domingo, 17 de novembro de 2013

Meio Elfos em D&D 5ª Edição

Saudações, nobres almas!

Trago-vos aqui informações sobre os meio elfos em D&D 5ª Edição.

Na 3ª edição do jogo, os meio elfos eram considerados a raça mais “fraca” do jogo, pois não apresentavam vantagem nenhuma que humanos ou elfos não apresentassem, e os jogadores que criavam seus personagens nesta raça o faziam apenas pelo desejo de interpretar um meio elfo e lidar com as implicações disso. 

Agora, isto foi razoavelmente remediado, e seus ajustes raciais os tornam mais interessantes em termos de jogo do que anteriormente. Eles ainda são inferiores a elfos e humanos em termos de regras, mas não a ponto do personagem ser prejudicado por fazer parte desta raça.



TRAÇOS RACIAIS

Modificadores de Habilidades: Meio elfos recebem +1 em seus valores de Carisma e +1 em qualquer outro atributo à escolha do jogador.
Tamanho: Médio.
Visão na Penumbra.
Descendente das Fadas: Meio elfos são imunes a magias de sono e podem rolar 2d20 e escolher o melhor resultado para resistir a magias de encantamento.
Sentidos Aguçados: Meio elfos podem rolar 2d20 e escolher o melhor resultado em testes de Percepção.
 Idiomas: Meio elfos sabem falar, ler e escrever élfico, comum e mais um idioma a sua escolha.

Algo bastante interessante de ser mencionado é que em D&D 5ª Edição, os meio elfos, meio orcs e gnomos são considerados raças “menores” pelo fato de haver relativamente poucos destes indivíduos no mundo. Achei isso bastante interessante porque neste caso, ao mesmo tempo em que reforça a ideia do quão difícil é para um humano e um elfo se relacionarem, mostra o quão especial e raro é o fruto desta união.

7 comentários:

  1. Engraçado que, mesmo não sendo minha raça favorita, 50% dos meus personagens desde o AD&D eram meio-elfos, provavelmente uma referência a Tanis, um dos melhores personagens da literatura rpgística! Eu gostei do que fizeram com os meio-elfos na 5ª edição. Um dos meus jogadores é um meio-elfo guerreiro e devo dizer que ele se sai um tanto melhor que o personagem humano do grupo, mesmo com o +1 em todos os atributos.

    Essa ideia de raças comuns e incomuns realmente é muito boa. Dá uma noção de que os personagens "half-breeds" (meio-orcs e meio-elfos) são bastante raros de serem vistos nos mundos de fantasia, assim como as raças que geralmente não costumam adotar vidas de aventureiro (gnomos e drows). Outro ponto interessante é de como raças "específicas" de determinados cenários acabaram sob o guarda-chuva das "Unusual Races", como é o caso dos Kenders (DragonLance), Warforgeds (Eberron), Dragonborns (à princípio ligados ao Vale Nentir, mas até o momento sem fluffs que os liguem especificamente a esse cenário) e Tieflings (que agora estão ligados mais notadamente aos Reinos Esquecidos, algo que me parece que não vai mudar, visto que uma tiefling é uma das personagens principais do The Sundering).

    À princípio, a WotC está dando suporte ao uso das raças de diversos cenários do D&D, o que somado a um artigo na Legends & Lore, de autoria do Mike Mearls, que ressaltava como os diversos mundos de D&D poderiam estar inclusos na "nova" cosmologia do D&D (o artigo citava Planescape, Spelljammer, Ravenloft, Feywild e outros; também citando que a nova cosmologia poderia abarcar Dragonlance, Eberron, Forgotten Realms, Vale Nentir, Greyhawk, Mystara, Dark Sun e mundos de campanha próprios, de forma coesa) acredito que, mesmo que não em suas formas originais, poderemos presenciar o ressurgimento dos vários Mundos do AD&D! Eu me permito ter esperanças, em favor do saudosismo.

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  2. Concordo contigo, nobre amigo. A ideia de, dentro dos livros básicos, mencionar certas raças como incomuns pelo fato de haverem poucos membros dela, e não por ser algo estranho, é realmente muito boa. Ajuda a caracterizar melhor cenários "caseiros" ao mesmo tempo em que continua coerente com aquilo que acontece em cenários consagrados (meio elfos ou meio orcs são raros na maioria esmagadora dos reinos de Faerun, por exemplo).

    E também torço para que vejamos outros mundos do AD&D, especialmente Alqadim, Ravenloft, Mystrara e Greyhawk.

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  3. "Algo bastante interessante de ser mencionado é que em D&D 5ª Edição, os meio elfos, meio orcs e gnomos são considerados raças “menores” pelo fato de haver relativamente poucos destes indivíduos no mundo. Achei isso bastante interessante porque neste caso, ao mesmo tempo em que reforça a ideia do quão difícil é para um humano e um elfo se relacionarem, mostra o quão especial e raro é o fruto desta união".

    Bullseye! Para os desenvolvedores e meu polegar para cima com total aprovação.

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  4. Hahaha, concordo contigo, velho amigo. Desta vez, eles realmente acertaram em cheio!

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  5. D&D deixando de ser poder e acumulação e dando enfase a estória. Gostei!

    Druida-Filid

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  6. Fala nobre Odin!

    Após ficar uns meses sumido, estou de volta.
    Estava eu totalmente descrente do D&D 5, mas agora falando assim, reacende uma pequena esperança de que fique bom para um velho mestre de AD&D, que olhou as outras versões e não gostou.

    Mas vim aqui discordar em um ponto. Somente para lembrar que meio-elfo é numeroso em Faerun não por ser comum a união de elfo e humano, mas porque esses meio-elfos tem a união entre eles, entre um meio-elfo e um elfo (que também nasce um meio-elfo) e um meio-elfo com humano que tem chances de nascer um meio-elfo, logo não são tão raros por isso.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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