domingo, 26 de fevereiro de 2012

Guerreiros Variantes para D&D 3

Saudações, bravos forjadores do destino!

Trago-vos aqui uma versão alternativa do guerreiro básico de D&D, que serve para caracterizar mestres de armas pertencentes a culturas um pouco diferentes, que não usam armaduras e escudos pesados.

Esta versão do guerreiro não possui proficiência com armaduras pesadas nem com escudo de corpo, mas possuem uma melhor seleção de perícias e têm os sentidos extremamente aguçados.


Assim, esta versão pode ser muito bem aproveitada por guerreiros élficos ou de regiões inóspitas (guerreiros nórdicos ou árabes).

Estes guerreiros utilizam sempre armaduras médias como camisas de cota de malha ou cotas de malha*, sabem como sobreviver em ambientes hostis e são capazes de se esconder com relativa eficiência quando necessário.

* A versão original destas armaduras foram na verdade inventadas pelos Persas, portanto, podem ser usadas em ambientes desérticos.

REGRAS DE JOGO

RESTRIÇÕES:
• Não possuem proficiência com armaduras pesadas**.
• Não possuem proficiência com escudos de corpo**.

**Estas proficiências não podem ser posteriormente adquiridas com talentos.

BENEFÍCIOS
• Recebem 4 pontos de perícia + modificador de Int por nível.
• Recebem Observar, Ouvir, Sobrevivência, Furtividade e Esconder-se como perícias de classe.

Obviamente, este guerreiro alternativo não se encaixa bem em todas as raças ou backgrounds, mas fornece uma alternativa interessante àqueles que buscam algo novo.

10 comentários:

  1. Sempre podemos adaptar os personagens para a campanha. Dessa forma, teremos guerreiro completamente diferentes, o que acontece nas varias culturas ao longo da história.

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  2. É verdade: Eu já fiz um guerreiro como o Buliwyf, o líder guerreiro nórdico do 13o Guerreiro e como os Medjai do Retorno da Múmia, e apesar de ambos serem guerreiros, tinham muitos traços de bárbaros e rangers por causa da região onde viviam, mas ainda assim eram guerreiros. O Buliwyf era calmo e frio demais para ser um bárbaro, e o Medjai era um líder guerreiro também.

    Esta adaptação cai como uma luva para os dois personagens!

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  3. Fico feliz que tenham gostado, nobres amigos!

    Buliwyf e o líder Medjai são mesmo ótimos exemplos destes guerreiros alternativos, Warrior of Ice. Ainda preciso fazer personagens assim...

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  4. Não curti,

    Faz 2 anos que eu utilizo a regra q guerreiros não começam com proeficiencia com armaduras pesadas
    Agora não entendi pq eles não podem adiquirir a proeficiência ao longo da vida
    Pra mim isso eh limitar a imaginação com reggras

    Entendo q eh foda deixar o guer obter o talento depois,
    Principalmente pq desbalanceia por causa do grande numero de talentod da classe
    Mas se ao longo do jogo o guerreiro teve contatos com ar adura pesada
    E a partir daih passou a praticar o combate com tal armura pq nao permitit gstar um tslento?

    Eu nao facilito prus meus guerreiros ganharem a proeficiencia
    Nao deixo eles passarem de nivel e como fosse magica eles sabem usar tais armaduras,
    Mas tbm nao corto

    Tbm nao vejo no conceito da sua classe nenhum motivo pra isso
    Como clerigos nao poderem usar armas cortantes por e/emplo

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  5. Entendo teu ponto,Jacome. Permita-me explicar melhor o que fiz aqui:

    A restrição quanto à aquisição posterior dos talentos de armadura pesada existe porque seria extremamente simples para um guerreiro receber todos os benefícios de perícias e depois, no 2o nível, comprar a proficiência com armaduras pesadas; o personagem ganharia mais pontos de perícia todos os níveis, melhores perícias de classe e poderia simplesmente anular sua restrição de armaduras pesadas gastando um único talento logo em sua primeira evolução. E como personagens de primeiro nível não têm acesso a armaduras pesadas devido ao preço, um jogador "apelão" teria muito a ganhar a troco de quase nada se não fosse por esta restrição.

    Em segundo lugar, o motivo para a restrição está intimamente ligado ao contexto da adaptação da classe; criar guerreiros mais versáteis e que possam se virar melhor em ambientes hostis. Imagine um guerreiro com perícias como furtividade e esconder-se ou seguindo rastros usando uma armadura completa e um escudo de corpo. Isso seria completamente inverossímil.

    Como eu disse no fim do post, esta não é uma alternativa boa ou viável para todos os tipos de guerreiros. Se o guerreiro deseja ser mais versátil, ele automaticamente abriria mão das armaduras pesadas (como um guerreiro beduíno, por exemplo), mas se ele deseja ser uma verdadeira "parede de aço" (como um guerreiro anão), jamais teria interesse neste caminho alternativo. Por causa disso, não vejo razões para conflito em questão de regras ou conceito de personagem.

    Concordo com tua posição em não conceder habilidades especiais de maneira "mágica" a teus jogadores, e também com tua ideia de permitir que eles busquem aquilo que desejam, mas este não é o caso que temos aqui. Se por algum motivo um guerreiro que use estas regras desejar repentinamente usar armaduras pesadas (abrindo mão de seu próprio conceito inicial), ele poderia usar as armaduras sem problema, mas não receberia mais os pontos de perícia adicionais e nem as perícias listadas como perícias de classe.

    Em relação ao que mencionastes sobre os clérigos, esta foi uma restrição feita na época do AD&D, porque "clérigos buscam evitar o derramamento de sangue e propagação da violência indiscriminada". Por isso, a maioria (exceto os clérigos de divindades da guerra) optam por não usar armas cortantes.

    De qualquer modo, obrigado por compartilhar aqui tua opinião, e espero ter explicado melhor o porquê da restrição quanto à proficiência com armaduras pesadas.

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  6. Eu particularmente gostei muito. Sou um grande fã de Tolkien e de seus guerreiros elfos, e acho que esta adaptação é perfeita para criar guerreiros élficos bem caracterizados.

    E lhe dou os parabéns pela maneira cortes como lida com desavenças em seu blog, Odin. Sou um grande frequentador do Rede RPG há anos, e como muitos ali, acho totalmente detestável a maneira agressiva como alguns jogadores se tratam ou expõem suas opiniões.

    Parabéns pelo blog e pela postura.

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  7. Hehehe, parece meio azedo meu primeiro post no blog ter sido uma crítica ^^
    Mas valorizo bastante as adaptações feitas aqui.
    De maneira alguma pretendi ser agressivo ou detestável, caso o comentario acima se deva por minha causa =P
    coloquei minha opinião e acima de tudo pretendi ser construtivo.


    Odin,
    Eu compreendo muito bem o balanciamento q vc quis fazer.
    Já passei por esse dilema muitas vezes ^^,
    Tenho total noção que o guerreiro poderia pegar seu talento de segundo nível
    e simplismente ganhar a proeficiencia, fazendo os guerreiros comuns virarem merda

    Minha visão é a seguinte:

    Digamos que o guerreiro beduíno viaje mundo a fora e descubra as vantagens da armadura completa.
    Caso ele se dedique em aprender suas técnicas, ele poderá utilizar a armadura.
    Claro q quando ele tentar se esconder ou rastrear sofrerá todas as penalidades da armadura
    e ele terá a noção que a armadura não deve ser usada para tal.

    O beduíno ao aprender ao utilizar a armadura pesada
    ele não desaprende suas perícias de rastrear ou esconder-se
    por isso pra mim, ele não deve perder estas habilidades.

    Eu, como mestre faria o seguinte.
    Não tiraria a liberdade do jogador de utilizar a armadura pesada,
    mas tbm não deixaria ele simplismente colocar um talento.

    Ele teria que praticar
    ou conseguir um professor,
    o q seria difícil, especialmente devido o jogador um beduíno
    ser estrangeiro, provavelmente de classe baixa

    E como treinamento não é batalha de verdade,
    o jogador teria que se submetar a vários confrontos reais utilizando a armadura e sua penalidade
    enquanto as penalidades diminuiriam gradualmente.
    (Com um professor as penalidades diminuiriam mais rapidamente)

    Bem, depende do mestre
    Eu particularmente não gostei da variação pq a restrição foi grande demais e sem motivos
    a não ser o próprio balanciamento da classe.

    Também, me expressei mal sobre os clérigo
    Eu sei pq os clérigos não podem usar armas cortantes =P
    O que eu quis dizer foi q os clérigos tem para mim motivos verdadeiros
    para não poderam usa-las

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  8. Grato pelos comentários, Fábio e Jacome. Sejam sempre bem vindos aos Salões de Valhalla.

    Grande Jacome, entendo tua visão concordo contigo que muitas restrições (por vezes necessárias para garantir o equilíbrio do jogo) não fazem muito sentido no contexto interpretativo. No caso do guerreiro beduíno, seria mesmo errado e estranho retirar suas perícias já aprendidas. E acho extremamente produtivo criar situações dentro do jogo que permitam a um personagem aprender algo que ele deseje.

    Em uma situação como esta que descrevestes, minha sugestão seria a seguinte: O guerreiro beduíno aprende, após algum tempo de esforço e treinamento, a utilizar a armadura completa. Considerando que é preciso praticar com certa regularidade tudo o que se aprende para não "enferrujar", o guerreiro beduíno passaria a treinar/ lutar com uma armadura pesada, mas como o foco de seu treinamento foi alterado, ele não receberia mais os pontos de perícia adicionais que recebia antes (quando dedicava tempo e treino às artes de rastrear, esconder-se...). Ele não perderia os pontos e graduações de perícia que já tem, mas, enquanto optar por lutar usando armaduras pesadas, ele não recebe os pontos bônus que recebia anteriormente quando evoluir. Isto seria bastante verossímil dentro do jogo e satisfatório quanto ao equilíbrio de poder, dando mais liberdade de escolha ao jogador. Se o mesmo guerreiro beduíno, porventura decidir abandonar a armadura pesada e voltar a se focar em suas perícias, em seu próximo nível de evolução, ele receberia novamente seus pontos de perícia adicionais, semelhante ao que acontece com personagens multi-classe.

    Quanto aos clérigos, fiquei mesmo na dúvida se eu tinha entendido direito o que disseras, mas agora está tudo esclarecido em relação a isto...

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  9. Guerreiro mulrticlasse de guerreiro
    Justo
    Porem menos divertido ;)

    Vou seguir sua linha de racicinio
    E mostrar como sua adaptação ficaria ideal no meu ponto de vista

    Caso o guerreiro baduino resolva utilizar uma armadura pesada
    Ele nao precisaria abandonar a armadura durante todo um nivel para conseguir os pontos de pericia e as pericias

    Ele passaria a ter duas classes de guereiro ao mesmo tempo ^^
    E poderia usar suas habilidades quando quissesse

    Quando o jogador resolvesse utilizar das habilidades de sua variante, ele ganharia xp para o guerreiro variante,
    Ao utilizar as habilidades de um guerreiro mais defensor
    Ganharia xp pru guer comum.

    Esse tipo de multiclasse na minha opiniào eh mais saboroso
    Para esta situacao

    Espero q meus comentarios tenham servido para alguma coisa ou pra alguem
    Hehehe
    Criticar para separar eh facil
    Mas meu obje,tivo eh expandir ideias e juntar opinioes
    :-)
    Afinal o dono de um blog nao espera q todo mundo concorde com ele
    ;-)

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  10. Hahaha, não te preocupes, bravo Jacome! Tuas sugestões foram deveras construtivas e bem vindas nesta discussão, assim como os comentários de todos que aqui registraram suas opiniões.

    Como eu já disse antes, este é um local de debate e discussão amigável. Todos são bem vindos para expor suas opiniões de forma sincera, não importa se concordam ou não com o que eu digo.

    Afinal, somos todos irmãos aqui.

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