quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Classes em Elgalor: Monges

Em Elgalor, os monges são austeros guerreiros
sagrados,dedicados à destruição de criaturas
como mortos-vivos, bruxas e demônios.
Saudações, sábios aventureiros!

Graças a uma organização melhor de meu tempo, retomarei uma série de artigos sobre o mundo de Elgalor, cenário que deixei abandonado por cerca de uma ano e que agora, hei de retomá-lo aos poucos.

Neste novo marcador “Classes de Elgalor”, mostrarei como as classes básicas apresentadas em D&D 3.5 e Pathfinder RPG funcionam dentro do cenário. Comecemos com uma classe que, apesar de pouco conhecida nos reinos, é representada por verdadeiros heróis renomados por sua sabedoria e coragem.

Os monges em Elgalor não possuem a conotação/ contexto “oriental” como é comum em diversos mundos de fantasia. E eles também não são exatamente artistas marciais que vivem exclusivamente para aprimorar suas impressionantes habilidades.

Em Elgalor, os monges são oriundos de uma teocracia chamada Loregard, um reino assolado por diversos problemas relacionados ao ataque constante de mortos vivos, bruxas e à sombra do antigo rei lich que dominava toda a região eras atrás.

Ao lado dos clérigos do reino, os monges representam a principal barreira entre o povo de Loregard e um destino pior do que a morte. Devido à natureza dos desafios existentes em Loregard, os monges assumem o papel de guerreiros sagrados e possuem diversas habilidades aprendidas com o Clero do reino para lidar de forma mais efetiva com mortos vivos, necromantes e demônios. Em Loregard os monges pertencem a uma ordem clerical conhecida como “Os Purificadores”, e são altamente respeitados pelo povo por conta de sua sabedoria e presença inabalável frente ao perigo.

Há, entretanto, monges que se desviam do caminho do purificador sagrado e atuam mais como guerreiros especializados no combate desarmado. O mais famoso destes “monges guerreiros” é Oyama Flagelo das Feras, um dos maiores heróis de Elgalor.

MONGES EM REGRAS

Raças: Apenas humanos podem ser monges em Elgalor.

Usar Armas: O monge em Elgalor sabe usar apenas as seguintes armas: Adagas, Bastões (de todos os tipos), maças, cajados, funda e lança curta.

NOVAS HABILIDADES ESPECIAIS

PUNHO DOS DEUSES (Substitui o Talento Adicional no 1º nível)
Benefício: Como uma ação livre, o monge é capaz de elevar seu estado de consciência para conferir a seus ataques corpo-a-corpo e a ataques realizados com armas de monge (veja acima) tendência boa, para efeitos de ultrapassar a redução de dano de certas criaturas. Os efeitos desta habilidade têm duração de 1 minuto/ nível, e pode ser usada 3 vezes por dia. Como um benefício adicional desta habilidade, o monge pode escolher uma arma de classe (bastão, por exemplo), e sempre que estiver lutando com ela, faz as jogadas de ataque e dano como se estivesse lutando desarmado.

EXPULSAR MORTOS VIVOS (Substitui o Talento Adicional no 6º nível)
Benefício: O monge pode usar a habilidade Expulsar Mortos Vivos, como um clérigo de 3 níveis inferior.

GOLPE SAGRADO (Substitui Ataque Chi: Ordem no 10º nível)
Benefício: Os ataques desarmados do monge causam 1d6 de dano sagrado adicional a criaturas malignas. Esta habilidade também se aplica aos ataques feitos com a arma de monge escolhida no 1º nível para utilizar a habilidade Punho dos Deuses.

DESTRUIR O MAL (Substitui Mão Vibrante no 15º nível)
Benefício: O monge pode utilizar, 1 vez por dia, a habilidade Destruir o Mal (usando seu modificador de sabedoria no lugar do de carisma), como um paladino de mesmo nível.

PALAVRA SAGRADA (Substitui Corpo Vazio no 19º nível)
Benefício: O monge pode, como uma ação padrão, utilizar a magia Palavra Sagrada como um clérigo de mesmo nível 1 vez por dia.

12 comentários:

  1. Gostei da ideia de que eles podem usar habilidades de clérigos(afinal monges são sacerdotes).

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  2. Sim, foi isto que sempre pensei a respeito dos monges também. Quando criei o reino de Loregard cerca de quatro anos atrás, fiquei um pouco receoso com a ideia de usar monges como os "paladinos" de um reino que não tinha absolutamente nada de oriental e cuja cultura e população lembram muito mais a nossa Rússia e Alemanha.

    Mas quando vi os monges de Diablo 3, fiquei mais confiante em relação à ideia, e percebi que ela não era tão estranha assim.

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  3. Tb cheguei a achar "isto parece Diablo 3"... XD

    Mas ficaram bem legais. Só uma dúvida: A habilidade de Nível 1 serve para diminuir RD de criaturas. Ok. Mas... Isso é tão frequente assim a ponto de ser útil já no 1º nível? #MedodeElgalor... XD

    Mas mande brasa, Odin. Tão ficando legais essas criações...

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  4. Hahaha, este conceito de monges que uso em Elgalor lembra MUITO o que vemos em Diablo 3. E apesar de ter usado esta ideia em meu cenário anos antes do lançamento do jogo, sei que não fui nem o primeiro a usá-la e nem o que melhor a aproveitou. Mas quando vi o monge de Diablo 3 fiquei muito satisfeito, porque pela primeira vez consegui visualizar como a "minha" ideia tomaria forma em outros cenários.

    E quanto à tua pergunta (muito interessante, por sinal), a questão é muito mais voltada para a interpretação do que para mecânica de jogo; Em Elgalor, costumo colocar tomos ou portas de antigos templos que só podem ser abertos por indivíduos capazes de canalizar energia positiva. Outra coisa que uso também no cenário é a ideia de estas classes que trabalham com energia positiva (clérigos, monges e paladinos) emitem uma aura (invisível)que demônios, vampiros e outras criaturas sobrenaturais sentem-se visivelmente incomodadas quando a sentem por perto.

    Assim, apesar desta habilidade ser relativamente inútil ao monge no início dentro de combate, ela permite a ele entrar em certos locais magicamente selados e perceber mais facilmente a presença de criaturas sobrenaturais malignas mesmo que estes estejam ocultas por magia.

    Então, como vês, não é preciso ter medo do mundo de Elgalor (ao menos, não por isso...)

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  5. Na minha opinião este conceito de monge ficou bem mais interessante que o apresentado no D&D tradicional, eu enxergo os monges dessa maneira também e de fato lembra os monges de Diablo 3 hehehe, mas como Elgalor já tinha o conceito antes deve ser satisfatório enxergar sua ideia materializada em um jogo.

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  6. Realmente, pois mesmo imaginando que eu não havia sido o primeiro a pensar nisso, quando vi os monges de Diablo 3, fiquei satisfeito porque vi que o conceito realmente funcionava.

    Quanto à estilização da classe, em meu cenário estes monges são sempre carecas e sem barba, e utilizam apenas punhos e bastões, uma vez que armas do extremo oriente não existem no cenário. Mas admito que o "monge barbudo" do mundo de Santuário usando certas espadas, katares e machados de uma mão ficou muito, muito bom.

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  7. Saudade de ler sobre Elgalor! Muito boa a contextualização da classe.

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  8. Grato, nobre amigo!

    Hei de usar tua dedicação a teu cenário como exemplo e continuarei a trabalhar este cenário.

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  9. De boa, sou da velha guarda do rpg, e nunca fui com a cara do monge "ocidental". Monges, ao meu ver, devem ser exclusivos de personagens orientais, dá mais identidade a cada etnia humana ter suas classes exclusivas e não cria bizarrices como monge anão ou halfling samurai.

    Agora faço um pedido, e acho que qualquer negro vai concordar comigo, é fazer algum artigo pro cenário baseado na cultura africana. Afinal, minha raça carece de alguma contraparte no rpg, e eu agradeceria bastante caso atendesse o meu pedido.

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    1. Salve, nobre irmão! Sejas bem vindo aos Salões de Valhalla!

      Monges de outras raças não humanas em minha concepção não deveriam ser usados, a menos que haja uma explicação e contextualização MUITO boa neste sentido. E ainda assim, eu restringiria fortemente as raças não humanas que poderiam aderir à classe. Em minha opinião, o monge "guerreiro sagrado" atrelado à uma Igreja e atuando como evangelizador e caçador de bruxos é uma opção viável dependendo do cenário, mas isto também é uma questão de opinião, e eu respeito a tua.

      E quanto à representação da cultura africa, há uma região em Elgalor com estes elementos, e parte desta cultura ela mostrada em breve. Há no cenário diversos heróis negros, como o monge Ashard e o guerreiro Sagramor, que também serão melhor apresentados.

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  10. Saudades destes Halls, outrora mais movimentados meu amigo!

    Diablo 3 apesar de perder parte da essência do jogo, é uma boa fonte de inspiração mesmo, desvincular os monges da cultura oriental é algo sensacional, porém Odin, você não o fez por completo ainda, por sugestão vide o nome das habilidades (Nomes e descrições com Chi) e das armas de monge (kama e etc...) são coisas exclusivamente orientais logo acho que você deveria mudar estes nomes, e já aproveitando o conceito diablo 3, restrinja mais as armas de monge (para que realmente pareça mais um monge religioso) eu acho que seria ideal que ele pudesse usar o cajado/bastão, a clava (aos pares como uma forma de bastão duplo e que ficaria bonito cruzá-los em forma de cruz para expulsar mortos-vivos), a funda, e os punhos que são a grande vantagem da classe, nada além disso é necessário!

    Lucas Ferreira a muitos suplementos com coisas sobre a cultura africana, meu conselho é você procurar o suplemento de Savage Worlds Totems of the Dead e o retroclone baseado em cultura africana Spears of the Dawn, este segundo é excelentíssimo, lembro do playtest, mas não sei se esta pronto ainda! Finalmente você encontra muitas referencias a toda a cultura africana no mundo de Conan e sua era Hiboriana!

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  11. Salve, nobre irmão! Sejas bem vindo novamente!

    Tens toda razão quanto ao nome da primeira habilidade e das armas usadas (agora que disse, estou rindo sozinho pela tolice de não ter percebido antes). Agradeço por mais esta contribuição, e a correção já foi feita.

    Não conheço todos os cenários que apontastes, mas na Era Hiboriana, ao menos, há ótimas referências à cultura africana, que podem facilmente ser bem aproveitadas em qualquer cenário.

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