terça-feira, 22 de novembro de 2011

Escaldos de Midgard: Julgamentos Gigantescos (Parte 1)

Por Jaco Galtran


A garoa escorria tímida, porém incessante.
Perdida no meio de um emaranhado de cadeias montanhosas, repousava a modesta cidade de Doriha. Tímida ante a imponência da natureza ao redor, era o lar do 3º Templo do Clero Guerreiro do Deus Tri-Uno.

O local, situado no extremo sudoeste do continente de Antharys, era um complexo de fortificações, igrejas e alojamentos de uma das mais respeitadas ordens religiosas de todo o mundo conhecido. O Deus Tri-Uno era a divindade mais cultuada em Antharys e o Clero Guerreiro eram os paladinos, cavaleiros e sacerdotes guerreiros mais conceituados entre os fiéis. Por isso, todas as instalações do 3º Templo foram planejadas para atender a necessidades de combatentes.


Áreas espaçosas eram designadas para torneios de justa e lança. Salões imensos proporcionavam o espaço necessário para a prática de técnicas de combate desarmado. Instrutores especialistas no manuseio de armas brancas tinham suas próprias salas. Alojamentos destinados ao descanso estavam sempre repletos de curativos, poções de cura e curandeiros.

Fora isso, havia a área destinada ao tratamento, treinamento e repouso dos cavalos, oficinas onde as armas eram forjadas, templos cerimoniais e a biblioteca do Clero Guerreiro.

Porém, naquela tarde de nuvens cinzentas e trovões ocasionais, nenhum outro local se destacava mais do que a “Sala dos Julgamentos”.

Era um imenso salão de paredes de mármore, teto ligeiramente abobadado e paredes tomadas por suportes com armas, candelabros de marfim, tapeçarias exóticas e quadros retratando brasões do Clero Guerreiro. O aposento era preenchido em sua quase totalidade por paladinos, guerreiros e clérigos, todos trajando armaduras imponentes sob suas capas esvoaçantes. 


Estavam todos sentados em fileiras verticalmente ordenadas de frente ao altar. Sobre este, flâmulas com a imagem do Deus Tri-Uno, uma cadeira mais alta que as demais e guardas em prontidão. Todos aguardando, sem qualquer ansiedade, o início...

4 comentários:

  1. Mandou muito bem, irmão Jaco!

    Sou um grande fã de suas histórias.

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  2. Jaco escreve mesmo muito bem, eu já li este conto na íntegra e garanto que é muito bom!

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  3. Boa, parece que será uma história interessante!

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