sábado, 19 de janeiro de 2013

Verdadeiros Gigantes: Prólogo

"Verdadeiros Gigantes" por Jaco Galtran. Um novo romance
ambientado no mundo de Elgalor.
"Atingir um guerreiro anão é como atingir uma bigorna; é mais provável que tu dês nova forma a tua arma do o mova. E que os céus te protejam caso a ira de um deles recaia sobre teu caminho."

Saudações, estoicos guerreiros!

Com grande honra trago aos Salões de Valhalla uma série extremamente bem escrita de nosso nobre irmão Jaco Galtran: Verdadeiros Gigantes, uma série que descreve como alguns bravos anões do Grande Reino de Darakar travam uma guerra virtualmente impossível na Era dos Orcs.

Já compartilhei aqui alguns trechos desta nobre obra, e agora, com a permissão do grande mestre escaldo Galtran, hei de mostrar nestes Salões toda esta bela obra em pequenas partes.




Comecemos com o prólogo:

“Justiça. O que eu busco chama-se ‘justiça’, apesar de eu apostar que vocês chamarão de ‘vingança’. Não sei se existe mesmo alguma diferença entre as duas coisas, e vou deixar que os bardos se encarreguem de resolver essa questão.
Vou atrás de justiça, e vou sem avisar vocês, porque sei que tentariam me impedir. Sei que não me entenderiam e sei que nem ao menos tentariam. Vou, e vou depressa, porque estou sedento por justiça e não quero viver com o remorso de não ter feito nada para punir quem merece ser punido. Vocês me conhecem...
'É muito perigoso’, vocês devem estar dizendo agora. Pouco me importa! Sangue de gente melhor que eu foi derramado. Não tenho por que preservar minha vida sentando confortavelmente em algum canto esperando que os deuses façam alguma coisa. Na pior das hipóteses, vou morrer lutando. O que para mim seria uma honra.
Não espero que me dêem razão e não espero que me entendam. Honestamente, só espero que não tentem me impedir. Alguns inimigos nossos fizeram isso no passado, e vocês devem se lembrar de como tudo terminou. Se quiserem me ajudar, orem por mim. Porque eu orarei por vocês.

Que meu coração seja a forja, e tu o ferreiro,
Que o fogo da coragem me consuma, tal qual um braseiro,
Faz-me forte como o aço, e sólido como o rochedo,
Faz-me senhor da coragem, nunca escravo do medo,
Faz-me senhor do meu destino, senhor do meu amanhã,
Para a honra do meu deus, do meu rei e do meu clã.

Viram só? Eu ainda lembro das palavras.”

Ao terminarem aquela leitura, Garren e Drunnan começaram a se preparar para uma longa e imprevisível viagem.

4 comentários:

  1. Simplesmente magnífico.

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  2. Realmente, bravo pai dos anões!

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  3. Lendo um chamado à batalha como este, todos os meus pelos se eriçaram. Tal qual um animal no calor do combate, sedento por sangue. Mais que magnífico, o texto é perfeito. Principalmente o canto de batalha.

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