quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

D&D 5 e a "Guerra das Edições"

Saudações, nobres aventureiros!

Meus corvos Munin e Rugin encontraram um pergaminho deveras interessante discutindo um pouco sobre a nova edição de D&D e sobre a chamada “Guerra das Edições”, que vem afetando muito o jogo nos últimos 8 anos.

Extraído de: http://www.caririfan.com.br



“A nova edição de D&D vem com a missão difícil de retomar a antiga glória do RPG criado em 1974 por Gary Gygax e Dave Arneson, o primeiro e mais jogado jogo do gênero em todo o mundo, que anda em declínio de público e vendas desde 2005. E os motivos são bem conhecidos para quem conhece a comunidade de jogadores: A competição com os jogos eletrônicos modernos e a famosa “guerra de edições”. Logo, enquanto os games surgem como uma alternativa mais rápida e prática para quem quer se imaginar explorando masmorras e combater dragões terríveis ao invés de todo o tempo de pesquisa e preparação necessário para construir uma aventura/campanha de D&D, as Edition Wars fragmentam e muito o já frágil mercado de D&D.

A lógica é simples. Se você decide não adquirir produtos ligados a uma nova edição em específico, você conta como um ponto a menos nos números de venda futuros da empresa, correto? Sim, e perfeitamente aceitável já que você não é obrigado a comprar algo que não gosta. Entretanto, se além de não comprar, você passa a difamar aqueles produtos dos quais não gosta e se envolver em discussões infindáveis sobre qual edição é melhor e por que as demais não prestam, acabará inibindo uma possível compra por parte destes curiosos e novatos e a criação de haters que nem sequer chegaram a ler a primeira página do livro para tirar suas próprias conclusões. O resultado é que não temos um público fã de D&D, mas sim grupos de fãs de D&D 1E, AD&D, D&D 3ª, 3.5, 4ª, etc.. que vivem se engalfinhando tentando ressaltar o seu objeto de adoração e criticar os outros.

A quarta edição foi campeã em servir como alvo dos ataques de fãs irritados pela sua abordagem voltada para o combate, em detrimento da interpretação como nas edições anteriores. De fato, ela constituíra um esforço da WoTC para angariar jogadores oriundos dos MMO, por isto a similaridade de regras e habilidades com os atualmente encontrados em jogos como World of Warcraft, por exemplo. Mas o efeito resultante foi contrário, posto que acabou levando a uma migração de público para outros produtos.

Deve-se a esta migração, por exemplo, o advento e popularidade de jogos como o Pathfinder da Paizo, que hoje domina os palcos mundiais pelo número de prêmios que angaria ano a ano, além de contribuir bastante para o sucesso da nova de RPGs indie que domina o mercado nacional e internacional.

Mas, ao que tudo indica, a Wizards aprendera com seus erros e deseja engajar os jogadores no processo de desenvolvimento desta nova edição. Primeiramente através de participação nos temas levantados por duas colunas semanais no site oficial e mais tarde através do feedback dos jogadores durante a fase do playtest.

Nas palavras de Mike Mearls, Gerente Sênior de pesquisa e desenvolvimento de Dungeons & Dragons: “Nós queremos um jogo que esteja além das diferenças de estilos, de cenários de campanha e edições, um que leve a essencia fundamental do D&D e o traga de volta para a vanguarda. Em resumo, queremos um jogo que seja seja simples ou complexo como lhe agradar, com ação focada em combate, intriga ou exploração seja qual for seu desejo”

4 comentários:

  1. Interessante mesmo o artigo, Odin... vamos ver como vai ser essa 5a edição...

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  2. Eu acredito que essa nova experiência vai dar certo.

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  3. Concordo com o J. Neves IV. Não sei se teremos algo tão bom quanto a segunda ou terceira edição do jogo, mas certamente estamos caminhando para algo melhor.

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  4. Concordo com ambos, e espero que esta seja uma edição que realmente desperte nossa vontade de jogar...

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