sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Mitologia de Diablo ( Parte 1)

Em alguns casos, observamos em jogos histórias e tramas dignas dos
melhores livros de um determinado gênero. Diablo é um destes casos.
Saudações, bravos guerreiros!

Compartilho convosco aqui um excelente relato feito por nosso nobre irmão J. Neves IV no blog Tirisfalen sobre toda a fascinante história e mitologia do mundo de Santuário, cenário dos jogos da série Diablo.

Altamente recomendado a todos os fãs de boas histórias do gênero de fantasia. 
Boa leitura!



O Início do Grande Conflito

Desde surgimento da realidade, os Céus supremos e os poços do Inferno travam uma guerra sem fim, por qualquer coisa de valor dentro dos dominios da Ordem e do Caos. Nenhum dos dois lados deteve muito controle por muito tempo, e na luta, acabavam destruindo muito do que buscavam dominar. Essa batalha é ficou conhecido Great Conflict e todos os eventos que seguiram, como The Sin War sucumbiram a ele.

A história começa com Inarius, um anjo poderoso e membro do Angiris Council. Cansado das lutas constantes, ele vê pouco sentido na guerra sem fim que estão travando contra o Inferno. Convencido de que deve haver outros como ele, tanto no Céu como no Inferno, Inarius começa a procurar outros indivíduos que compartilham seu ponto de vista sobre a guerra. Para sua surpresa, há muitos como ele, e junto com Lilith, filha de Mephisto, ele lidera um grande grupo. Juntos, eles rejeitam o Céu e o Inferno e buscam um novo lar para viver. Eles conseguem, e executam três tarefas que acabam mudando o curso da história:

  • A criação de Sanctuary, como um refúgio do Grande Conflito;
  • A criação de Nephalem, os primeiros humanos;
  • A criação da Worldstone.
Para proteger esse mundo do Ceu e do Inferno, a Worldstone foi criada. Ela atuava como uma barreira protetora, impedindo a entrada de Anjos e Demonios em Sanctuary. Como ela funcionava ainda é um mistério, mas funcionava.

As duas raças do Céu e Inferno tentavam conviver pacificamente no Sanctuary, e até acasalaram entre si, dando origem à primeira geração de seres humanos, os chamados Nephalem. Rapidamente ficou claro que os Nephalem eram tão poderosos quanto seus pais, e com potencial para serem muito, mas muito mais poderosos do que qualquer Anjo ou Demônio. Isso gerou discórdia entre os seres superiores. Inarius queria acabar com os humanos, pois para ele, representava uma ameaça à própria existência. Lilith, por outro lado, queria elevar os Nephalem a um exército poderoso, e fazê-los lutar contra o Céu e o Inferno. Lilith e Inarius começaram a lutar, e Inarius expulsou Lilith do Sanctuary, aprisionando-a em The Void e tomando Sanctuary para ele. Muitos Nephalem morreram nesse período, mas alguns sobreviveram, como Bul-Khatos e Rathma. Este último tornou-se servo de Trag’Oul, o dragão místico guardião de Sanctuary.

A Guerra do Pecado

Todos os louvores ao Diablo – Senhor do Terror e sobrevivente do Dark Exile. Quando ele despertou de seu longo sono, meu Lorde e Mestre me contou segredos que poucos mortais conhecem. Ele me disse que os Reinos dos Ceus Supremos e os Poços do Inferno Ardente se envolveram em uma batalha eterna. Ele revelou os poderes que trouxeram essa discórdia para o reino do Homem. Meu senhor deu o nome da batalha pelo mundo e por todos que residem nele como Sin War”


Conforme o tempo passava, os Prime Evils – Diablo, the Lord of Terror; Mephisto, the Lord of Hatred, e Baal, the Lord of Destruction – descobriram Sanctuary. Imediatamente percebendo o potencial da humanidade como uma arma contra o Céu, eles criaram uma religião chamada The Triune, para atrair os humanos para seu lado. Inarius, seguiu o mesmo caminho e montou sua própria Cathedral of Light para combater os três Prime Evils. As duas religiões travaram uma guerra constante, e as duas igrejas intereferiram na vida cotidiana dos humanos, mas ninguém, exceto os mais altos servos da igreja sabiam da verdadeira identidade por trás das religiões. Tudo isso mudou quando Lilith se libertou de sua prisão. Ela retorna a Sanctuary, e mais uma vez tenta usar os humanos a seu favor para conquistar o Céu e o Inferno.

Nesses eventos, um homem chamado Uldyssua, um descendente distante de Inarius e Lilith foi capturado. Sem que ele perceba, Lilith lhe dá poderes mágicos e o culpa, fazendo como que ele pareça culpado de matar os servos tanto da Triune quanto da Cathedral of Light. Lilith, disfarçada  de uma humana chamada Lylia, persuadiu Uldyssian a fazer o que ela desejava. Uldyssian pensou que esses poderes eram latentes nos seres humanos e, seguido por Mendeln, seu irmão mais novo, Serenthia, uma amiga da família de longa data, apaixonada por Uldyssian e filha do comerciante Cyrus, e Achilios, um arqueiro e amigo de infância, fugiram da cidade de Seram, temendo por suas vidas.

Os amigos e vizinhos de Uldyssian acabaram se voltando contra ele, com medo de suas novas habilidades e do que ele poderia fazer com eles. Uldyssian culpou o Triune, e a Cathedral pela situação na qual ele se encontrava e partiu para despertar esses poderes em outros, para que eles pudessem viver em um mundo sem a influência da Cathedral nem do Triune. A empreitada foi difícil no início, mas com a ajuda de Lilith, mais e mais pessoas que poderiam usar magia e elas se reuniram sob Uldyssian. Eles ficaram conhecidos como os Edyrem, e Uldyssian era seu líder.

Essas ações trouxeram uma certa turbulência e Lucion, líder da Triune e filho de Mephisto, mandou inimigos para caçar Uldyssian, entre eles, Malic, Damos, Gulag e Astrogha.

Mendeln, durante esse tempo, foi notado por Rathma. Rathma era filho de Inarius e Lilith e o primeiro servo de Trag’Oul, um dragão ligado ao Sanctuary, mas que não estava nem do lado do Céu nem do Inferno. Rathma treinou Mendeln como aprendizes e assim surgiram os dois primeiros Necromancers.

Enquanto isso, Lilith chegou à conclusão que seus objetivos não seriam alcançados a menos que alguma coisa fosse feita com a Worldstone. O cristal foi criado por Inarius para servir como escudo para o mundo e limitar os poderes dos humanos. Enquanto ela ainda estiver de pé, nenhum de seus exércitos humanos travariam uma guerra contra o Céu e o Inferno. Uldyssian, porém foi levado para lá e depois de uma briga com Bul’Kathos ele foi autorizado a entrar na Worldstone Chamber, ao lado de sua companheira Rathma. Depois de matar demônios-morcegos, Rathma acabou duvidando de seu sucesso e sugeriu que Uldyssian tentasse fazer com que a Worldstone favorecesse seu povo. O que ele fez surpreendeu Rathma e posteriormente Inarius. Uldyssian alterou a estrutura do cristal, algo que nem Inarius conseguiria desfazer. Esta alteração teve consequências monumentais e os Nephalem começaram a ficar mais fortes e poderosos.

Eventualmente Inarius foi arrastado para o conflito. O líder tirano do Sanctuary chegou a pensar que ele estava acima de Uldyssian e se recusou a entrar em contato direto com ele. Por causa disso, ele mandou seu fiel assistente para assassinar Uldyssian. O plano falhou e Inarius teve que recorrer a medidas desesperadas: Um pacto com o próprio Diablo. Neste ponto, os poderes dos humanos tinham crescido de forma assustadora, e um confronto era iminente. Inicialmente Inarius não via Uldyssian como uma ameaça, mas conforme seus esforços de deter os humanos falhavam, Inarius ficava cada vez mais deseperado (embora ele se recusasse a admitir). Neste momento, Inarius foi abordado por Diablo e o Prime Evil lhe ofereceu um pacto. Juntos os dois derrotariam Uldyssian e Edyerm. Ao mesmo tempo, Tyrael descobre Sanctuary e logo em seguida o Céu Supremo é notificado da existência desse mundo.

O Céu Supremo via Sanctuary e seus habitantes como uma abominação, e não hesitaram em enviar seus exércitos para o mundo de Sanctuary. Trag’Oul, o guardião de Sanctuary, usou seu imenso poder para proteger Sanctuary dos anjos, mas não conseguiu evitar a invasão por muito tempo. Uldyssian e Inarius também se desentenderam e a batalha foi a mais sangrenta que já existiu na história de Sanctuary. Ambos tinham o poder dos deuses e iam deixando rastros na paisagem conforme iam lutando. Durante a luta, uma lágrima apareceu no céu e os exércitos dos Anjos finalmente conseguiram invadir Sanctuary. Logo depois, o corpo de Uldyssian se encheu de energia e quebrou a barreira entre Inarius e a Worldstone. Inarius, sem o poder, foi facilmente derrotado por Uldyssian, e jogado em uma prisão até que o Angiris Council decidisse seu destino.

Logo depois que os Anjos invadiram Sanctuary Tyrael encontrou Uldyssian e o acorrentou. Os Demônios da Burning Hells estavam determinados a não deixar os Anjos destruirem o que eles queriam explorar. Uma nova batalha começou, desta vez com três lados. Os Anjos, de um lado, os Demônios do outro e os Edyrem no meio. Uldyssian ainda acorrentado, foi forçado a ver seu povo lutando contra os Anjos e Demônios. Tomado pela emoção, ele finalemente se libertou das garras de Tyrael e exigiu que os exércitos parassem. Surpreendentemente, todos eles ficaram congelados no tempo. Uldyssian baniu os Anjos e Demônios do seu mundo. Ele começou a mudar a paisagem para que ela voltasse a ser como era antes da destruição. Porém, seus poderes se recusaram a ajudá-lo. A única maneira de consertar tudo, seria destruindo de vez Sanctuary. Finalmente, depois de acabar com tudo, ele foi guiado por Trag’Oul.

Ele sentiu a pressão crescendo dentro dele, e preparou a si mesmo a seu mundo para lidar com ela. E quando chegou, foi uma explosão de energia que abalou as estruturas de Sanctuary. Uldyssian rugiu, mas não de dor, e sim de êxtase da transformação. Ele não era mais um mero humano, mas algo que nem mesmo os anjos e os demônios poderiam conceber. Foi Sanctuary por um momento, e todos os que o rodeavam. Sua consciência se espalhou pelo seu mundo precioso, que ele viu pela última vez.


4 comentários:

  1. Nossa, esta história é muito legal mesmo! Meu noivo é viciado em diablo, tanto que por um tempo, ele até foi colaborador no Diablo Brasil ou Diablo br, não lembro bem...

    Eu nunca conheci muito deste jogo, mas quando ele comprou a versão do PS3 do diablo 3 e fomos jogar juntos, nossa, eu achei muito, muito legal mesmo!

    Enfim, sei que o foco do post não era este, e perdoem esta jovem nerd por isso, mas aproveito para convidar todos que ainda não conhecem este universo a fazer um "tour" em Sanctuary, especialmente quem tiver um PS3 ou Xbox 360. Vale à pena!

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  2. Sejas bem vinda, lady Silversong

    Não te preocupes em sair do foco do pergaminho, pois fazemos isto muito por aqui. Concordo com tua indicação em relação ao jogo, que é realmente muito divertido, especialmente quando jogado nos consoles com amigos ou cônjuges.

    Boa sorte em sua aventura no mundo de Santuário!

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  3. Maneiro mesmo! a Editora Record (Galera) está traduzindo vários livros de games, inclusive de Diablo. Lançaram A Ordem, que fala de um momento anterior ao Diablo III e o Livro de Caim, com toda a mitologia rica do cenário escritos pelo simbólico velinho e último Horadrin!

    Se bobear, peguei esse resumão do site que a Amanda citou!

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  4. Assim como muitos utilizaram os relatos de Deckard Cain, muitos de nós ainda divulgarão os nobres trabalhos que o noivo de amanda e seus companheiros fizeram.

    E quanto ao livro de Cain, estou apenas esperando baixar um pouco o preço para adquirí-lo, pois parece ser muito, muito bom mesmo. Especialmente por ter "sido escrito" por nosso grande mentor e amigo.

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