quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Diário de um Ranger (Parte 1)

Saudações, implacáveis guardiões!

Trago-vos aqui a primeira parte do Diário do Patrulheiro, um nobre trabalho feito por nosso sábio irmão de armas, o arqui-druida Lassë Ciryatan.

Boa leitura!

“Um longo aspirar... Um expirar maior ainda!
Tão sutil que um mero bailado de folhas ao vento poderia abafar o som...

Ajoelhado sobre aquele galho largo de Pinheiro Majestoso, era invisível em sua túnica leve, e sua pintura de guerra vermelha, riscos horizontais grossos que recobriam somente seus olhos, contrastando com as folhas rubras prenunciantes do outono que se chegava... Lento como o andejar de um pastor de ovelhas!

Prendeu assim, sua respiração!
Ao passo que levantava seu arco longo, já com a flecha em seu cordel.
Era um defensor do norte, era simplesmente o nada da sombra da vida da floresta. Não podia errar. Não podia ser visto. Não podia existir. Preceitos básicos que aprendeu enquanto ainda era um mero iniciado, sobre os olhos rudes dos grandes senhores de Naurharad (Fogo do Sul)!

Eram três, os glamhoth (orcs). Via serem batedores, pelas poucas vestimentas e somente maças e bestas de uma mão, para não serem retardados pelo peso. O outono se aproximava... E assim a necessidade dos glamhoth aventurarem-se mais longe de suas colinas, para buscar lenha e alguma caça desprevenida. Passavam os três neste momento a uma distância razoável de seu alcance, sobre um pequeno clarão antes de chegarem às primeiras árvores da floresta.

Estudava sua estratégia. Mirou primeiro no que vinha mais á frente, olhando mais ao horizonte. Depois no que vinha mais á esquerda, reclamando algo em sua língua desprezível. Por último no que vinha mais atrás, parado um segundo para farejar algo no ar.

Como um caçador, sabia. O que olhava o horizonte poderia ver a flecha á distância. O que estava distraído levaria um segundo ou dois para tomar consciência de um ataque. O que buscava algo no ar poderia estar desconfiado e fugir ao primeiro sinal de perigo. Decidiu assim, qual seria o último. Restavam dois para sua escolha. Sem errar. Sem ser visto. Sem existir.”

Diário do Patrulheiro – Dia I do Prenúncio de Outono.

Lassë Ciryatan - O Inquisitor do equilíbrio da estrela do Sul.

Um comentário: