast*, Alatar e Palando. Apesar de todos serem conhecidos coletivamente como “magos”, todos os membros desta ordem podem conjurar tanto magias arcanas quando magias divinas (veremos as regras para isto mais tarde).

* Radagast é um Istari e conhecido como um mago, mas em termos de jogo, ele é um druida.
Magos como personagens jogadores: Lendo uma passagem escrita por Tolkien em um dos livros da série The History of Middle Earth, o grande mestre diz que Alatar e Palando, os magos azuis, tinham a missão de combater a sombra de Sauron no oriente, mas falharam. Entretanto, apesar do final dos magos ser incerto, Tolkien afirmou que é seguro dizer que eles não tiveram o mesmo fim de Saruman (ou seja, não foram corrompidos), e que ambos criaram “ importantes tradições mágicas”.
Assim, podemos interpretar que, apesar da maioria dos povos orientais servir Sauron, havia entre eles alguns poucos discípulos dos magos azuis, ou seja, magos de menor poder que assim como seus mestres, juraram se opor à Sombra.

PALADINOS (RAROS): Paladinos representam a cavalaria de elite dos maiores reinos dos homens na Terra-Média, como Númenor, Arnor e Gondor. São grandes guerreiros e possuem uma resolução extremamente forte que advém de seu forte senso de justiça e lealdade inabalável para com seu rei. Eles são bastante incomuns mesmo em Gondor, e dificilmente deixam seu reino.

Exemplos: Elendil (O Senhor dos Anéis), Príncipe Imrahil (O Senhor dos Anéis),.

Raças Permitidas: Raça dos homens.

RANGERS (POUCO COMUNS): Os rangers são guerreiros de elite, mestre nas artes do rastreamento e da sobrevivência. Na Terra-Média, eles estão entre os mais temidos inimigos da Sombra, por conta de sua grande habilidade com a espada e o arco e por causa dos séculos de conhecimento e treinamento passado de geração em geração entre os clãs dunedáin. Além dos dunedáin, existem também alguns elfos rangers, mas estes são raros, e a classe não possui representantes em nenhuma outra raça.

Exemplos: Aragorn (O Senhor dos Anéis), Faramir (O Senhor dos Anéis), Elladan e Elrohir (O Senhor dos Anéis).

Raças Permitidas: Elfos, Raça dos Homens.

12 comentários:

  1. Nossa! Depois de ler o conteúdo desse post me deu uma crise de saudosismo e eu fui pegar os meus 3 lindos livros de AD&D. (Coisa de ancião heheheh) Muito bom Odin \o/

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    1. Hahaha, grato, nobre irmão!

      Eu faria o se tivesse estas três pérolas em mina coleção de livros, mas infelizmente, não sou tão ancião assim, e apenas os membros mais honoráveis de meu primeiro grupo possuíam tais tomos!

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  2. Muito interessante, Mestre Odin!

    Só tenho um questionamento: Será que Faramir não seria um paladino? Sei que ele estava entre os patrulheiros das fronteiras de Gondor, mas ao mesmo tempo ele demonstrou uma força de vontade e resolução que nenhum outro personagem da saga pareceu demonstrar em nenhum momento dos três livros.

    Veja bem, quando Faramir se encontra com Frodo e descobre o fardo do Hobbit, no livro, ele simplesmente nega a ideia de possuir o anel "Eu nunca faria isso". Bom, ao meu ver, isso praticamente destitui o anel de seu poder. Colocando Faramir num patamar diferente de outros personagens da saga.

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  3. Salve, nobre irmão!

    Esta é uma colocação muito interessante e altamente plausível; Faramir é um grande líder, exímio cavaleiro, e tem uma presença extremamente forte e calma dentro e fora do campo de batalha. Mas ponderando um pouco, ainda creio que Faramir seja um ranger pelo seguinte:

    1) Na Terra Média, há dois " grandes" focos de influência dos Guadiões que ou pertenciam aos dunedáin ou foram treinados por eles: Os rangers do norte, de Eriador, e um grupo menor concentrado em Gondor, que outrora era fiel à coroa, enquanto havia um rei de fato. Faramir, sem sombra alguma de dúvida, é um grande capitão e líder de homens, mas ao contrário de seu irmão, que sempre estava em posições de liderança que o colocavam em evidência, Faramir trabalhava mais nas fronteiras do reino, geralmente protegendo Gondor com um grupo de elite de guerreiros que eram altamente treinados em técnicas de rastreamento, sobrevivência e até mesmo guerrilha. Na obra de Tolkien, este tipo de habilidade é algo raro, tanto que não vemos isto nos exércitos de Rohan, Vale e Erebor, por exemplo. Por isso, creio que é muito provável que Faramir pertencesse aos guardiões do sul, que tornaram Gondor seu lar.

    2) A força de vontade de Faramir é algo assombroso, e não me espantaria se algum especialista na obra de Tolkien encontrasse indícios de que sua força de vontade era maior até mesmo do que a de Aragorn. Ele sem dúvida está em um patamar diferente do de outros personagens na saga. Contudo, nobreza de coração e força de espírito, apesar de traços "padrão" em bons paladinos, não são exclusividade da classe. Outros personagens da série, como Aragorn, Tom Bombadil e Samwise também demonstram tais virtudes, e em termos de RPG, pertenceriam a outras classes diferentes do paladino.

    Mas como o livro obviamente não foi feito para se enquadrar perfeitamente às classes de RPG que temos hoje, outras interpretações poderiam ser possíveis também.

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  4. Boa noite Nobre amigo Odin e demais amigos!

    Deixe então Faramir como Ranger/Paladino e acaba a discussão rsrsrs. Mas realmente as colocações de Odin, acaba por colocar Faramir mais como um Ranger mesmo, mas em todo caso, nada impede de coloca-lo como um Ranger/Paladino.

    E o Frodo, não caberia como ladino? Mas é aquilo, se for colocar Frodo como ladino, acho que teria que colocar todos hobbits como ladino. Uma coisa é certa, Frodo não chega a 10% do ladino que Bilbo é, eu ao contrário da maioria comecei lendo O Hobbit ao invés do Senhor dos Anéis, e com isso, sempre achei o Frodo chato e sem a habilidade de Bilbo...

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  5. Hahaha não há nada que um multiclasse não resolva!

    Atribuir uma classe a Faramir e a vários outros personagens sempre abrirá brechas para discussão, porque quando Tolkien concebeu estes personagens ele obviamente não se preocupou em colocá-los dentro de determinada classe de RPG (coisa que na época, também obviamente, não existia). É claro que poderíamos considerar Faramir como um ranger, guerreiro, ranger/guerreiro, paladino /ranger ou até mesmo paladino. Tudo depende do conhecimento que o mestre tem sobre o cenário e sua interpretação pessoal disto.

    O que escrevo aqui são sugestões baseadas em meus conhecimentos e percepção, e isto não deve ser entendido como verdade absoluta. Apenas como uma sugestão. (Afinal, isto é uma adaptação Old School).

    O caso de Frodo é outro destes pontos: Lendo os livros, notamos que ele realmente não mostra praticamente nada da habilidade e astúcia de Bilbo, por ter um temperamento mais pacato e por quase nunca ter deixado o Condado sozinho. Mas uma coisa que admirei em Frodo, independente disso, foi seu senso de dever.

    Mas voltando, Frodo poderia ser um ladino de 1o nível que evoluiu muito pouco em sua jornada, enquanto Bilbo, que já se aventurava fora do Condado antes de viajar com Thorin, tinha as habilidades e espírito mais afiados, e por isso era um ladino superior.

    Quanto a colocar todos os hobbits como ladinos, acho que cairíamos na " armadilha" de classificar a raça em uma classe com base em suas habilidades raciais (no caso dos hobbits, o pequeno tamanho e a furtividade). Sam, apesar de não possuir treinamento formal, age como um verdadeiro guerreiro em inúmeras situações. Se não me engano, Merry e Pippin chegaram até a receber um pouco de treinamento de Boromir para manejar melhor a espada.

    Discutiremos isto melhor mais tarde, mas se eu fosse classificar os hobbits em classes, faria o seguinte:
    - Bilbo: Ladino nível 3 (que chegou ao nível 7-8 ao final da aventura)
    - Frodo: Não possuía classe nenhuma no início, tornou-se um ladino de nível 1 e chegou ao nível 3 ao final da aventura.
    - Sam: Não possuía classe nenhuma no início, tornou-se um guerreiro de nível 1 e chegou ao nível 4 ao final da aventura.
    - Merry e Pippin: Não possuíam classe nenhuma no início, tornaram-se guerreiros de nível 1 e chegaram ao nível 3 ao final da aventura.

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  6. Elladan, filho de Elrond14 de abril de 2014 15:16

    Bom dia, estimados amigos

    Parabéns por esta bela iniciativa, mestre Odin. Concordo totalmente com o amigo Eduardo: AD&D não foi talvez a melhor edição de D&D. Foi indubitavelmente a melhor de todas, e ter uma adaptação de O Senhor dos Anéis para este sistema é algo espetacular.

    Na discussão sobre classes, a questão é delicada, uma vez que vários personagens caberiam bem em duas classes, mas na minha visão não seria correto atribuir a classe paladino a um personagem apenas porque ele possui grande força de vontade e nobreza. Se fosse este o caso, quase metade dos heróis desenvolvidos por Tolkien seriam paladinos, incluindo Aragorn, Elrond e até Samwise Gangee. Faramir, para mim é um guardião de linhagem nobre, que em termos de jogo, se encaixa melhor na classe ranger.

    Gostei da descrição de classes dos hobbits. Já vi gente dizer que Merry e Pippin seriam bardos, simplesmente porque em passagens do livro cantam algumas canções. Absurdo, porque se para ser bardo fosse preciso apenas saber cantar, Aragorn e Legolas também seriam bardos.

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    1. Esta foi uma colocação muito interessante, sábio filho de Elrond. A obra do mestre Tolkien mostra muitos heróis no sentido real da palavra, e seus comportamentos nobres lembram muito o ideal do paladino. Mas nem por isso, eles precisariam ter níveis desta classe.

      E a questão de Merry e Pippin serem " bardos", também já ouvi isso; na ocasião, expliquei que para ser um bardo era necessário conhecimento e estudo, e não apenas " saber cantar". Na minha concepção, no livro O Hobbit Elrond cumpre muito bem este papel, porque fornece conselhos úteis, sabedoria e é o único capaz de dar ao grupo uma informação que nem mesmo Gandalf era capaz.

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  7. Muito bom esses comentários produtivos. O que me faz ter mais vontade de continuar a "discussão". Eu discordaria de Odin num ponto, eu continuo achando Frodo um chato e fraco rsrsrs, mas falando sério, eu o colocaria no máximo como um ladino de 1º nível (isso sendo bondoso), pq o pouco q ele fez (como ladino), qualquer outro Hobbit faria, deixando claro que não falo sobre sua vontade e senso de dever realmente sobressai, mas para isso não precisa ter uma classe. Sei lá, pode até ser birra do Frodo, mas achei ele muito fracote e que não chega nem perto de seu tio Bilbo (esse sim um ladino que sobressai desde o início de sua jornada).

    Eu sou meio "pão duro" com níveis, eu colocaria Sam no nível de guerreiro 2 e tá muito do bom! Frodo eu pensaria se dava ou não um nível de ladino para ele (eita fracote) e seus amigos de aventura 1 nível de guerreiro pra cada já tá bom!

    Gandalf sim, esse merece um nível bem alto, principalmente qdo virou um mago branco. Aragorn é outro que luta fácil, merece tb um nível alto, assim como Legolas e seu amigo(ou rival? rs) anão.

    Enfim, como o nobre e sábio amigo Odin falou, isso nunca a galera vai concordar, pq depende muito do jeito que o mestre costuma mestrar (e principalmente distribuir xp). Então, no meu mundo de campanha, nível 3 já é um cara muito forte, que se destaca numa cidade pequena, enquanto nível 5, chama atenção até numa cidade grande (claro que não uma metrópole como waterdeep).

    Como falei anteriormente, sempre gostei de dar xp devagar, para que cada nível passado, seja comemorado. Joguei por uns 3 anos direto e meu grupo ficou entre nível 9 e 12 (12 só um, sendo o ladino que evolui mais rápido), assim como tb não gosto de fazer ficarem ricos em ouro ao ponto de não ser mais interessante ganhar ouro, tanto que meu grupo já tinha castelo(guerreiros), templo (clérigo), Torre(mago) e esconderijo subterrâneo(ladrão), e o bardo, bem, esse só juntava grana mesmo kkkkkk. Mas os guerreiros tinham que se aventurar para manter seus castelos, pq davam mais prejuízo que lucro, sem falar em pagar seus seguidores, mas isso é outra estória...

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    1. Humm... fizestes uma consideração muito interessante sobre Frodo. Ao contrário de Bilbo, ele não demonstrou claramente habilidade como ladino. Frodo fez uso muito mais de habilidades raciais do que de habilidades aprendidas ou desenvolvidas.

      Já no caso de Sam, acho que ele realmente merece o status de um guerreiro de 4o nível por tudo que passou e por causa de seu confronto com Laracna.

      Em outros pergaminhos hei de fazer algumas sugestões de nível para Aragorn, Boromir, Faramir, Legolas e Gimli, mas creio que apesar de Aragorn ser o mais experiente de todos os citados (ao menos em minha opinião), eles todos ficariam entre os níveis 8-12. Já Gandalf, acredito que poderia ser considerado um personagem de 15o nível após se tornar O Branco, e se " consagraria" como o personagem de nível mais elevado na Terceira Era, exceção feita a Sauron e o Rei Bruxo, caso fôssemos atribuir níveis a eles.

      Quanto à distribuição de experiência, também gosto de tornar este processo um pouco mais lento, para que personagens que cheguem ao nível 8-10 sejam realmente importantes dentro de uma ambientação.

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    2. Nós poderíamos falar sobre níveis em 50 posts e acho que dificilmente concordariamos rsrs. Mas acho muito legal saber o ponto de vista de outros mestres, até pq sempre aprendemos com o outro, mas como falei depende muito de como se distribui o xp. Como vc falou do SAM, por isso que dei nível 2 a ele, afinal se colocar a aventura de Senhor dos Anéis foi uma aventura bem grande (ou pode contar como algumas pequenas) e por isso, ele avançou um nível e se fosse muuuuuito bondoso nível 3 (o q já acharia muito), 4 eu não daria nem a pau! rsrsrs Mas como falei, são pontos de vista...

      Poderiamos começar com Gandalf, visto que concordamos que ele tem o nível mais alto. Se dermos 15 para ele já como O Branco, bom, então acho muito dar 12 para qualquer outro personagem, pois como Cinzento ele seria qual nível? 12 igual aos outros?

      Enfim, isso é muito relativo... Como falei, nível 5 para mim já é o cara! Uma vez um jogador me perguntou quando ele chegaria ao nível 20 e como poderia passar do 20. Eu disse q se ele chegasse ao nível 20 em minha camapanha e daria todos meus livros para ele rsrsrs. Por isso gosto de dar poucos níveis e devagar. Quer virar "um" Elminster? Então crie um mundo de campanha rsrsrs

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  8. Hahaha, ótima resposta que destes a teu jogador.

    Tens toda razão quanto aos níveis, depende de vários quesitos, e um deles é sem dúvida como o mestre distribui XP. Mas independente disso, é muito interessante ver como outros mestres pensam.

    No caso do Gandalf, como "O Branco", eu atribuiria a ele nível 15, e 12 quando ele era O Cinzento. Fazendo uma comparação com outro personagem icônico, eu entenderia Aragorn como um ranger de nível 10 no início da guerra do anel (na época ela já era provavelmente o melhor ranger da Terceira Era) e de nível 12 no final dela.

    Tudo é mesmo uma questão de opinião, mas é muito interessante ver como outros mestres pensam.

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