segunda-feira, 11 de julho de 2011

Religião nos Nove Mundos

“Um homem não vai para Valhalla por causa de sua crença ou fé. Um homem vai para Valhalla por causa de seus feitos.”

Saudações, nobres almas!

Trataremos aqui um ponto importante em qualquer ambientação de fantasia medieval; a religião.

Nos Nove Mundos, a religião é tratada de forma não dogmática, graças à herança politeísta da crença nos deuses guerreiros de Asgard. Mesmo na época pós Ragnarok em que a ambientação é construída, a doutrina de Balder (o único deus que renasceu após o primeiro “fim do mundo”) manteve viva a idéia de que o mundo é composto por forças opostas, porém complementares, e que todos os seres possuem um papel a ser desempenhado e um destino a ser revelado. A doutrina de Balder foca principalmente em preceitos de bondade, compaixão e honra, mas não se coloca em momento algum como uma espécie de doutrina de verdade universal, pois tal conceito simplesmente nunca existiu dentro da cultura nórdica.

Antes do Ragnarok, Odin e seus aesires atuavam como a vanguarda das forças do equilíbrio, normalmente associadas a conceitos de honra e justiça, mas era claro a todos em Midgard que outras forças também existiam e desempenhavam um papel igualmente importante dentro do universo. Hela, por exemplo, era uma divindade muitas vezes temida como um ser altamente maligno, mas era de conhecimento geral de que ela era a responsável por guardar Niflheim, o Reino dos Mortos, e todos os habitantes daquele local. Uma tarefa tão importante quanto à desempenhada por Odin. Mesmo Loki, o deus trapaceiro que desencadeou o início do Ragnarok, é respeitado por seu papel dentro da ordem do universo.

Assim, todas as divindades (atualmente existentes ou não) são igualmente respeitadas nos Nove Mundos, pois há uma compreensão bem definida na mente de todos de que tudo tem um propósito distinto no ciclo da existência; Não há conflitos meramente religiosos entre seguidores de Balder e aqueles que ainda oram aos “Deuses Antigos”. O importante para todos em Midgard e nos Nove Mundos, são as ações de cada um e os papeis que desempenham no mundo, e não suas crenças.

Os templos nos Nove Mundos são raros e não possuem um papel evangelizador. Os clérigos atuam como guardiães da sabedoria e protetores, mas não gastam tempo tentando doutrinar as pessoas. Eles narram (semelhante aos escaldos) os feitos e virtudes de Balder e dos Deuses antigos, de forma que cada um escolha por livre e espontânea vontade qual caminho e valores mais lhe atraem naquele momento de sua vida. Nenhum deus ou valor moral é considerado superior nos Nove Mundos, pois o que realmente importa não é aquilo em que uma pessoa acredita, mas sim aquilo que ela faz.

Um comentário:

  1. Muito legal o post Odin! Mal posso esperar para editar e publicar OS NOVE MUNDOS!

    ResponderExcluir