quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cavaleiros Templários para D&D 3.5 e Pathfinder

Os Cavaleiros Templários combinam a devoção do clérigo com o
poder de combate dos mais bem treinados guerreiros.
Saudações, bravos guerreiros dos deuses!

Trago-vos aqui uma simples, porém funcional classe de personagem que muitos de nós usamos em nossas campanhas, mas geralmente através de adaptações. Convosco, o Cavaleiro Templário como classe de personagem para D&D 3.5 e Pathfinder RPG


Histórico: Cavaleiros templários são literalmente o braço armado de uma Igreja. Eles representam os ideais de um determinado Deus de uma forma tão clara e resoluta quanto os melhores clérigos de um templo. Contudo, ao contrário dos clérigos que ocupam-se em curar, proteger, lutar e levar esclarecimento e luz ao povo, os cavaleiros templários existem apenas para lutar em nome do dogma de sua Igreja e de seu Deus. O comportamento e índole de um cavaleiro templário dependem exclusivamente do deus que ele serve; enquanto um templário de Pelor (um Deus Neutro e Bom) é protetor e piedoso, um templário de Nerull (um Deus Neutro e Mal) é cruel e calculista. Cavaleiros Templários são sempre enviados em missões de alta importância e risco; como força de elite de sua Igreja, eles são geralmente empregados em situações que sejam arriscadas de mais para o clero, ou que requeiram o uso de força de maneira rápida e decisiva.

Templários e Paladinos: É muito comum que o papel destas classes se misture em uma campanha. Para evitar isso, é necessário compreender que paladinos, mesmo mantendo afinidade com uma determinada Igreja, nunca é um agente direto e exclusivo dela. O templário, por outro lado, é. Enquanto para o paladino o mais importante é a busca por justiça, para o templário, o mais importante é viver como um instrumento de sua fé, levando a mensagem de seu deus através de suas armas onde que estejam. O paladino recebe diversas habilidades de cura, o que reflete sua preocupação em proteger inocentes, enquanto todas as habilidades especiais do templário são feitas para que ele destrua mais rápido seus oponentes, o que reflete seu treinamento para destruir os inimigos de sua fé.

TEMPLÁRIOS EM REGRAS

Dado de Vida: d10

Pontos de Perícia por nível: 2 + modificador de Inteligência

Perícias de Classe: Cavalgar (des), Conhecimento Religião (int), Escalar (for), Intimidar (car) Nadar (for), Saltar (for), Sentir Motivação (sab).

Tendência: Exatamente a mesma de sua divindade.

Templários e multi-classe: A vida do templário requer devoção e foco absoluto. Templários que eventualmente assumam níveis de outras classes (mesmo de clérigos da mesma divindade) deixam de ser templários (veja abaixo):

Ex-templários: Um templário que deixe sua classe, seja por vontade própria ou por ter sido expulso de sua ordem, perde todas as habilidades especiais adquiridas, e só pode recuperá-las caso seja novamente aceito de volta à ordem.

Nível
Bônus de Base de Ataque
Fortitude
Reflexos
Vontade
Especial
1
+1
+2
+0
+0
Foco em Arma (arma Favorita da Divindade), Destruir Inimigos da Igreja
2
+2
+3
+0
+0
Talento Adicional, Benção da Divindade
3
+3
+3
+1
+1

4
+4
+4
+1
+1
Expulsar Mortos-Vivos *
5
+5
+4
+1
+1

6
+6/+1
+5
+2
+2
Especialização em Arma (arma favorita da Divindade),
7
+7/+2
+5
+2
+2
Auxílio Divino 1x/dia
8
+8/+3
+6
+2
+2
Talento Adicional
9
+9/+4
+6
+3
+3

10
+10/+5
+7
+3
+3
Auxílio Divino 2x/ dia
11
+11/+6/+1
+7
+3
+3

12
+12/+7/+2
+8
+4
+4
Talento Adicional
13
+13/+8/+3
+8
+4
+4

14
+14/+9/+4
+9
+4
+4
Auxílio Divino 3x/ dia
15
+15/+10/+5
+9
+5
+5

16
+16/+11/+6/+1
+10
+5
+5
Talento Adicional
17
+17/+12/+7/+2
+10
+5
+5

18
+18/+13/+8/+3
+11
+6
+6
Aura Sagrada 1x/dia
19
+19/+14/+9/+4
+11
+6
+6

20
+20/+15/+10/+5
+12
+6
+6
Talento Adicional, Espírito do Templário


Descrição das Habilidades:

Destruir Inimigos da Igreja: Exatamente como a habilidade Destruir o Mal do paladino, mas o templário pode utilizá-la contra qualquer um que esteja ameaçando os interesses de sua Igreja. O templário pode utilizar esta habilidade 1 vez por dia no 1º nível e uma vez adicional a cada 5 níveis de classe.

Benção da Divindade: O templário escolhe um dos domínios de clérigo de seu Deus, e adquire o poder concedido deste domínio, como um clérigo de mesmo nível.

Talento Adicional: O templário escolhe um talento adicional pertencente à lista de talentos do Guerreiro.

Expulsar Mortos-Vivos: Exatamente como a habilidade do clérigo, mas o templário a usa como um clérigo de 3 níveis inferior.

Auxílio Divino e Aura Sagrada: Exatamente como as magias de clérigo, mas o templário as ativa como uma ação de movimento, e as conjura como um clérigo de 3 níveis inferior.

Espírito do Templário: O templário se torna imune a efeitos de medo e de controle mental.


* Caso o templário seja maligno, ele recebe Fascinar Mortos-Vivos e Aura Profana no lugar de Expulsar Mortos-Vivos e Aura Sagrada.

2 comentários:

  1. Elladan, Filho de Elrond4 de outubro de 2013 14:51

    Olá, grande Odin

    Apesar de não exatamente afeito ao esteriótipo dos templários e até mesmo dos paladinos, gostei muito desta classe de personagem. Tanto como NPCs quanto como PCs, eles são bem intrigantes, e há um jogador em minha mesa que já demonstrou interesse em fazer um personagem da classe. Outra coisa que merece elogios foi sua preocupação em diferenciar os cavaleiros templários dos paladinos, pois apesar de parecidos, o ethos das classes é completamente diferente.

    Tenho apenas um dúvida que gostaria que respondesse: Estou usando seu modelo de monge divino em minha campanha, e para mim pelo menos, não ficou muito clara a divisão entre o templário e o monge divino. Se os monges são servos diretos da Igreja, o que os diferencia dos templários em relação ao papel de cada um? Ou Igrejas que possuem monges não possuem templários

    E sem querer abusar de vossa paciência, eu meu grupo e eu gostaríamos muito de ver em Valhalla uma adaptação dos Inimigos Prediletos do ranger de D&D NEXT para a terceira edição.

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  2. Salve, nobre filho de Elrond!

    Fico feliz que tu e teu grupo tenham gostado da classe e que estejam usando também o monge sagrado em vossas aventuras. Quanto à diferença entre o monge e o templário, preciso trabalhar melhor estes conceitos para que a diferença se faça clara, assim como no caso do templário e do paladino.

    O que em minha opinião resolveria a questão seria tratar os monges sagrados como instrumentos de TODOS os " deuses da luz", de forma que suas ordens monásticas trabalhem em conjunto com certas Igrejas (assim como os paladinos), mas de modo que o compromisso dos monges seja levar a sabedoria dos deuses a todos os cantos do mundo. Os monges não realizariam cruzadas contra o mal ou muito menos contra os inimigos de determinada Igreja, mas combateriam ferozmente tudo aquilo que traz desarmonia ao trabalho dos deuses, inclusive ordens de paladinos ou templários que se tornassem "zelosas demais". Deste modo, estes monges possuiriam tendência Leal e Boa, mas lutariam para proteger o mundo do mal e também para combater eventuais excessos e abuso de poder cometido por campeões do bem.

    Quanto ao Inimigo do ranger, prometo fazer uma adaptação em um próximo pergaminho da melhor maneira possível.

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