sábado, 2 de novembro de 2013

Clérigos em D&D 5ª Edição

Saudações, abençoadas almas!

Agora que tivemos uma interessante discussão sobre a cura mágica em D&D 5ª Edição, falemos sobre o clérigo. Como foi dito anteriormente, uma das premissas desta nova edição em termos de classe foi deixar o clérigo como uma classe mais opcional do que necessária dentro de um grupo. Ele continua extremamente eficiente como curandeiro, mas não é mais o único que pode cumprir muito bem este papel.

O clérigo da 5ª Edição é um personagem mais focado no aspecto conjurador da classe do que no aspecto combativo, diferente do que se via em AD&D e D&D 3ª edição, quando o clérigo era uma classe que equilibrava em os dois papeis. De qualquer modo, suas magias, como é esperado, focam-se basicamente em cura, encantos de proteção, remoções de maldições, etc.

Como classe primariamente conjuradora, as magias do clérigo serão um pouco mais poderosas do que aquilo que estamos acostumados, e é provável que mais magias de dano sejam adicionadas ao seu repertório. Contudo, a maioria dos clérigos perderá a habilidade de usar armaduras pesadas e escudos como conseqüência disto, a menos que represente uma divindade verdadeiramente combativa, o que nos leva a um ponto realmente interessante: O papel das divindades.

As divindades, apesar de muito importantes para um clérigo, definiam relativamente pouco sobre as magias, armas e poderes especiais de um clérigo. Agora, isto mudará bastante, de forma que a divindade escolhida tenha um papel muito mais decisivo nas escolhas que um clérigo terá a sua disposição, o que ajudará muito a personalizar mais a classe.

Por hora, não foram divulgadas divindades básicas para a 5ª Edição, apesar de que aparentemente Forgotten Realms será o cenário oficial do jogo. O que temos são vários arquétipos que definem as características do clérigo conforme a divindade seguida:

“Arcanist” (arcanista): O clérigo arcanista segue uma divindade ligada intensamente à magia, como Mystra ou Boccob, por exemplo. Ele não possui proficiência com armaduras médias ou pesadas, mas pode utilizar diversas magias que eram inicialmente exclusivas de magos e feiticeiros.

“Life Giver” (provedor da vida): Este tipo de clérigo se foca basicamente em magias de cura e proteção, tornando-as mais poderosas do que aquelas conjuradas por todos os tipos de clérigo. Clérigos deste tipo geralmente seguem divindades como Pelor, e podem usar certos tipos de armaduras e armas, se aproximando do clérigo “convencional” que conhecemos.

“Light Bringer” (aquele que traz a luz): Semelhante ao arcanista, este tipo de clérigo se foca mais no aspecto conjurador da classe, mas ao invés de possuir um amplo repertório de magias como o arcanista, este possui uma ampla gama de magias de dano baseadas em elementos como luz e fogo, especialmente eficientes contra mortos-vivos e demônios.

“Protector”(protetor): O clérigo protetor é aquele melhor equipado para combate, possuindo proficiência para usar todos os tipos de armaduras e escudos existentes. O foco de suas magias está nos encantos de proteção, que são mais poderosos do que aqueles disponíveis a outros clérigos. Um exemplo de clérigo deste tipo seria um clérigo de Moradin.

“Reaper” (ceifador): O clérigo ceifador é um clérigo ligado às divindades da morte, como Nerull ou Kelemvor. Um arquétipo basicamente conjurador, o ceifador utiliza diversas magias de morte e maldições que não estão disponíveis a nenhum outro tipo de clérigo, e possui proficiência bem limitada quanto a armas e armaduras.

“Trickster” (enganador): Este tipo de clérigo possui diversas habilidades especiais de ladinos e magias de ilusão, usadas para confundir e enganar adversários. Eles utilizam apenas armaduras e armas mais leves, e seguem divindades como Olidammara.

“Stormcaller” (evocador das tempestades): Estes clérigos possuem uma ligação mais forte com elementos da natureza, possuindo magias originalmente exclusivas dos druidas ligadas a relâmpagos, ciclones e tempestades. Sendo capazes de controlar as forças da natureza e consideravelmente eficientes como combatentes, eles são clérigos no estilo “Thor” do jogo.

“Warbringer” (o que traz a guerra): Clérigos assim são aqueles mais direcionados ao combate, e seguem divindades da guerra, como Heironeous ou Hextor. Estes clérigos possuem habilidade para lutar com as melhores armas e armaduras do jogo, e são os que mais se aproximam do ideal “templário” da classe.


Deste modo, vemos que as divindades terão um papel muito mais importante na personificação de nossos clérigos, o que é bastante animador. Há inclusive a possibilidade de um mesmo grupo possuir dois clérigos completamente diferentes entre si. 

17 comentários:

  1. Somos dois! Algo que sempre senti falta no AD&D e D&D 3e foi uma maior personalização dentro da classe, e isto parece que finalmente será alcançado, e de uma maneira bem interessante.

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  2. Fico com um pé atrás de quem vai lançar este jogo no Brasil!, vide que a Devir está traduzindo o Pathfinder que é o rival do D&D. Tirando alguma coisa até agora está muito bom.

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  3. Não sabia que a Devir estava traduzindo o jogo Pathfinder... Lembrando do que eles fizeram na época em que tinham os direitos de publicação do AD&D, realmente há motivo para se preocupar.

    Mas realmente, entre erros e acertos, de modo geral, a 5a edição parece promissora, mesmo que não consiga cumprir sua proposta de unir todos os jogadores de D&D como deseja.

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  4. Quanto aos Clérigos: Eu gostei dos clérigos de modo geral. E embora com o esquema de domínios que eles adotaram nos últimos pacotes de playtest, os tipos de clérigos disponíveis para teste tenham diminuído apenas para três. (Domínio da Luz, da Vida e da Guerra; onde o primeiro é mais para magias de dano pela luz e fogo, tendo acesso a algumas magias de mago, mas usando apenas armaduras médias; os outros dois usando armaduras pesadas e escudos, e se diferenciando no foco. Enquanto o da vida é mais para cura e espantar mortos-vivos, o segundo é focado mesmo no combate, tendo maior proficiência em batalha e magias de enhancement pessoal) Mas lógico que no Livro do Jogador provavelmente teremos alguns outros domínios disponíveis (embora eu não ache que serão, pelo menos à princípio, tantos domínios quanto eram na 3ª edição).

    Essa questão da publicação é meio estranha... Porque, possivelmente, a própria Devir vá lançar o Next, entre 2015 e 2016... Já que, até onde eu saiba, a licença atual da Wizards of the Coast não proíbe o lançamento de produtos do sistema d20, só de livros de edições antigas do Dungeons & Dragons. Então ela pode lançar Pathfinder e D&D ao mesmo tempo. E com o lançamento de uma nova OGL (pelo menos é a aposta de muitos produtores americanos...), acho que seria ainda mais fácil de a Devir lançar os dois produtos...
    Mas isso significa que ela teria duas linhas que se canibalizariam... (embora o provável é que tenhamos o lançamento do corerulebook do Pathfinder e só)... Digo isso porque a licença do D&D ainda é bastante rentável. Não acho que a Devir abriria mão da licença do Dungeons & Dragons tão facilmente...

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  5. Concordo plenamente. A Devir não abriria mão de nenhuma das linhas, mesmo elas agindo como fortes competidoras entre si. Para eles, seria mais interessante deter duas marcas que podem potencialmente se destruir do que deixar uma delas nas mãos de um concorrente.

    E quanto aos clérigos, agradeço-te muito pelas novas informações, grande Denilson. Teu conhecimento é vasto, como o de um verdadeiro bardo!

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  6. Tomara que os livros não sejam tão caros quanto um PlayStation 4 XD

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  7. Eu gostei do preview. Mas ele faz aquilo q todo preview tem q fazer: Dar vontade, ser um ótimo comercial, e não falar nada de concreto no fim das contas. Sim, estão prometendo mundos e fundos e mil maravilhas. Mas tomara mesmo q tudo isso saia no produto final. Os previews da 4th tb eram do caralho na época q saíram...

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  8. Boa Hayashi! Pegou vários pés e grudou no chão XD

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  9. Eu até acho que realmente temos de manter um pé no chão. Mas também há uma diferença flagrante entre os previews da quarta edição e os playtests do next. Afinal, nós estamos JOGANDO o playtest do Next. A WotC já mostrou vários formatos e nós já conhecemos a ideia básica de tudo, sabemos mais ou menos para onde as coisas podem crescer. No caso da quarta edição, era tudo um tiro no escuro...

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  10. Esta é uma diferença realmente importante; a quarta edição foi simplesmente lançada quase "a portas fechadas" porque tinha como base um produto muito bem aceito, o D&D 3. Agora, o D&D 5 tem como base um produto que, em termos de D&D, foi um relativo fracasso e fragmentou demais o público, e por isso, a empresa está tentando fazer as coisas de forma mais aberta agora.

    É importante que não tenhamos expectativas ilusórias, mas analisando bem, a situação agora parece bem melhor do que era na época do lançamento do D&D 4.

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  11. Adoro D&D, mas desde que a wizards assumiu só vejo qualidade gráfica, por isso também fico com o pé atras, mas desejo que essa nova edição seja boa em todos os fatores.

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  12. Alguém pode esclarecer um pouco sobre as quantidades de magias por exemplo de um clerigo de 3° pode saltar, contando com seu bonus de sabedoria!

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