sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Monstros Lendários em D&D 5ª Edição

A ideia dos monstros lendários é muito interessante: tanto em termos de
Roleplay quanto em termos de regras.
Saudações, bravos aventureiros!

Da última vez em que tratamos de monstros em D&D 5ª Edição, vimos os poderosos orcs e o estrago que alguns deles junto a um chefe de guerra podem fazer. Agora, trataremos de algo muito maior: Monstros Lendários.

Primeiramente, esclareçamos o conceito de Lendário em D&D 5: Um monstro lendário é uma criatura de imenso poder, e que exerce uma enorme influência tanto sobre as criaturas que estão a seu redor quanto sobre o próprio meio em que ela existe. Não se trata apenas de poder bruto, mas sim em algo grandioso, que dentro de uma campanha, se manifesta sob diferentes formas. Estas criaturas são capazes de realizar feitos que nenhuma outra seria capaz de fazer, e vêem o mundo sob uma perspectiva muito diferente.

Esta idéia nos traz de volta a uma maneira “Old School” de ver as coisas, porque muito do que uma criatura lendária pode fazer não está condicionada apenas a combate nem está descrito em regras; é preciso que se trabalhe sua influência no mundo de uma forma muito mais interpretativa, o que acho extremamente positivo.

Alguns exemplos de criaturas lendárias seriam: Dragões, certos diabos, demônios e celestiais, e, é claro, o Tarrasque. Para quem quiser saber um pouco mais sobre o que seria considerado “lendário” neste contexto, e não tem problemas com o idioma inglês, entrai neste PORTAL.

Voltando aos dragões, trago-vos aqui um dragão negro, criado por Mike Mearls. Obviamente, a criatura passará por algumas adaptações, mas já é possível entender como um monstro lendário funciona. O dragão negro mostrado abaixo é um monstro de Nível de Encontro 10, o que significa que há dragões muito mais poderosos do que este.

DRAGÃO NEGRO

PV: 126 (12 d12 +48)
CA: 15
Deslocamento: 18 metros (andando e nadando), 45 metros (voando)
For: 23 (+6)                            Des: 10 (+0)                          Con: 19 (+4)
Int: 12 (+1)                             Sab: 13 (+1)                           Car 12 (+1)

Alinhamento: Caótico Mal
Idiomas: Comum e Dracônico

TRAÇOS RACIAIS

Habilidades Especiais: Percepção às Cegas (18 metros) e Visão no Escuro (36 metros).
Imunidades: Ácido, Sono, Metamorfose, Paralisia.

Aquático: O dragão negro pode respirar na água e não sofre penalidade em suas jogadas de ataque quando luta submerso.

Presença Aterradora: Qualquer criatura com 6 dados de vida ou menos que estiverem a até 27 metros do dragão devem ser bem sucedidas em um teste de Sabedoria dificuldade 14 ou ficarão assustadas por 10 minutos.

Resistência Lendária: O dragão negro é bem sucedido em qualquer teste de resistência automaticamente 4 vezes por dia à sua escolha.

Resistência Mágica: O dragão negro recebe Vantagem em todos os seus testes de resistência contra magias.


AÇÕES DE COMBATE

Ataque Múltiplo: O dragão negro pode regularmente desferir um ataque de mordida e dois ataques de garra ou um ataque de mordida e um ataque de cauda.

Mordida: +13 (2d6+6 de dano perfurante)
Garras: +10 (1d8+6 de dano cortante)
Cauda: +10 (1d8+6 de dano de esmagamento). Se a criatura atingida for de tamanho grande ou menor, ela é automaticamente derrubada ou lançada a 3 metros, à escolha do dragão.

Sopro de Ácido (1 vez por dia): Sopro que atinge uma linha de 24 metros, causando dano de 4d6+4. Um teste de resistência de Destreza dificuldade 16 reduz o dano pela metade.

AÇÕES LENDÁRIAS

As Ações Lendárias representam feitos... lendários, ações que dentro de um conjunto são realmente incríveis. Em termos interpretativos, estas ações ocorrem em uma velocidade espantosa, que desafia até mesmo o senso de lógica de criaturas normais. Em termos de jogo, elas funcionam quase como ações livres, se sucedendo geralmente após o monstro lendário já ter realizado todas as suas ações normalmente possíveis.

Ao final de cada rodada, o dragão negro possui 4 ações lendárias, que pode usar para ativar certas habilidades. Ações lendárias que não forem usadas na rodada não se acumulam na próxima. O que pode ser feito consumindo uma ou duas ações lendárias ao final de cada rodada é:

Recuperar o uso do sopro de Ácido (2 ações)
Se deslocar usando metade de seu deslocamento normal (1 ação)
Realizar um ataque adicional com a cauda (1 ação)
Detectar todas as criaturas escondidas em um raio de 15 metros (1 ação)

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

Gostei bastante do dragão negro; as Ações Lendárias, bem empregadas, podem ser realmente fantásticas dentro de um combate, e não apenas em termos mecânicos, mas interpretativos também.

Este novo dragão está muito mais simples de ser usado do que os apresentados na 3ª Edição do jogo, especialmente por não possuir habilidades de conjurar magias. Um mestre que use sabiamente as Ações Lendárias pode prover um grupo de quatro personagens de 10º nível com um desafio realmente emocionante usando este dragão negro, e tudo isso sem precisar recorrer a estratégias complexas.

Minhas únicas ressalvas são em relação à Classe de Armadura e valores de habilidade do dragão, que em minha opinião, deveriam ser um pouco maiores. Por exemplo, considerando que o dragão é por natureza uma criatura extremamente astuta e perspicaz, acredito que ele deveria possuir um valor de Inteligência e Sabedoria superior a 12 e 13. Quanto à Classe de Armadura, penso que como está, é relativamente fácil para homens de armas de 10º nível atingir o dragão e causar dano. Entendo que está sendo empregada aqui a idéia de que como um dragão é uma criatura muito grande, é fácil de se atingir seu corpo com uma espada ou lança, mas mesmo assim, como o dragão não possui Redução de Dano, acredito que sua CA deveria ser ao menos um pouco maior.

Bem, é isto, nobres irmãos. Os Monstros Lendários possuem um conceito muito interessante dentro de um mundo de campanha e também dentro do campo de batalha. Tanto em termos interpretativos quanto em termos de regras, representam um conceito muito interessante de D&D 5ª Edição.


E caso alguém tenha usado este dragão em uma aventura teste de D&D 5ª Edição, por favor, compartilhe conosco a experiência.

14 comentários:

  1. Antes de mais nada, uma tradução livre do Dragão Negro criado por Chris Perkins, quem está escrevendo o Monster’s Manual para a quinta edição:

    Dragões Negros são a encarnação viva da corrosão e decaimento. Eles habitam os pântanos escuros lúgubres do mundo, assim como ruínas abandonadas de civilizações a muito passadas. Eles colecionam restos e pedaços de tesouros esquecidos de antigos impérios, para lembrar-se de sua superioridade e invencibilidade, sentem nojo dos fracos e vangloriam-se de sua prosperidade. Eles festejam no colapso dos reinos humanos, anões e élficos e faram suas moradas nas ruínas deixadas por esses povos.
    Personalidade: Dragões negros são sádicos, cruéis e vis. Eles não gostam de nada mais do que assistir suas vítimas implorarem por misericórdia, talvez até oferecendo a ilusão de que as vítimas podem escapar, antes de terminar com elas. Um dragão negro poderia atacar um grupo de aventureiros, voando com o clérigo em suas garras, e atormentar os sobreviventes deixando pedaços do clérigo e de seu equipamento em lugares que o grupo poderia encontrar.
    O Dragão ataca os inimigos mais fracos primeiro. Ele busca vitórias rápidas e brutais, mesmo em meio a grandes batalhas, para amaciar seu ego e aterrorizar seus inimigos. Ele nunca se permite parecer fraco. Se ameaçado pela derrota, ele fará qualquer coisa para se salvar, mas morrerá antes de qualquer um reclamar o comando sobre ele.
    Dragões Negros odeiam e temem outros dragões. Um Dragão negro espia seus rivais de longe, na tentativa de matar dragões mais fracos e evitar os mais poderosos. Se um dragão mais poderoso desafia um Dragão Negro, é provável que o Negro procure um novo território.
    Dragões Negros mantém tesouros e itens mágicos de impérios desmoronados e reinos conquistados. Essas relíquias lembram o Dragão Negro de sua grandeza. Tudo mais morre, mas ele sobrevive. Quanto mais civilizações o dragão sobrevive, mais seguro ele se sente em reclamar as sobras de seus vizinhos como troféis.
    Ambiente: Dragões Negros vivem em pântanos e charnecas nas antigas fronteiras da civilização, onde a privacidade é garantida e a comida abundante. O covil de um Dragão negro tipicamente é uma caverna sombria, gruta ou ruína dentro de seu território. O Dragão irá, ao menos parcialmente, inundar esse lugar, usando um grande reservatório de água como um lugar de descanso e para curtir a carne de suas vítimas. Seu covil é infestado com os crânios e ossos corroídos por ácido de suas vítimas anteriores, as carcaças podres e cheias de moscas de bestas mortas, e estátuas quebradas incrustradas de musgo retiradas de reinos extintos.
    Um Dragão Negro usa túneis escondidos e submersos para ir e vir dentro de sua morada. O Dragão tem ao menos uma entrada subterrânea trancada ou selada para atrair e capturar aventureiros. Essas passagens são cheias de armadilhas e às vezes guardadas pelos servos do dragão, tais quais povo lagarto ou draconatos.
    Se confrontado em seu covil, o dragão permanece em sua piscina de água. Ele nada de uma para outra através de passagens submersas entre elas, confiando em seu alcance e sopro para matar seus inimigos.
    Devido a magia inata do Dragão, seu covil se torna um lugar de grande poder mágico. A terra muda e se transforma sobre a influência do Dragão. Intrusos devem se deparar com gavinhas de neblina e piscinas de ácido. Quando está lutando seu covil, um dragão pode usar sua ligação com a terra para retirar força de seus arredores e usar o ambiente contra seus invasores.
    Todos os tipos de bichos (centopeias, escorpiões, cobras, vermes e larvas) infestam o domínio de um dragão vermelho, e o cheiro horrível de morte e decaimento permeia o lugar.

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    1. Serviçais: Membros malignos do Povo lagarto veneram os Dragões Negros. Eles invadem terras colonizadas em busca de tesouros e comida para seu mestre e constroem estranhas e grosseiras efígies do dragão ao longo das bordas de seu domínio. As entradas do covil do dragão podem ser defendidas por membros poderosos do Povo Lagarto.
      A influência malévola do dragão também pode imbuir espontaneamente o próprio solo de vida, fazendo com que montes de terra se movimentem e capturem criaturas boas que se aproximem do covil do dragão. Druidas malignos podem se aliar a um Dragão Negro, apesar de o Dragão ver os druidas mais como serviçais uteis do que verdadeiros aliados.
      Kobolds infestam o covil do Dragão negro como insetos. Eles tendem a ser tão sádicos e cruéis quanto seu mestre, muitas vezes torturando e enfraquecendo seus prisioneiros com mordidas de centopeia e ferroadas de escorpião antes de os entregarem as pacientes mandíbulas do Dragão.

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  2. Vale notar que também há uma descrição no site da WotC de como seriam os Dragões Verdes. Criaturas maliciosas que habitam florestas, encantando criaturas e brincando com a mente dos aventureiros com toda sorte de jogos mentais, atraindo-os até seu covil ou fazendo-os se perderem eternamente nos caminhos tortuosos de suas florestas mágicas (algo muito parecido com que seria o Cyan Bloodsbane, de Dragonlance!).
    Eu testei em casa esse Dragão Negro... Utilizando todas as ações propostas por Mike Mearls para os monstros lendários. Desde as ações lendárias, até ações de território e ações do próprio covil. E como mestre poucas vezes me diverti tanto. É interessante usar um monstro lendário no jogo. Coloca no jogo uma sensação de poder e periculosidade que os Dragões não tinham há muito tempo, desde que viraram lugar comum na 3ª edição. E vale notar que o monstro vem não apenas como um bloco de estatísticas, mas uma descrição acurada da maneira com que se comporta, com seus objetivos, vícios e postura, o que dita como seria a interação do monstro com os jogadores; assim como as estratégias que o Dragão usaria contra um grupo de criaturas que ousasse desafiá-lo.
    Para os jogadores, eu noto que foi ao mesmo tempo devastador e gratificante. Devastador porque entrar no território de um Dragão negro Lendário foi uma experiência aterrorizante e mortal; dos cinco personagens que entraram no covil (clérigo, guerreiro, ranger, mago e monge), após serem enfraquecidos pela influência do dragão nos arredores de sua morada, somente quatro sobreviveram aos serviçais de Saghra’Mur, O Terror Negro, e apenas dois deixaram o covil com vida (um guerreiro e um ranger), segundos antes da antiga ruína, que só se mantinha em pé graças a influência do dragão, desabar como um castelo de cartas. Gratificante porque todos se divertiram muito com o novo monstro, alcançaram uma grande imersão durante a aventura e se sentiram vingados quando a fera foi finalmente abatida pelo guerreiro.

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    1. O que Saghra’Mur, um Dragão Lendário, tem de diferente de outros Dragões Negros: Sendo favorecido pelo próprio destino, o dragão lendário pode ditar, um número limitado de vezes, os resultados de algumas rolagens de dado. No caso, quatro vezes ao dia, Saghra’Mur poderia resistir a qualquer efeito que necessitasse de um saving throw. A fera também atacava indiretamente o grupo através de seu covil, criando áreas de escuridão, ondas de água que surgiam diante do grupo podendo atrapalhar o avanço e por em risco a vida de qualquer aventureiro menos cauteloso.
      Algumas considerações sobre as estatísticas:
      A CA não foi algo que atrapalhou, embora eu ache que poderia ser colocado uma Ca de 16 ou 17 para o dragão. Acho que mais do que isso teria tornado a batalha quase impossível de ser vencida por um grupo de 10-13 níveis. Na grande maioria das vezes os personagens mal conseguiam se aproximar de Saghra’Mur, mas quando o monge do caminho dos quatro elementos o fez, conseguiu atingir o monstro algumas vezes, embora logo tenha pago com a própria vida por tamanha insolência. Ser jogado ao chão por um movimento do rabo do dragão e depois derretido por uma torrente de ácido deve ser uma punição a altura.
      Acho que a aura assustadora do dragão deveria afetar criaturas com mais dados de vida. Nenhum jogador poderia ser afetado por essa aura no décimo nível. Eu aumentaria para afetar esses jogadores também.
      O número de ações do monstro é grande e rapidamente ele pode dar conta de um grupo que não tenha nada planejado, ou mesmo contornar o planejamento de um grupo que tenha cometido algum tipo de erro. O que nem de longe é algo ruim, eu achei excelente. Mas pode frustrar alguns jogadores que achem que não devem existir desafios que possam realmente estar acima dos personagens.

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  3. Hahahahahahaha! A garganta dessa criatura está pronta para o fio da minha espada!

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  4. Salve, nobre irmãos!

    Denilson, o que mais gostei nestes novos dragões foi justamente a descrição mais aprofundada que foi feita sobre suas personalidades, tipos de servos, objetivos, covis, etc. Até onde li (dragões negros e dragões verdes), o trabalho que tem sido feito é simplesmente excelente, lembrando as melhores descrições já feitas em livros de ambientação da época do AD&D.

    Outro ponto que apreciei muito foi o fato dos dragões, uma vez mais, se tornarem algo temível sem a necessidade de que o mestre apele totalmente para a força bruta e os Grande Anciões, o que acontecia muito em D&D 3. Estes novos dragões estão realmente mortíferos e da maneira certa: uma combinação forte de astúcia e poder.

    A CA realmente deveria se um pouco aumentada como disse antes, e concordo que a Aura Aterradora do dragão deveria afetar personagens mais poderosos, até para justificar a existência de habilidades a aura da coragem do paladino. Acho também que até idade e pelas táticas sutis que eles muitas vezes empregam (o dragão verde, especialmente), seus valores de Int e Sab deveriam ser consideravelmente aumentados. Mas estes são pormenores; o dragão de modo geral está excelente.

    Uma coisa importante que também gostaria de perguntar-te: Qual era a composição do grupo/ nível que enfrentou Saghra’Mur, e quantos pontos de vida cada personagem possuía? Estou achando que os danos causados pelo dragão, especialmente o sopro, estão um pouco baixos considerando os pontos de vida de personagens de décimo nível. Gostaria que me ajudasse a tirar esta dúvida que está me incomodando um pouco.

    E grande Filipe "Druida" Dias, minha lança também anseia por tal combate!

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    1. Concordo com você, Odin. A matemática do jogo não está perfeita. Acredito que o dragão deveria causar mais dano com seus ataques, principalmente o sopro (esse deveria causar o dobro de dano, em minha opinião; na terceira edição, o mesmo monstro causaria 10d4 de dano com o sopro). Mas como os personagens já estavam bastante feridos pelas agruras que passaram para chegar até o local de descanso de Saghra’Mur, o pouco poder de ataque que esse dragão mostrou (me parece ser um dragão adulto, se formos comparar com a terceira edição) já foi o suficiente para causar um embate e tanto. Vale lembrar também que as regras mudaram um tanto desde a época que esse exemplo foi liberado, o que dá uma certa estranheza na forma como o combate acaba funcionando, porque é preciso fazer uma mescla entre as regras mais atuais e as regras antigas.
      O grupo era composto por um Clérigo humano de 67 PV e 9º nível , um guerreiro humano de 120 PV e 10º nível, um mago alto elfo de 35 PV e 8º, um monge de 84 PV e 11º nível e um ranger de 67 PV e 9º nível. Todos já estavam feridos pela travessia da Charneca onde o dragão residia. Não lembro exatamente a quantidade de pontos de vida de cada um, mas variavam entre 50 e 80% do total. O Clérigo foi o primeiro a cair, diante de alguns aliados do dragão que espreitavam o covil (quatro Lizardfolks comuns e uma rainha Lizardfolk), o que também privou o grupo de grande parte das magias de cura. Dentro do covil, as táticas variavam entre o dragão se aproximar rapidamente, atacar com garras e mordida e fugir o mais rápido o possível, ficando além do alcance dos personagens. O que dava uma média de 33 PVs de dano por turno (e o dragão SEMPRE acertava). Mais 10 PVs de dano caso uma criatura pudesse se aproximar do dragão, com a possibilidade de ser derrubada pelo dragão. O combate foi demorado, muito graças ao dragão se mover de forma muito rápida pelo campo de batalha, mas assim que os personagens começaram a acertar os golpes, graças ao mago conseguir conjurar Hold Monster, o confronto acabou rapidamente (devido um pouco a CA mais baixa).

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    2. Sim, a capacidade de causar dano e a CA do dragão merecem uma maior atenção (especialmente o sopro), mas isso não denigre o esforço feito até aqui. Também tive a impressão deste ser um dragão adulto, e por estas estatísticas não se referirem à versão mais nova do playtest, é bem possível que já tenham sido reconsideradas pelos desenvolvedores do jogo.

      E conforme mostrastes, o grupo que enfrentou o dragão negro em sua aventura era consideravelmente poderoso, mesmo já um pouco esgotado. Se nestas condições o dragão bem usado já proveu o grupo de um grande desafio, falta mesmo pouco para que ele atinja o nível de poder de ataque e defesa que julgamos mais apropriado.

      Mais uma vez, muito obrigado pela colaboração, nobre amigo!

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  5. Achei simplesmente excelente o trabalho que fizeram em descrever tanto o dragão negro e verde (que eu já li), tanto o ambiente e as táticas utilizadas. Se essa mesma paixão for utilizada na descrição de outros monstros, certamente teremos o melhor livro dos monstros de todos.

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    1. Tens toda razão; se este mesmo nível de detalhamento for usado com mais monstros do jogo, teremos mesmo o melhor Livro dos Monstros de todos os tempos.

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  6. Me lembrou os dragões do AD&D que em comparação com os do D&D eram mais fracos. Mesmo assim ficaram bem descritos. Ainda acho que os dragões merecem um livro só deles (draconomicon), pois existe muito conteúdo para ser abordado que não caberia no livro dos monstros.

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  7. Sim, também concordo que há muito o que pode ser dito sobre dragões, e que mesmo detalhando-os bem no Livro dos Monstros, uma nova encarnação do Draconomicon seria muito bem vinda.

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  8. Interessante esses dragões, mas achei eles burrinhos, no AD&D eles tinham INT bem alta a ponto de achar os humanos um bando de insetos (pela força) burros (pela int). Afinal, além do grande poder, o Dragão se acha superior as outras criaturas também pela inteligencia alta. Como Mostarda falou, lembrou mais o dragão do AD&D, mas lembro que se bem interpretados era dificílimo de vencer, afinal, era muito mais sábios e inteligentes que um humano.

    A CA achei tb muito baixa. Ou coloca um redutor de dano, ou aumenta a CA dele. Como o nobre Odin falou, eles podem ter pensado no tamanho do dragão, mas dragão até então tinha uma carapaça absurdamente resistente. Havia algum suplemento de AD&D que falava de armaduras feitas com escama de dragão, o que fazia delas mais duras que metal, só que bem mais leves. O problema é vc conseguir pegar uma, pq depois da batalha já estava destruída, então tinha que matar o dragão com armas de esmagamento para não estragar... agora imagine esse feito rsrsrs

    Adoraria ver um livro somente com dragões, pq realmente é uma criatura muito especial e fica difícil falar deles apenas em algumas páginas do LdM. Sempre que meus aventureiros batiam de frente com um dragão, eles tremiam, pq sabiam que o dragão além de sua força bruta, sempre tinha algumas cartas na manga...

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  9. Concordo plenamente. Especialmente no caso da CA, é exatamente isto: Ou ela é aumentada ou usa-se uma boa redução de dano (5-10, dependendo da idade do dragão). Eu na verdade sou à favor da redução de dano, porque para mim, parece mais verossímil, e reforça a velha ideia de que "a couraça de um dragão é mais forte do que o melhor aços dos anões".

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