quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conan o Bárbaro: Resenha

Saudações, bravos guerreiros!

Indo direto ao ponto: Apesar dos comentários histéricos de alguns críticos emasculados, Conan, o Bárbaro é um bom filme, que merece nossa atenção e apreciação.

Infelizmente, o filme não é livre de falhas, e algumas delas são um pouco incômodas; há buracos na continuidade da história em alguns pontos, a trilha sonora é praticamente inexpressiva e a história de Conan durante sua passagem para a vida adulta é narrada de forma muito superficial.

Todavia, mesmo com todos estes problemas, as qualidades do filme o tornam realmente digno de nossas peças de prata e de nosso tempo; a caracterização de Conan, por exemplo, está excelente. Em filmes como Thor, o personagem principal é reduzido a um garoto simpático e sorridente para torná-lo mais “acessível” a um público mais jovem ou tolo, mas aqui, Conan é REALMENTE Conan. Um verdadeiro bárbaro, leal aos amigos e impiedoso com os inimigos, que não se importa em ser “machista” ou politicamente incorreto. O ator Jason Momoa (que interpretou inclusive o líder bárbaro Khal Drogo na série Game of Thrones) fez um trabalho muito bom.

Os outros personagens (mesmo aqueles que mereciam ter um pouco mais de atenção) também são muito bem interpretados e caracterizados por seus respectivos atores, e o clima da era Hiboriana pode ser sentido em toda sua beleza e crueldade ao longo das paisagens, batalhas sangrentas e diálogos do filme.

Desta forma, mesmo não sendo perfeito ou fenomenal, este filme apresenta ótimos elementos que o tornam realmente bom: personagens críveis e bem caracterizados, boas batalhas e uma ambientação bela e fiel à mitologia do cimério de bronze. Preparai vossas espadas e algumas peças de prata, pois este é um filme que vale a pena ser assistido.



21 comentários:

  1. Boa resenha Odin. Fiquei curioso para conferir o nível bárbaro representado por este novo Conan. Ta anotado na minha agenda conferir este filme ainda neste mês!

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  2. Eu também vi o filme do Conan e concordo com tudo que disseste Odin! Mas um dos erros que mais me chamou a atenção você não comentou é o tamanho do mundo, pois o Conan viaja muito rápido! Ele vai de Zingara (na costa oeste) até Hirkania ignorando o Mar Vilayet e inúmeros reinos, sem falar que ele volta para a Ciméria. Podem notar isso pelos ferimentos do casal que não cicatrizaram!

    Outro erro fundamental foi eles terem trocado o nome da Cidade dos Ladrões cujo nome verdadeiro é Zamora. Não me recordo do nome usado no filme.

    Só que temos que admitir que o Momoa literalmente encarnou o Conan! Na minha opinião superou o Arnold na interpretação. O Momoa era frio mas expressivo e selvagem, enquanto o Arnold era frio e robusto sem ter muita expressão.

    Realmente é um filme digno de ser assistido numa era em que nós não sabemos quem é homem ou mulher nas telonas!

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  3. Cara eu estou com medo de assistir, pois criei uma imensa expectativa nesse filme.

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  4. Eu concordo também! Vi o filme com Odin e, apesar das falhas, gostei bastante. Apreciei muito a interpretação do Momoa (Hahaha, mas de fato as viagens eram muito rápidas).

    O que eu mais gostei nesse filme é que, apesar dos furos, eles respeitaram o personagem Conan, sem transformá-lo para fazer com que ele ficasse mais palatável ao público. Achei que eles conseguiram passar muito bem a noção de que Conan é um homem grosseiro e rude (mas sincero) em seus modos e hábitos, mas possui muito mais honra e valor do que vários dos homens considerados civilizados (E uma das coisas que mais me incomodou em "Thor" foi terem descaracterizado o personagem e transformado o deus do trovão em um modelo de cuecas sorridente).

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  5. Concordo que realmente foi melhor do que esperava (considerando a quantidade de adaptações lixo que tem se alastrado nos cinemas), é um filme divertido e o ator interpretou o Conan muito bem. Já o roteiro ficou a desejar, eu fiquei esperando a célebre frase "POR CROM!!", e ele sequer menciona o nome do seu deus! Como assim?? Não perdoo o roteirista por isso, feio, feio...

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  6. Hahaha, concordo convosco, nobres amigos!

    Fizestes uma observação importante, Leonardo: As viagens são mesmo MUITO rápidas e o nome da cidade dos ladrões está mesmo trocado.

    Red Dragon, não tenhas medo de assistir este filme, pois como todos já mencionaram aqui, o personagem está muito bem caracterizado (concordo com Leonardo: na minha opinião, Momoa fez um trabalho ainda melhor do que o do saudoso Arnold). Apenas saibas que o filme não é perfeito, como também foi apontado aqui por lady Astreya e lady Angela.

    Para os fãs de Conan, este é um sem dúvida um filme digno de ser assistido.

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  7. Ainda não vi o filme (só trailer), mas acho que esse Conan já falou demais. Ninguém supera o silêncio do Arnold na tela. Hahahaha. Mas com certeza vou assistir.

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  8. É a tal coisa, o filme não é fantástico, mas está longe de ser horrível como vinham dizendo.

    Dá para assistir desde que não se tenha grandes espectativas a respeito e se releve algumas liberdades com a caracterização do personagem.

    Vou aproveitar para fazer uma propaganda sem vergonha da resenha que escrevi no Mundo Tentacular.

    http://mundotentacular.blogspot.com/2011/09/resenha-do-filme-conan-o-barbaro-2011.html

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  9. Irmãos, assistam este filme!!!

    Apesar das pisadas de bola mencionadas pelo grande Odin e pelo irmão Leonardo, o filme é muito bom!

    A caracterização do personagem foi feita de forma magistral por Jason "Khal Drogo" Momoa!

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  10. Não te preocupes com a propaganda descarada, King in Yellow, e sejas bem vindo aos Salões de Valhalla!

    O "Conan monossilábico" do grande Arnold realmente entrou para a história, Aramil, mas concordo com Warrior of Ice e com Leonardo; o trabalho de Momoa ao meu ver foi superior levando em conta a personalidade do bárbaro nos livros e quadrinhos.

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  11. Hmmm, é verdade, bem quem faltou um "Por Crom", uma das melhores cenas do filme de 82 é aquela "oração a Crom" que Conan faz no final...

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  12. Bom. Ainda não vi o filme e, pra ser sincero, acho que nem vou ver.

    Lembrando, Conan foi criado por R. E. Howard, em 1932 ou 1934 (há divergências), mas de fato só se tornou sucesso após a Marvel Comics publicá-los através das mãos de Roy Thomas e Gerry Conway a partir da década de 70.

    A dupla também assinou os filmes interpretados pelo Arnold, talvez o fator "X" do sucesso obtido.

    Então não entendo quando o pessoal diz que quer um Conan igual ao de Howard, pois o mesmo escreveu cerca de 21 contos (sendo que 4 foram publicados póstumamente) e de fato, o único de sucesso foi "A Fênix na Espada", outro grande como "A Torre do Elefante" só foi clássico após passar pelas mãos do póprio Thomas e de Barry Windsor-Smith.

    Acho que o erro maior é colocar roteiristas que nada tem a ver com o sucesso original do personagem. Eles sempre acabam incrementando com uma visão própria, o que entristece e decepciona muito os fãs. O filme não pode englobar apenas uma fase do personagem e sim, sintetizar a sua essência mais famosa, o que não vejo ocorrer nos filmes atuais.

    Pois é. Isso é exatamente o que parece. Um desabafo de um fã decepcionado.

    Peço desculpas, grande Odin, se me demorei demais e se, de fato, utilizei muito de seus salões para meus próprios lamentos.

    Um grande abraço...

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  13. Não há o que se desculpar, grande amigo.

    Devo apenas observar que o primeiro filme de Conan foi considerado hediondo pela crítica na época de seu lançamento; nas palavras do próprio diretor em um documentário: "A crítica disse que o filme era um star wars mal feito, com muita violência e cenas de sexo".

    Eu gostei muito do primeiro filme, mas nele Conan era retratado como um troglodita quase descerebrado, que mal falava, algo muito diferente do personagem astuto e sagaz criado por Howard e realmente imortalizado por Roy Thomas.

    Concordo contigo que a visão de autores que não conhecem um personagem acaba enfurecendo muito os verdadeiros fãs (como ocorreu com o filme Thor), mas digo-te que o Conan do filme de 2011 se parece mais com o Conan de Roy Thomas (o Conan que as pessoas REALMENTE gostam) do que o Conan feito no filme de 1982, apesar desta nova história não ser exatamente profunda ou complexa como eu gostaria que fosse.

    A essência de Conan foi bem preservada neste novo filme (no que diz respeito à personalidade do bárbaro, não à sua história). Por esta razão apreciei este filme e realmente recomendo que assistam, mesmo tendo consciência de que ele não é perfeito.

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  14. Hahaha... Relendo minhas palavras, me deu a impressão de eu estar ficando velho e resmungão =)...

    Acho que o jeito é um só... Eu assisitir o filme =D Hahahaha...

    Abraço a todos =D...

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  15. Não te preocupes, nobre druida, pois acho que ninguém aqui é mais velho e resmungão do que eu...

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  16. Todos nós sentimos este tipo de coisa, nobre Druida. Eu, por exemplo, ainda não me conformei que Peter Jackson inventou uma personagem elfa para colocar em O Hobbit. Por mais que aprecie a trilogia de SDA e reconheça o bom trabalho de seu diretor, sempre achei que o filme ficaria melhor sem seus "toques pessoais". Portanto, por vezes todos nós somos resmungões em relação àquilo que gostamos, hehehehe!

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  17. Concordo plenamente contigo, lady Astreya.

    E compartilho teus temores e ira em relação aos sofríveis "toques pessoais" de Peter Jackson...

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  18. Obrigado pelas palavras, nobres amigos...

    Hmmm, sobre a elfa eu já não sabia =/...

    Puxa, esta aí um filme que estou ancioso para ver, O Hobbit. Na verdade sempre achei o livro de O Hobbit melhor que a famosa trilogia, não sei o por quê. acho que pelo conto ser mais rápido talvez =D...

    Falando de Peter Jackson eu não sei vocês, mas a pior derrapada do referido diretor foi o fato dele simplesmente esquecer de Tom Bombadil, pra mim, um dos personagens mais marcantes do livro =/... (E mais lamentações KKKKKK)...

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  19. Conan piscando para as gatinhas é hilário. Sinceramente, nada que tenha o dedo de Oliver Stone deve ser profanado.

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  20. Hahaha, é verdade, anônimo guerreiro.

    E concordo contigo, druida! Também gostei mais de O Hobbit, e estou ansioso para assistir este filme. Quanto às lamentações, concordo plenamente contigo que foi errado simplesmente apagar Tom Bombadil da Terra-Média, mas o que mais me enfureceu entre os vários toques pessoais macabros de Peter Jackson foi o fato dele tratar o anão Gimli como um palhaço e simplesmente ignorar o duelo do rei Theoden contra o rei dos Haradrin na batalha nos campos de Pelenor, apenas para mostrar Legolas "escalando" o olifante e surfando na tromba do animal em uma cena digna de um filme dos trapalhões...

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  21. Apesar de Conan timidamente afrontar a onda hollywoodiana do politicamente correto em certos momentos e mostrar cenas fortes de luta para o desespero de críticos emasculados e críticas que só dão valor a comédias românticas, o filma ainda esbarra no politicamente correto hollywodiano com toques exagerados de feminismos e personagens femininos machos em ação. Está duro ver um filme onde um homem luta sozinho sem side kicks femininos disputando com ele para ver quem é mais macho. Mais uma decepção.

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