sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Humanos em D&D 5ª Edição

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Saudações, nobres almas!

Trago-vos aqui mais informações sobre os humanos, a raça dominante na maioria dos cenários de fantasia existente na nova encarnação de D&D. Na 5ª Edição, os humanos permanecem como uma raça extremamente variada em relação a comportamento e inclinações morais. E como dizia o antigo livro de Forgotten Realms de AD&D, "os humanos são capazes de se tornarem os maiores heróis e piores vilões do mundo."

Assim, esta jovem, porém vigorosa raça continua sendo capaz de produzir heróis nobres como Aragorn e Faramir e vilões pérfidos os Lordes Negros de Ravenloft. Contudo, o que está gerando muita discussão são os traços raciais recebidos:


TRAÇOS RACIAIS

Modificadores de Habilidade: Humanos recebem +1 em todos os seus valores de habilidade.
Tamanho: Médio.
Deslocamento: 9 metros.
Idiomas: Humanos sabem falar e escrever o idioma “comum”, e mais um idioma adicional à escolha.

Obviamente, o modificador de +1 em todos os atributos foi usado para tentar equilibrar os humanos, que não recebem nenhum tipo de vantagem racial específica com as outras raças. O que, apesar de não ser tão absurdo quanto parece à primeira vista, evidentemente não é a melhor opção para resolver o problema.

Em fóruns de discussão, os desenvolvedores do jogo já se pronunciaram no sentido de buscar novas alternativas para equilibrar melhor a raça em relação a elfos, anões e halflings. E considerando todo o bom trabalho que tem sido feito até aqui, é muito provável que logo tenhamos modificadores de habilidade e habilidades raciais mais equilibrados e interessantes para esta importante raça.

9 comentários:

  1. +1 em todas as habilidades?

    Realmente, nobre Odin, à primeira vista parece absurdo.

    Na versão 3.5 os humanos ganhavam 1 talento adicional, bônus em perícias e tinham certa vantagem quando optavam por multi-classes (Não sei se me lembro bem, mas acho que era isso. Me corrija se eu estiver errado, por favor).

    No AD&D eu achava fantástico o limite de nível para raças não-humanas. Inicialmente parecia ser mais vantajoso jogar com outras raças, mas à longo prazo os humanos poderiam se tornar verdadeiras lendas (se sobrevivessem até lá, claro).

    Sinceramente, a princípio, não gostei muito dessa alternativa para equilibrar as raças, acho que existem outras opções mais interessantes. Mas devo dar o braço a torcer e concordar que estão fazendo um excelente trabalho.

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  2. Concordo contigo em tudo o que dissestes, sábio druida; também não gostei desta primeira versão dos ajustes raciais dos humanos, mas pelo trabalho que vem sendo feito até aqui, acho que uma solução melhor será proposta muito em breve.

    Na 3a Edição era exatamente como dissera. Nesta nova edição, como o sistema de uso de perícias e talentos mudou (entende-se aqui melhorou) muito, houve mesmo a necessidade de alterar os traços raciais dos humanos. Eu gostava bastante de como era no AD&D também; dava a impressão que humanos tinham um potencial muito grande, mas que este não era algo óbvio. Espero que na nova edição um pouco disso seja resgatado.

    Uma sugestão simples que eu considero viável como alternativa de traços raciais para os humanos seria dar a eles Vantagem em uma perícia escolhida (isso significa que nos testes desta perícia, eles podem rolar 2d20 e escolher o melhor resultado). Isto representaria de forma sutil o potencial humano de se sobressair em qualquer campo em que realmente se dedicasse.

    Mas enfim, alguém gostaria de expor outras sugestões?

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  3. Já que os humanos não ganham traços raciais na 5ª edição que se configurem em vantagens em determinadas situações, acredito que simplesmente colocar bônus em um mesmo número de habilidades iria torná-los infinitamente menos atraentes que as outras raças para os jogadores. Então, acho que o número de +1 deveria ser mais de 3 e menos de 4. O que eu sugeriria:

    +1 em 3 habilidades escolhidas
    1 perícia ou ferramenta para ser considerada dentro da área de proficiência do personagem
    1 língua extra.

    Me parece que mantém a rapidez com que o personagem pode ser criado (acredito que o bônus de +1 em todas as habilidades é justamente para tornar a criação de personagem rápida; um personagem de primeiro nível pode ser criado em mais ou menos 5 minutos, sem nenhum problema, com as regras atuais), deixando os humanos num nível similar a outras raças.

    Bom, em 2014, quando saírem os livros básicos, saberemos exatamente como essas coisas ficaram em sua versão definitiva. Até lá, já que provavelmente não teremos mais nenhum update nos pacotes de playtest, ficaremos apenas na expectativa.

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  4. Tomara que seja apenas uma medida provisória, porque realmente não acho que +1 para todas as habilidades seja algo equilibrado.

    Apoio a proposta do amigo Denilson:
    +1 em 3 habilidades escolhidas
    1 perícia ou ferramenta para ser considerada dentro da área de proficiência do personagem
    1 língua extra.

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  5. É uma sugestão muito interessante mesmo, mas minha restrição quanto a conferir +1 em 3 habilidades para humanos é que com isso, o humano pode ser ao mesmo tempo tão resistente quanto um anão, tão inteligente quanto um alto elfo e tão ágil quanto um halfling. Se o ajuste básico de cada raça fosse +2 e o secundário (conferido pela sub-raça) +1, acredito que não haveria problema algum que os humanos pudessem receber +1 em três habilidades à escolha e mais alguma coisa menor, como proficiência em alguma perícia.

    Como o objetivo é, de fato, tornar a criação do personagem rápida, escolher um talento (que agora são apenas opcionais) fica mesmo fora de questão.

    Porém, como as coisas estão, acho que trabalhar com as perícias (seja como Vantagem ou Proficiência) seja o melhor caminho. E conferir uma língua extra também seria algo interessante.

    Mas vejamos o que o destino nos reserva...

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. "É uma sugestão muito interessante mesmo, mas minha restrição quanto a conferir +1 em 3 habilidades para humanos é que com isso, o humano pode ser ao mesmo tempo tão resistente quanto um anão, tão inteligente quanto um alto elfo e tão ágil quanto um halfling".

    Comparando os limites dos seres humanos com raças mitológicas temos que admitir que nossa espécie seria a mais limitada em suas habilidades. Acho que uma regrinha simples que existia no AD&D resolveria o problema. A regra restringia a pontuação dos atributos. Humanos só podiam conseguir um valor máximo de 18 em suas habilidades, mas eventualmente com ajuda de artifícios mágicos esse valor poderia ser aumentado. A regra também limitava os atributos das outras raças, mas levava em consideração os bônus raciais.

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  8. Tá aí um nó górdio...

    Eu daria no máximo +1 em um atributo a escolha do jogador, exatamente para evitar o problema que Odin menciona. Eu também daria uma proficiência ao humano, mas não daria uma língua extra (a não ser se não existisse o idioma comum). E no final não resolveria o problema do balanceamento rs...

    Bem lembrado Homem Mostarda...

    Independente do sistema que eu jogo, jamais deixei de usar a restrição de habilidades de AD&D hehe. Pra mim, um humano nunca poderá ficar tão resistente quanto um anão ou ágil como um elfo por meios naturais.

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  9. Bem lembrado, nobres amigos!

    A restrição de atributos usada no AD&D ajudaria a resolver o problema e evitar que humanos fossem tão resistentes quanto anões ou ágeis quanto elfos.

    Eu estou realmente curioso para ver como os desenvolvedores irão desatar este nó...

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