sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Escaldos de Midgard: À Batalha (parte 1)

Saudações, nobres filhos de Asgard!

Com grande satisfação trago-vos a primeira parte do grandioso poema feito por nosso mais novo irmão Rodrigo Mingori.

Boa leitura!






À BATALHA

Por Rodrigo L. Mingori(rodrigomingori@hotmail.com)

Sor
A prece do sangue

O vento cálido da noite bate em nossas faces
Mostra-nos inabalável coragem
Mesmo que nossos nomes não sejam lembrados, lutaremos!
Diante do futuro estamos

Até amanhã todos saberão
Do alto desta torre bravos lutaram e bravos caíram

Hordas se aproximam
E o destino também

Os homens tremem
O tempo congela e os sons são distantes
Trovões cortam os céus escuros
Ao longe gemidos

Os olhos de meus companheiros brilham
E seus espíritos bradam o silêncio
Já podemos ver a marcha do inimigo
São muitos!

Que meus antepassados me protejam
E me emprestem sua bravura
Que meu arco seja glorioso
E a lua guie minhas flechas aos inimigos
Até se enterrarem em suas couraças arrancando suas vidas
E que o sangue inimigo lave o chão desta terra

Amanhã o sol iluminará este vale
Cortando a sangrenta noite
Espero ter olhos para vê-lo
Ele nos mostrará quem de nós estava certo

Amanhã todos saberão
E mesmo que nossos nomes se apaguem, lutaremos!


Tacxius
À glória

Lembrem-se de suas casas, homens.
Lembrem-se de suas distantes casas e mulheres
Que se despediram com um doce beijo sem saber se voltariam
Pois eu lhes digo
Vocês voltarão!
Voltarão com louros e glórias
Pois nenhum deles é digno de respirar
Ninguém será poupado
Pilharemos tudo
Saquearemos seus lares
Destruiremos sua sordidez por completo

A eles?
Desejo seus dentes como colar
Ver seus olhos vidrados
Retirar-lhes do peito inerte uma lança
E conferir se é sangue que corre em seus corpos

A morte acompanha nossa caminhada, homens
Mas não a temam!
Ela ruma conosco e se abaterá sobre eles
Ela baterá em seus portões
E cobrará os anos de escravidão que nos impuseram
Eles pagarão, pagarão com sangue!
A morte agravará suas chagas
Aguilhoará nossas lanças
Fortificará nossos escudos
Impulsionará nossas espadas

Hoje, os deuses voltam seus olhos à nossas lâminas
Eles nos invejam, homens
Agora, queriam ter nossos poderes

Não esqueçam suas casas, suas famílias, seu verdadeiro rei!

Veremos amanhã o sol
Senti-lo-emos às costas
Curando nossas chagas enquanto voltamos vitoriosos.
E o dia será sublime,
Mas à noite, à noite, homens. Seremos a história!

7 comentários:

  1. Muito bom, irmão!

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  2. Ficou bonito, cara. Furtarei para um jogo futuro.

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  3. Hahaha, acredito que somos dois!

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  4. ^^
    Fiquem a vontade!
    E obrigado pelas palavras de apreço.

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  5. Eu é que o agradeço pelas nobres contribuições!

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  6. Leonardo Viera Andrade15 de outubro de 2011 19:55

    Muito legal o poema, Rodrigo!!!!!!!!

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  7. Rodrigo L. Mingori15 de outubro de 2011 20:07

    Olha só, envio periódicamente o que escrevo para crítica. Não escrevo sempre com temas nórdicos. Mas se alguém estiver interessado é só me mandar um e-mail.
    Odin, se você quiser receber, por mim tudo bem. ^^

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