quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novo cenário: Os Nove Mundos

Saudações, nobres aventureiros!

Hei de contar-lhes hoje um pouco sobre o cenário NOVE MUNDOS, que será melhor descrito futuramente nestes Salões e em um e-book próprio. Os NOVE MUNDOS são a ambientação oficial de ASGARD RPG (que embora atrasado será em breve disponibilizado.)


Toda história do cenário começa com o Ragnarok, acontecimento que marca o fim de um ciclo de existência na Mitologia Nórdica e o início de uma nova era.

O RAGNAROK E O INÍCIO DE UM NOVO CICLO
Após incontáveis eras, os Nove mundos passaram por um processo chamado Ragnarok, palavra que significa “destino final”. No Ragnarok foi travada uma guerra feroz entre os deuses Aesires e Vanires, liderado por Odin, que representam o equilíbrio e a harmonia, e as criaturas do caos e da destruição, representadas pelos Gigantes de Fogo, os Jotuns (gigantes do gelo), as almas malignas presas em Niflheim e outros monstros, como gigantescos lobos abissais. Esta batalha não levaria apenas à destruição dos deuses, gigantes e monstros: o próprio universo será despedaçado irreversivelmente no processo.

Ao fim do Ragnarok, um novo ciclo é iniciado, e os nove mundos são novamente recriados, mas sem seus deuses e guardiães anteriores. Tudo começa com a ressurreição de Balder, o deus da Luz, que recria Asgard e posteriormente os outros oito mundos. Por precaução, Balder criou barreiras mágicas que mantinham os reinos separados como na época de Odin, para que a vida pudesse novamente ressurgir de maneira natural e harmoniosa em cada um deles. Asgard foi mantida nos céus e completamente isolada, pois Balder decidira que os deuses que ali eventualmente surgissem no futuro não deveriam interferir com a vida dos mortais. Os humanos se tornariam os verdadeiros senhores de Midgard, guiados pela sabedoria e luz dos ensinamentos de Balder. Desta forma, os nove mundos prosperaram, cada um a sua maneira natural, em um ciclo de equilíbrio e harmonia durante vários séculos.

Contudo, cerca de 1000 anos após o Ragnarok, as barreiras mágicas misteriosamente desapareceram, fazendo com que todos os mundos (exceto Asgard) se ligassem a Midgard. Ninguém sabe o que causou a quebra das barreiras; alguns acreditam que seu poder simplesmente se desgastou após tanto tempo, e outros crêem que espíritos malignos e ardilosos destruíram as barreiras. De qualquer modo, Balder tentou sem sucesso restabelecer as barreiras diversas vezes. Poucos anos depois do ocorrido, uma grande guerra teve início mais uma vez entre as forças do equilíbrio (vanires, que agora eram mortais, humanos, elfos, anões e algumas criaturas mágicas como entes guardiães e unicórnios) e as forças do caos e da destruição (gigantes do fogo, gigantes do gelo, elfos negros e outros monstros saídos de Niflheim, como orcs e mortos vivos).

A guerra se alastrou de tal forma que as forças do equilíbrio estavam sendo massacradas, pois com exceção dos anões e dos humanos, nenhuma delas havia desenvolvido de forma significativa suas habilidades combativas. Movidos pela necessidade, os elfos da luz rapidamente aprimoraram sua perícia com armas, mas isso ainda não era o bastante. Diante desta situação, Balder enviou todos os aesires de Asgard à Midgard, para auxiliarem as forças do equilíbrio na guerra, e escolheu algumas mortais humanas para serem as novas valkírias, que se juntariam à vanguarda no combate.

Mas o que talvez tenha sido o acontecimento mais determinante para o início da virada na guerra foi o surgimento de seres misteriosos que vinham com conselhos sobre a arte da guerra e da magia para todos os “povos livres”. Os ensinamentos destes seres que jamais se identificaram evoluíram assombrosamente as capacidades marciais e mágicas dos humanos, vanires e seus aliados. Além disso, estes seres foram sutilmente exterminando muitos dos gigantes, demônios e dragões que eram poderosos demais até mesmo para os aesires.

Após 10 anos de guerra quase incessante, as forças do equilíbrio prevaleceram e muitas das criaturas do caos voltaram a seus reinos de origem, mas não sem antes de deixar suas marcas em Midgard através de rastros intermináveis de morte, destruição e corrupção. As barreiras mágicas de Balder não puderam ser restauradas, e exceto por Asgard, todos os outros reinos estão agora ligados diretamente a Midgard, separados apenas por imensas barreiras geográficas (cordilheiras, desertos ou mares) ou barreiras mágicas menores (como é o caso de Alfheim).

Hoje, 500 anos passados do fim da grande guerra, o mundo dos mortais começa novamente a crescer e se desenvolver. Os humanos ergueram grandes reinados, os aesires passaram a viver em Midgard como mortais em um vasto território em meio a majestosas montanhas, e os misteriosos indivíduos sem nome simplesmente sumiram ao fim da guerra, deixando a suspeita de que eles na verdade eram os espíritos de Odin, Thor, Tyr e de outros dos deuses antigos, que em breve retornariam a este ciclo de existência.

Muitas criaturas sombrias permaneceram escondidas em Midgard, e o mal de Niflheim tocou de forma sutil o coração de vários humanos, que agora buscam poder na magia proibida do reino dos mortos ou através da opressão de seus semelhantes...

7 comentários:

  1. Opa, mais uma prévia!

    Gostei do enredo, Odin. Achei que fosse parar com a quebra das barreiras, mas vejo que foi mais prudente avançar a história até um "status quo" mais confortável para o jogo e abrindo mais margem para o mistério.

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  2. De fato, minha idéia foi justamente esta: Manter um cenário onde a história pudesse seguir de um ponto mais consolidado, onde eu poderia usar os aesires e vanires já familiarizados com o mundo dos mortais, ao mesmo tempo que alguns mistérios como a destruição das barreiras, a ameaça de novas invasões ou a volta dos antigos deuses permanecessem mistérios a serem desenvolvidos pelos mestres de cada jogo.

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  3. A paciência é uma virtude... mas a espera tira a paciência, rsrsrsrs.

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  4. AHuahua... O pouco que explorei deste cenário com Odin já me deixou muito feliz.

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  5. Eu achei muito, muito legal jogar nessa ambientação. Gostei bastante dela, Odin, e o sistema do Asgard RPG combina perfeitamente com a proposta. Vocês verão que a espera vai valer a pena, amigos!

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  6. Em nome de nossa equipe peço desculpas pelo atraso, nobre clérigo, mas digo a todos vós que o trabalho de arte do livro conduzido por nosso irmão Frodo está ficando realmente muito bom.

    Acredito que em cerca de 15 dias teremos o livro pronto.

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