sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Magia Cure Wounds (Curar Ferimentos) em D&D 5ª Edição

Como outras magias em D&D 5, Cure Wounds
é simples e versátil.
Saudações, nobres aventureiros!

Não pretendo escrever um pergaminho sobre cada magia de D&D 5ª Edição, mas esta magia, por sua importância e interessante mecânica de uso, merece ser comentada.

Na 3ª edição de D&D, tínhamos diversas magias de cura focada em apenas um alvo (curar ferimentos leves, moderados, sérios, críticos...). Agora, com exceção da magia Heal (cura completa), há apenas uma única magia de cura direcionada a um alvo dentro do jogo.

A magia de 1º nível Cure Wounds (Curar Ferimentos) é uma das únicas magias de cura do jogo, e está disponível a todas as classes conjuradoras com exceção dos magos. E graças à nova mecânica de se conjurar magias de baixo nível como magias de nível mais elevado, (comentamos sobre isso no post sobre magias), é tudo o que precisamos.

Cure Wounds restaura 2d8+2 pontos de vida normalmente. Contudo, se a magia for preparada e conjurada em um nível superior, são acrescentados +2d8 de cura por nível de magia acima do 1º. Assim, se um bardo conjura Cure Wounds como uma magia de 2º nível, a mesma curará 4d8+2 PVs.

É interessante notar que rangers e paladinos também têm acesso a esta magia, e ambas as classes, em níveis elevados, podem conjurar magias de até 5º nível. Assim, conjurada em nível máximo, a magia curaria 10d8+2 pontos de vida. Parece realmente muito para um ranger ou paladino, mas esta magia em especial é o que equilibra as duas classes em relação aos "pesos pesados" entre os homens de armas, o bárbaro e o guerreiro. Druidas e clérigos, por exemplo, conjurando cure Wounds como uma magia de 9º nível curariam 18d8+2.

Deste modo, esta magia é bastante simples de ser usada, e possibilita ao jogador diversas maneiras diferentes de aplicá-la dentro ou fora de combate, conforme a situação pedir. Simples e funcional...

10 comentários:

  1. Bem mais simples do que ficar acumulando vários tipos de cura (curar ferimentos leves, moderados, sérios, críticos), Gostei.

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  2. Realmente. Também gostei da praticidade.

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  3. Pois é, dessa vez nem tenho do que reclamar, gostei muito e ficou até melhor que no AD&D.

    Quanto a Palada e Ranger curar bem, acho muito legal, pois Ranger e Paladino (tirando a cura pelas mãos) do AD&D eles só pegavam em level muito alto, quando a curar ferimentos leves já estavam quase inúteis, então suas curas eram quase inúteis, o que era frustrante para o jogador (principalmente para o paladino). Nesse sistema parece que clérigo e druida curarão melhor, mas nada absurdo como comparando a cura de um clérigo do AD&D com palada/ranger. Boa sacada do pessoal do D&D 5, que ficou melhor que todas as outras versões, tanto no quesito de só haver uma magia de cura, quanto de palada/ranger curar mais do que antigamente.

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  4. Tem razão, nobre amigo. Eu não havia feito esta relação com o AD&D, mas realmente, agora a capacidade de cura destas classes deixou de ser algo frívolo como era antes, e passou a ser bem mais relevante. clérigos e druidas ainda são melhores curandeiros, como devem ser, mas paladinos e rangers são bastante respeitáveis neste campo agora.

    Sem falar no fato de haver apenas um magia deste tipo, o que além de genial, é muito mais prático.

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  5. As regras de magia me impressionaram muito!!! Muito bom!!!

    Mas a grande verdade é que essa evolução nas magias já tava ocorrendo naturalmente.
    Era bem percebível que uma fireball causar um super dano como slot de lvl 3 era uma má opção.
    E em outro RPG de Moont Cook, Unearthed Arcana, ele já esboçava algo parecido.
    Em que cada magia tinha um efeito menor e maior se fosse conjurada com um slot acima ou abaixo.
    E Moont Cook esteve no início do projeto da quinta edição.

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  6. Bem lembrado, grande Jacome. em Unearthed Arcana já tínhamos a semente disso mesmo.

    E felizmente, a presença de Mont Cook se limitou a isto na 5a edição; não que eu não goste do autor, mas foi dele que partiram as ideias que mais "alopraram" a 3a edição em termos de regras exageradas, e foi ele também que institucionalizou o ranger "ladino das florestas" do D&D.

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    1. Não sabia disso abençoado Odin, desse tal de Mont Cook. Sinceramente me afastei um pouco depois de decepções com o D&D 3.x (apesar de ter mestrado nesse sistema algumas vezes). O problema foi a compra da antiga TSR... Poderiam ao menos ter chamado o Gary Gygax nem que fosse como conselheiro. Com toda certeza ele não deixaria essa bagunça que foi o D&D 3.x

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    2. Concordo plenamente contigo, nobre amigo.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. A presença do Monte Cook, para mim, gerou outros frutos além das mecânicas de administração de magias. Algo que eu vejo como derivativo das ideias de Cook é a enfase no aspecto de exploração que o D&D Next tem mostrado (algo expressado várias vezes pelos designers nas colunas no site da WotC, além de que o DM Guidelines, um documento do playtest, é inteiramente voltado para esse aspecto do jogo), algo bastante consonante com o excelente rpg Numenera, lançado por Monte Cook, em que os personagens não ganham pontos de experiência por vencerem batalhas, mas sim por explorarem e descobrirem! Não acho que o Next se aproxime desse extremo, mas o jogo sendo dividido em três pilares bastante sólidos e distintos (Combate, Interação e Exploração), e o segundo e terceiro aspectos (principalmente o terceiro) tem ganhado uma importância que nunca havia sido o foco do nosso amado D&D. Para mim, isso é parte da influência deixada por Monte Cook, cujos livros (o próprio Numenera, Ptolus, Arcana Unearthed, Requiem for a God) sempre deram muita enfase nesses aspectos (esquecidos com a 4ª edição). Bom, dito tudo isso, eu devo dizer que acredito que Mike Mearls realmente fez um bom trabalho com o D&D Next, aproveitando algumas influências deixadas pelos vários autores de D&D, de Gygax à Monte Cook.

    E... Eu tive a oportunidade de conversar durante alguns minutos com o Monte Cook na WorldRPG Fest 2012, em Curitiba, e pedir que ele autografasse meus livros da terceira edição. Ao autografar o DMG, ele me disse que sentia bastante orgulho desse livro em particular, principalmente porque o próprio Gygax havia expressado o quanto gostara do DMG e das dicas e regras contidas ali.

    (ps: Odin, por favor, dê uma olhada atenta nos artigos que eu mandei no tópico dos guerreiros. Eles falam um pouco sobre o downtime e sobre os fantásticos Monstros Lendários... E, bem, seria ótimo ter a opinião das pessoas nesses salões sobre a ideia dos monstros lendários)

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