quinta-feira, 5 de abril de 2012

Classes dos Nove Mundos: Rangers

Ranger aesir, carregando uma espada e um machado.
Saudações, bravos guardiães!

Trago-vos agora os rangers dos Nove Mundos, em regras para Dungeons and Dragons.

RANGERS

Rangers são conhecidos como caçadores lendários, e a maioria atua de forma independente ou dentro de uma ordem focada em proteger certas regiões ou comunidades mais afastadas da civilização. Extremamente ligados à natureza, são rastreadores natos e inimigos jurados das forças sombrias. Em muitos locais eles são conhecidos como guardiões ou até mesmo fantasmas, dado a seu ímpeto de proteger regiões selvagens e simplesmente “desaparecer” na escuridão quando seu trabalho está encerrado. É muito comum que grupos de rangers se aventurem em locais completamente inóspitos e perigosos como Niflheim para monitorar as atividades de criaturas malignas e exterminá-las antes que elas possam causar mal a pessoas inocentes.

Nota: Nos últimos anos, os rangers passaram por diversas modificações, tornando a classe um misto entre ladino, guerreiro e druida. Os rangers nos Nove Mundos remetem ao modelo original do ranger, apresentado no antigo AD&D, onde a classe era uma especialização do guerreiro, e tinha como base o grande Aragorn. Os rangers neste cenário são exatamente como os da Terra-Média de Tolkien; combatentes temíveis com grande ligação com o mundo natural, e que, apesar de mestres na arte da camuflagem, não possuem habilidades ladinas como base de Reflexos alta ou Evasão. Este ranger não possui magias, mas assim como no antigo AD&D, ele era um (verdadeiro) mestre no combate com duas armas.

INFORMAÇÕES DE JOGO

• Perícias, pontos de perícia, proficiência com armas e armaduras: Exatamente como mostrado no Livro do Jogador 3.5, exceto:

Dado de Vida: d10



Ranger
Nível
Bônus Base de Ataque
Fortitude
Reflexos
Vontade
Especial
1
+1
+2
+0
+0
Rastrear, 1º Inimigo Favorito, Empatia com a Natureza.

2
+2
+3
+0
+0
Combater com Duas Armas, Ambidestria*

3
+3
+3
+1
+1
Tolerância

4
+4
+4
+1
+1
Companheiro Animal*

5
+5
+4
+1
+1
2º Inimigo Favorito

6
+6/+1
+5
+2
+2
Combater com Duas Armas Aprimorado, Ambidestria Aprimorada*

7
+7/+2
+5
+2
+2
Caminho da Floresta

8
+8/+3
+6
+2
+2
Rastreador Eficaz

9
+9/+4
+6
+3
+3


10
+10/+5
+7
+3
+3
3º Inimigo Favorito

11
+11/+6/+1
+7
+3
+3
Combater com Duas Armas Superior.

12
+12/+7/+2
+8
+4
+4


13
+13/+8/+3
+8
+4
+4


14
+14/+9/+4
+9
+4
+4


15
+15/+10/+5
+9
+5
+5
4º Inimigo Favorito

16
+16/+11/+6/+1
+10
+5
+5
Combater com Duas Armas Perfeito

17
+17/+12/+7/+2
+10
+5
+5


18
+18/+13/+8/+3
+11
+6
+6
Ambidestria Superior*

19
+19/+14/+9/+4
+11
+6
+6


20
+20/+15/+10/+5
+12
+6
+6
5º Inimigo Favorito


Obs: As Habilidades especiais que aparecem sem asteriscos são idênticas ao que é mostrado no Livro do Jogador ou outros suplementos oficiais.


Descrição das novas habilidades:

Ambidestria: O ranger é um mestre no combate com duas armas, e como tal, sabe como lutar com as duas mãos com a mesma eficiência. Desta forma, o ranger pode usar seu modificador total de força com a mão inábil, e não sofre nenhuma penalidade adicional ao usar o talento Ataque Poderoso com a arma carregada na mão inábil.

Companheiro Animal: O ranger adquire um companheiro animal, da mesma forma que um druida de 3 níveis inferior. Deste modo, um ranger de 4º nível pode ter um companheiro animal de 1º, nível, um ranger de 10º nível poderia ter um companheiro animal de no máximo 7º nível, e assim por diante.

Ambidestria Aprimorada: O ranger é capaz de lutar usando uma arma média em cada mão, sofrendo apenas a penalidade de -2 nas jogadas de acerto.

Ambidestria Superior: Quando luta com duas armas leves ou médias, o ranger não sofre nenhuma penalidade nas jogadas de ataque.

3 comentários:

  1. Grande Odin, sou rpgista há cerca de 20 anos e apenas recentemente conheci seu blog. Gosto muito de suas adaptações e espero poder ver um livro impresso sobre os Nove Mundos o quanto antes.

    Queria lhe dar os parabéns pelas excelentes colocações e adaptação que fez em relação ao ranger, minha classe favorita desde os primórdios do AD&D.

    Como você sabiamente disse, o ranger passou por muitas modificações em seu conceito base, indo de guerreiro da natureza - Aragorn e os dunedain de Tolkien - para um ladino no estilo Robin Hood que, cada vez mais, era inferior em combate a todas as outras classes direcionadas a isto.

    Meu grupo e eu somos da mesma opinião que você. Um verdadeiro ranger é um guardião do mundo natural, um guerreiro mortal que não faz uso de armaduras pesadas, mas que nem por isso é inferior ou menos resistente do que um guerreiro. Tolkien definiu todos os moldes de nossa fantasia medieval, e em Aragorn, o mestre explicou com maestria o que é um verdadeiro ranger. O que temos hoje, é uma espécie de "ladino das florestas", que mais parece um ladrão sorrateiro do que um guerreiro protetor.

    Na época do AD&D, tínhamos um excelente ranger, que era na verdade uma especialização do guerreiro clássico. A perícia de lutar com duas armas era realmente eficaz - e muito bem equilibrada, pois um guerreiro com uma espada de duas mãos tinha basicamente a mesma eficiência de um que lutasse com duas armas em níveis intermediários e avançados. Atualmente, as regras de D&D 3.5 chegam a fazer piada com os jogadores que decidem seguir este caminho. Um guerreiro ou ranger que deseje retirar o máximo do combate com duas armas precisa investir em cerca de 7 talentos (o ranger já recebe 3), e tudo isso para ficar sensivelmente inferior a um combatente de mesma força que tenha 1 talento - Ataque Poderoso - e uma arma de duas mãos. Como todos os jogadores já notaram, as regras do jogo induziram qualquer combatente de respeito a investir em uma arma de duas mãos, enquanto combate com duas armas era vantajoso apenas para ladinos -não, nem mesmo para rangers, se vocês tiverem a disposição para fazer os cálculos.

    O seu grande mérito aqui foi devolver o ranger à sua antiga glória e forma, além de remodelar o estilo de combate com duas armas de forma que ele fique eficiente e viável, sem ficar apelativo.

    Meus mais sinceros cumprimentos, senhor de Valhalla.

    Enfim,

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  2. Tirou as palavras da minha boca, Eladan.

    Como boa parte dos jogadores mais antigos de D&D, eu também não suportava o conceito do emo-ranger que fica escondido atrás dos arbustos disparando flechas nas costas de seus inimigos enquanto se companheiro animal luta e morre em meia rodada.

    Fora o lance das duas armas: você gasta 7 talentos e o dobro do dinheiro com armas mágicas para passar menos vergonha perto de um cara do mesmo nível que compra só o Ataque Poderoso e luta com um machado de duas mãos. Pouca vergonha em combates onde não há redução de dano envolvida, porque quando há, é melhor só deitar e começar a chorar.

    Com estes talentos da ambidestria, o guerreiro/ranger com duas armas fica realmente pau-a-pau com um guerreiro-bárbaro que lute com uma espada larga ou machado grande. Como para lutar com duas armas eficientemente você precisa investir muito em destreza, o que implica em menos força, a coisa agora ficou muito equilibrada mesmo. Em combates normais, o guerreiro com duas armas leva um pouco mais de vantagem, o que é justo, já que o cara gastou 6-7 talentos, mas quando há redução de dano, o cara com uma arma de duas mãos leva certa vantagem.

    Perfeito!

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  3. Fico muito feliz que tenham gostado, nobres guerreiros. Vossas colocações são deveras assertivas quanto aos problemas do ranger ou do combate com duas armas na versão oficial do jogo. Espero que este modelo alternativo sirva como base para grupos que preferem o ranger da forma como ele era antigamente.

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