quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Forma Selvagem do Druida em D&D 5ª Edição

Saudações, senhores das florestas!

Trago-vos aqui informações sobre a habilidade Forma Selvagem do druida para D&D 5ª Edição, retiradas diretamente do site oficial da Wizards of the Coast.

Antes de entrarmos no assunto, façamos uma breve recapitularão sobre o que sabemos sobre a classe na nova edição de D&D:

Os druidas agora possuirão Forma Selvagem já no primeiro nível, sendo capazes de se transformar inicialmente em um cachorro de guerra e com o passar dos níveis, em animais mais poderosos. O druida de nível elevado não poderá mais se transformar em qualquer animal que conheça como era antes, mas entre os animais disponíveis, encontram-se vários sem habilidades combativas, que podem ser úteis em outras situações, como pássaros e peixes. Além disso, o druida possui dois “círculos” de evolução: O Círculo do Carvalho, mais focado no aspecto conjurador da classe, e o Círculo da Lua, que potencializa suas habilidades referentes à Forma Selvagem. Segundo os desenvolvedores do jogo, os druidas que pertencerem ao Círculo do Carvalho serão conjuradores poderosos, e em termos de magias de cura, serão tão eficientes quanto clérigos. Já aqueles que optarem pelo Círculo da Lua terão acesso a novas e poderosas opções de Forma Selvagem.

Anteriormente, o druida era capaz de assumir relativamente bem diversas funções no grupo ao mesmo tempo; agora, ele poderá ser um combatente tão eficiente quanto um guerreiro ou um conjurador tão poderoso quanto um mago, mas não ambos.

FORMA SELVAGEM EM D&D 5ª EDIÇÃO

A Forma Selvagem ficou muito mais simples de ser usada e compreendida, e ironicamente, incorpora muitos elementos de regras da casa que vários de nós utilizam há anos.

Agora, quando o druida se transforma em um animal, ele usa as estatísticas de jogo daquele animal, inclusive pontos de vida e número de ataques, mas mantém seus valores de Inteligência, Sabedoria e Carisma. O interessante é que quando os pontos de vida do animal se esgotarem, o druida volta à sua forma original, mas com seus pontos de vida originais muitas vezes intactos.

Por exemplo: Um druida que normalmente tenha 50 PVs assume a forma de um urso que possua 80 PVs. Enfrentando um grupo de licantropos, o druida recebe após algumas rodadas 90 pontos de dano. No momento em que os 80 PVs do urso se esgotam, ele retorna à forma original, e os 10 pontos de dano adicional que não puderam ser contidos pelos PVs do urso são passados aos PVs normais do druida, que retorna com 40 dos seus 50 PVs originais.

Outro ponto muito interessante e que esclarece de uma vez por todas uma dúvida ancestral é que itens mágicos do druida (quaisquer que sejam eles) são absorvidos pela nova forma, o que significa que, enquanto estiver na forma de um animal, itens como armas mágicas, anéis de proteção, mantos de resistência, etc ficarão inativos. Obviamente haverá itens próprios para funcionarem na forma selvagem, mas estes ainda não foram descritos.


Deste modo, a nova forma selvagem se tornou, além de interessante, simples e prática de ser usada, o que representa um enorme avanço e economia de tempo dentro de nossas mesas.

10 comentários:

  1. Não conheço os detalhes da forma selvagem, mas achei a parte dos pontos de vida um pouco estranhos, a menos que não possa usar forma selvagem mais de uma vez por combate (ou alguma outra restrição).

    Por exemplo, o druida vira um urso, acabam os pontos de vida do urso, e ele vira urso novamente. Se não houver restrição parece muito OP.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aramil, concordo com você. Acho que o legal é que todos os pontos de vida fossem tirados do druida. Assim, se ele morrer na forma animal, ele morre como Druida. Da forma que está, todas as vezes que o druida se transformar em um animal, ele terá os pontos de vida do animal somados ao dele. No exemplo acima ele teria 140 ptos, pelo o que eu entendi.

      Excluir
  2. Foi o que pensei à primeira vista também, tanto que quando li o artigo, procurei justamente isto; algum tipo de limitação neste sentido.

    Apesar de não ter encontrado nada, tenho certeza absoluta que os desenvolvedores pensaram nisso e, mesmo não tendo se manifestado neste sentido, pensaram em algo para restringir a habilidade. Já que o uso da forma selvagem agora aparentemente será ilimitado, acredito que ela poderá ser usada apenas uma vez por combate ou que haja um intervalo de tempo (minutos ou algumas rodadas) entre um uso e outro, semelhante ao que ocorre com a fúria do bárbaro.

    ResponderExcluir
  3. É verdade, as regras não dizem muita coisa sobre o número de vezes que se pode se transformar em animais, só há uma menção ao fato de que você pode permanecer um tempo em horas igual a metade de seu nível de classe por dia. Daí, dividindo o tempo passado em forma animal entre os três pilares do jogo e com um número de vezes que é possível acessar a forma animal (eu realmente acho que não deve ser possível assumir uma forma que você acabou de "esgotar" antes de um descanso prolongado), na versão definitiva provavelmente teremos uma classe bastante justa. (lembrando que do jeito que está, o druida do círculo da lua em forma animal, apesar de parecer, não é muito mais forte que um guerreiro de mesmo nível, e tem algumas defesas bem mais baixas e poderes mais fracos. o que acaba deixando ele no mesmo nível de outros personagens). E como o próprio Mearls mesmo disse em sua coluna, a forma animal é mais uma forma de dar mais opções aos druidas durante o jogo do que qualquer outra coisa.

    ResponderExcluir
  4. Sábias palavras, nobre amigo; após sabermos todos os detalhes de funcionamento da forma selvagem, também acho que teremos uma classe bastante justa e equilibrada.

    E em termos de combate, lembro de ter lido uma declaração de Mearls dizendo que não havia classe "melhor ou pior" entre os combatentes, mas sim diversas maneiras diferentes de abordar a questão; guerreiros e rangers teriam a mesma eficiência, mas cada uma abordaria a situação do combate de forma diferente. Acredito que isso valha também para o druida do círculo da lua.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Odin, isso é interessante. Os personagens serem efetivos em combate de forma equivalente, mas com poderes diferentes.

      Excluir
    2. Sim, realmente. Mas há outras coisas que li que me deixaram um pouco desanimado com a nova edição: a maneira como a cura mágica é tratada...

      Excluir
  5. Parece que o pessoal que vem desenvolvendo o D&D 5°Ed. está emancipando as classes deixando cada uma boa em todos os sentidos, retirando assim aquela velha "dependência" que um grupo de aventureiros tinha. Como a necessidade de se ter um clérigo para curar, um mago lá atras com suas magias e o guerreiro na frente sentando a porrada. Tomara que eles não se esqueçam que RPG é um jogo em grupo, porque não gosto muito de ter personagens jogadores "estrelinhas" que querem fazer tudo sozinhos achando que seus poderes são suficientes para enfrentar qualquer coisa ou situação.

    ResponderExcluir
  6. Galera, onde vejo quanto de vida um urso tem por exemplo? Existe uma lista com os animas, seus níveis de dificuldade e suas vidas? (URGENTE)
    Se na houver como faço para saber?

    ResponderExcluir