terça-feira, 12 de março de 2013

O Senhor dos Anéis e o Sistema D20: Uma poderosa combinação

Saudações, bravos heróis!

Ao longo dos últimos anos, recebi alguns pergaminhos pedindo para que eu trabalhasse nestes Salões uma adaptação de duas coisas realmente muito apreciadas pela grande maioria dos rpgistas: O Universo de Tolkien e o sistema D20.

Atendendo a estes pedidos, começarei aqui uma série de pergaminhos com regras para ambientar de forma coerente aventuras na Terra-Média usando D&D 3.5 como sistema base. A adaptação tem como objetivo principal ser fiel ao trabalho de mestre Tolkien ao mesmo tempo que permite jogadores e mestres a usar o máximo de classes, habilidades e magias que seriam possíveis de formas plausíveis e verossímeis dentro do mundo de Arda. Além disso, um mestre que conheça as regras de AD&D ou mesmo D&D 4 poderá facilmente adaptar este material para seu sistema preferido.

Para citar um exemplo: De acordo com Tolkien e seu filho Christopher,  os magos azuis Alatar e Palando realmente começaram tradições mágicas nos extremos leste e sul da Terra-Média em uma tentativa de combater a influência de Sauron sobre estes povos. Ainda assim, magos verdadeiros fora os Istari simplesmente não existem na Terra Média. Clérigos dos Vala (espíritos superiores) também não existem, assim como não existem feiticeiros ou mesmo druidas com poderes de controlar a natureza. Inserir qualquer um destes elementos em uma campanha de D&D na Terra Média seria uma agressão à verossimilhança do cenário.

Não há magos fora os Istari, nem clérigos ou feiticeiros
mas há muita magia na Terra-Média.
Contudo, é descrito em O Senhor dos Anéis e principalmente em O Silmarillion que os elfos e até alguns humanos usam a magia da Canção para sutilmente curar, proteger e encorajar seus aliados além de confundir e despistar seus inimigos. Assim, bardos usuários de magias tomariam diversas formas, dependendo da cultura. Entre os rorihim e os anões da linhagem de Durin, haveria os escaldos (bardos guerreiros), entre os elfos silvestres e os gondorianos, os trovadores (bardos andarilhos), e entre os elfos de Valfenda, os mestres do conhecimento (conjuradores que possuem grandes conhecimentos e são mestres na arte da cura).

Assim, como pequenas modificações nas magias e habilidades especiais dos bardos, teríamos 3 diferentes classes de conjuradores, perfeitamente compatíveis com o universo de Tolkien. Isto sem mencionar os Mestres Artífices, elfos e anões que criam raras e poderosas armas, armaduras e itens mágicos.

Aguardai mais notícias em breve...

5 comentários:

  1. Uma adaptação pro d20 já existe.
    http://www.4shared.com/document/ZKjtWvxy/DD_-_30_-_Senhor_Dos_Aneis_por.htm

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  2. Bem observado, e esta adaptação ficou realmente muito bem feita, desenvolvida por vários conhecedores da obra de Tolkien que participaram do site Valinor.

    O que farei aqui é algo um pouco diferente, especialmente no que se refere ao uso de classes conjuradoras e no uso de elementos presentes em outros livros, como Contos Inacabados e O Silmarillion. No caso das magias, em especial, usarei um sistema idêntico àquele usado nos livros de D&D, ao invés de criar uma mecânica nova que lide com isto.

    Mas agradeço-te por disponibilizar o link de Senhor dos Anéis D20, e aproveito para recomendar este nobre trabalho a todos os fãs de D&D e Tolkien.

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  3. Salve, nobre Falcão!

    Eu gostaria muito de trabalhar com Old Dragon, mas ainda não conheço o sistema bem o bastante para isto. Se estiveres disposto, podemos trabalhar juntos. Eu faço o material para D&D 3.5 e tu fazes a adaptação para Old Dragon.

    O que me dizes?

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  4. Se quiser eu faço as regras do OD e você faz a parte descritiva (que é meu fraco), mas grande Odin, procure conhecer o OD https://groups.google.com/group/od_rpg?hl=pt-PT visite-nos na lista, serás muito bem recebido meu caro, e seu trabalho e conhecimento sobre a mitologia nórdica será visto com bons olhos! Abraços

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