quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Conceitos Chave em D&D 5ª Edição

Saudações, nobres aventureiros!

Este pergaminho tem o objetivo de esclarecer alguns pontos interessantes sobre as regras de D&D 5ª Edição, para que possamos em seguida partir para algo um pouco mais concreto.

BÔNUS DE PROFICIÊNCIA

Uma das melhores e mais engenhosas idéias da nova edição foram os chamados Bônus de Proficiência. Estes bônus aumentam conforme o nível do personagem, variando de +1 até +6, e servem para definir os bônus de ataque com as armas com as quais se é proficiente e os bônus de graduação em perícia com as perícias com que se tem proficiência.

Assim, um guerreiro de 1º nível possui um bônus de +1 em suas jogadas de ataque com espadas, machados, lanças, etc, e ao mesm tempo, +1 em todas as perícias com as quais é proficiente (veja perícias logo abaixo). No 3º nível, este bônus aumenta para +2, no 7º nível para +3, no 11º para +4 e assim por diante.

Em relação ao que tínhamos na 3ª Edição, isto foi um avanço tremendo tanto para tornar o jogo mais simples e rápido quanto para evitar que os personagens se tornassem “super-heróis” em níveis mais elevados. Admito que sinto um pouco de falta dos altos bônus de ataque como tínhamos no AD&D e em D&D 3, mas reconheço que pesando tudo, esta nova mecânica torna as coisas melhores no final das contas.

PERÍCIAS:

As perícias em D&D 5 funcionam de forma semelhante à 3ª edição; é estipulada uma dificuldade base, o jogador rola um d20, soma seus bônus e, se atingiu a dificuldade estipulada, tem sucesso. Em D&D 5, contudo, este processo é bem mais simples, e livre dos números e cálculos estratosféricos que assombravam o sistema de perícias da terceira edição em níveis mais altos.

Agora, há menos perícias, e todos os personagens podem testá-las usando diretamente seus modificadores de atributos. Caso o personagem queira se esconder, por exemplo, ele faz um teste de Destreza e aplica os redutores e bônus apropriados. O mais interessante é que as graduações de perícias agora são determinadas pelo bônus de proficiência.

Para determinar com quais perícias um personagem é proficiente, usa-se além da classe, o conceito dos “Backgrounds”, que fornecem geralmente proficiência com 3 perícias específicas; O background “Caçador de Recompensas”, por exemplo, fornece proficiência com as perícias Percepção, Procura e Furtividade. O background “Espião” fornece proficiência com as perícias Enganação, Procura e Furtividade.

Caso o personagem seja proficiente com a perícia em questão, quando faz o teste, ele soma ao seu modificador de atributo o seu bônus de proficiência conferido pelo seu nível de classe.

Assim, um ranger de 20º nível seria proficiente com as perícias Percepção, Furtividade e Sobrevivência. Quando fizesse algum destes testes, ele somaria ao d20 seu modificador de atributo apropriado e um bônus de proficiência de +6.

Particularmente, gostei muito do que foi feito com as perícias; agora, cada personagem possui menos perícias para controlar e os bônus de graduação não sobem tanto ao ponto de se tornarem “irreais” após certos níveis. Conseguiram juntar o melhor de D&D 3 e AD&D.

VANTAGEM E DESVANTAGEM

O termo vantagem significa que um personagem, em determinada ocasião, rola 2 d20 e escolhe o melhor valor. A Desvantagem, por outro lado, é o oposto: rola-se os 2 d20, mas você é obrigado a ficar com o pior resultado.

Há várias situações que impõem Vantagem ou Desvantagem em jogo: Um elfo possui Vantagem em testes de Percepção e para resistir a efeitos de encantamento, enquanto um anão possui Vantagem em testes para resistir a venenos. Quando se ataca com uma arma com a qual não se é proficiente, impõe-se imediatamente uma situação de Desvantagem.

Simples e bastante funcional.

 AUMENTO DE VALORES DE HABILIDADE

As regras para aumento de atributos são bastante interessantes; agora, sempre que um personagem atinge um nível no qual recebe aumento de valores de habilidade (os níveis em que isso acontece estão ainda sendo discutidos, mas sabe-se que o primeiro deles é o nível 4), o jogador recebe 2 pontos, que pode jogar um mesmo valor ou em dois valores diferentes; um guerreiro poderia aumentar em 2 pontos sua Força ou em 1 ponto sua Força e 1 ponto sua Constituição, por exemplo.

Contudo, para evitar desequilíbrios e as tão conhecidas “apelações”, um personagem nunca pode elevar um atributo acima de 20 usando este método.

Outra mecânica que gostei bastante.

 TALENTOS

Uma das melhores idéias em minha opinião foi o que ficou determinado para os talentos; eles agora não fazem parte fixa do jogo, sendo apenas uma regra opcional, que o mestre adota se assim desejar. Como as classes de personagem já fornecem agora muitas maneiras de se personalizar um personagem, os talentos passaram a ser desnecessários no jogo para este fim.

Com a permissão do mestre, cada vez que um personagem receberia aumento de valores de habilidade (4º nível, por exemplo), ele poderia abrir mão deste benefício e escolher um talento em seu lugar.

Além disso, os talentos agora funcionam de forma um pouco diferente. Eles concedem bônus que não “escalam” conforme o nível, como acontecia com o famigerado Ataque Poderoso, e servem mais para fornecer novas proficiências ou pequenas vantagens em algo em que já se é proficiente, como lutar um pouco melhor usando armaduras pesadas ou adquirir proficiência com as mesmas.

A mudança na essência e na mecânica dos talentos foi algo louvável que agradou muitos jogadores, especialmente os mais adeptos de AD&D.

12 comentários:

  1. Elladan, Filho de Elrond20 de novembro de 2013 11:27

    Bem, lendo isso tudo, sou obrigado a engolir meu orgulho e admitir que estava errado. D&D Next parece fantástico, e ao que tudo indica, será o "Um Anel" dos D&Ds.

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  2. Com essa geral já da para ter um gostinho de como essa receita vai sair do caldeirão.

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  3. Acho que não sobrou muito a comentar, só ressalto o grande acerto que parece ter sido o bônus de proficiência e este link com a probabilidade de talentos.

    Mais uma vez parabéns mestre Odin.

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  4. Salve, nobres irmãos!

    "Um Anel" dos D&Ds é realmente uma expressão muito interessante, Elladan. Eu mesmo tinha várias dúvidas quanto ao novo sistema, mas quanto mais fui lendo sobre ele (especialmente após o playteste de setembro, em que vários elementos polêmicos foram removidos) mais fui gostando do material.

    Como Mostarda Man/ Red Dragon comentou, com isso podemos ter uma noção muito boa sobre o que nos aguarda, e como nosso sábio druida dissera, o sistema de bônus de proficiência e talentos como algo opcional foram realmente um grande acerto.

    Em breve, trarei as classes de personagens do nível 1 ao 3, e monstros apropriados para estes níveis com todos os detalhes lançados até aqui, respeitando as limitações legais de divulgação deste material.

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  5. Realmente, depois de acompanhar os posts do nobre Odin, estou olhando com bons olhos para a 5ª Edição...

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  6. O bônus de proficiência para mim, foi a grande sacada dessa quinta edição.

    Eu acho que as regras de perícias poderiam ser melhores, eu não gostei das perícias amarradas ao background, para mim, o sistema de perícia foi o ponto forte da 3.5, infelizmente, como qualquer produto montcookiano, ele era aloprado. Mas de qualquer forma, ainda considero o novo sistema uma evolução.

    Talento e aumento de atributos eu gostei normal.

    Mas o que infelizmente eu não aceito no sistema é a regra de vantagem e desvantagem, que de certa forma é o coração do D&D next. Mataram a regra de ouro e os designers de jogos comemoram hehe...
    Eu não toh dizendo que é ruim, todo os outros mestres que eu conheço e fizeram o playtest aprovaram, eu que sou do contra, porque a regra de ouro tá muito atrelado ao meu estilo de mestrar, aí o produto não se adequou a mim.

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  7. Salve, nobres amigos!

    Grande Jacome, o novo sistema de perícias tentar justamente fugir da complexidade e valores exorbitantes do sistema da Terceira Edição. Obviamente, há quem prefira regras mais complexas e completas em alguns pontos, e não há nada de errado nisso. Contudo, em minha opinião, este sistema está mais funcional do que o da terceira edição.

    Quanto às vantagens e desvantagens, é outra mera questão de opinião: Eu gostei da nova mecânica, mas entendo o que dizes.

    E não te aflijas, guerreiro desconhecido. Logo trarei a lista de perícias a estes Salões

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  8. Fala amigo dos céus Odin!

    Estou começando a achar interessante esse novo D&D, mas ainda continuo achando o velho AD&D o melhor sistema, pq adiciona várias coisas ao OD&D sem prender muito as regras, mas confesso que achei interessante principalmente a parte de vantagem e desvantagem. Com certeza essa versão será melhor que a 3.x, ma será que agradará os fãs do velho AD&D? Isso veremos, mas comecei a me interessar, coisa que não havia acontecido ainda.

    Eduardo Bunker.

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  9. Cara, bônus de proeficiência se fazem presente na incompreendida e odiada por grognard 4 edição - ou seja, não foi uma sacada genial DA 5# edição.

    - Números de perícias enxutas e bônus de proeficiência fixo também são vistos na 4e. Acho que é bônus de atributo +d20 se tu não é proeficiente, e bônus de atributo +5 +d20 se é.


    - O recurso Vantagem e Desvantagem é BEM funcional! Eu estava lendo suas resenhas das classe e sempre me deparava com esse termo e na minha cabeça funcionava como bônus circunstancial. Tanto melhor que ficou assim.

    - Também na 4e, há isso de aumentar dois atributos em 1 ponto em determinados níveis (4, 8, 16, 22, 28) e aumentar todos os atributos em 1 ponto nos niveis 11, 21 e 30. No Next, eles deram essa oportunidade de adcionar os valores num mesmo atributo, além de não ter niveis onde recebe-se aumento de 1 ponto em todos os atributos. Em ambos os casos, são opções inteligentes para evitar o inflacionamento nos valores de atributos. E espero que não tenha niveis épicos (enfrente o Tarrasque deveria ser épico o suficiente!)

    - Por incrivel que pareça, lembra 4e. Que apenas melhoravam habilidades de classe dos personagens. Simples e útil.

    Porém, é sensato que eu espere sair o livro mesmo. Gosto muito da 4e, e espero que eles cumpram a promessa da modularidade (se bem que gostei de todas as classes mostradas em seu blog, ainda que não goste da magia vanciana e preferia algo que usasse mana)

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