domingo, 5 de agosto de 2012

Mais um nobre trabalho de Jaco Galtran

Saudações, bravos guerreiros!

Compartilho convosco com grande orgulho um trecho do segundo capítulo que nosso nobre irmão Jaco Galtran escreveu sobre seu romance protagonizando os guerreiros anões de Darakar. Trata-se de um trabalho realmente magnífico, que merece ser lido e apreciado por todos nestes salões.

“... Ao longe, gritos foram ouvidos.

Não eram urros guturais cuspidos de uma suja garganta orc. Eram vozes graves, enérgicas, de quem morria em batalha agradecendo a seu deus por ter lhe proporcionado uma morte em combate. Gritos de ódio, de quem via a vitória pertencer à raça que mais odiava. Berros de dor, dos infelizes, vítimas de tortura antes de conhecerem o descanso final.
Os treze anões estavam de pé, embora só oito dispostos a partir até o local de onde os gritos vinham. Luzes diminutas bruxuleavam a quilômetros dali, certamente tochas empunhadas pelos orcs, com as quais carbonizariam os cadáveres dos guerreiros assassinados. Menos rastreadores anões, mais cinzas ao vento.

- As coisas chegaram a um ponto em que não faz mais tanta diferença permanecermos juntos ou não. Eu vou, e vocês são livres para não irem comigo, se quiserem.

- Eu vou, porque sangue do meu povo foi derramado.
- Eu vou, porque as cinzas daqueles que lutam têm mais valor do que o corpo vivo daqueles que se escondem.
- Eu vou, porque é o que o Pai Moradin espera de mim.
- Eu vou, porque sou um guerreiro e não temo a morte.
- Eu vou, e isso basta.
- Eu vou, e que os orcs tremam ante meu machado.
- Eu vou, porque uma morte honrada é mais desejável do que uma vida sem honra.
- Eu vou, porque onde meus irmãos estiverem, é lá que estarei.
- Eu vou, e não pretendo morrer.
- Eu vou, e darei a nossos irmãos a merecida vingança.
- Eu vou, pois meu sangue clama pelo sangue dos orcs.
- Eu vou, porque sou um anão.

Eram treze, e todos eles morreriam lutando. Porque os treze eram guerreiros.

Os treze eram anões.”

6 comentários:

  1. Até eu que não sou fã desta raça barulhenta achei honrada estas linhas. Que tenham um rito de passagem digno!

    Maravilhoso trabalho!

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  2. Os anões são os melhores. Adoro a raça. Sua coragem é invejável e sua honra também. Belo trabalho. Resume bem a personalidade dos anões de todos os RPGs de fantasia.

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  3. Concordo convosco sobre o nobre trabalho do mestre Jaco. É raro vermos anões serem retratados da maneira como "realmente são", e nosso nobre escaldo fizestes um trabalho muito bom caracterizando a raça em seu novo livro que está sendo produzido.

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  4. Realmente, apesar de serem um povo composto de guerreiros valorosos e afeitos a táticas de batalha, raramente são os contos em que anões aparecem fora do esteriótipo "Baixinho mal-humorado e falastrão"...

    Fico feliz que o nobre Galtran esta colocando novamente os anões como uma das maiores raças guerreiras dos mundos de fantasia...

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  5. Inimigos valorosos, reconheço. Devem ter levado vários de meus irmãos. Mas as hordas órquicas destroem tudo o que cruza o seu caminho.

    Ainda assim, uma grande postagem.

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