quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Safira de Asgard (Parte 1)

Saudações, bravos aventureiros!

Trago hoje a primeira parte da aventura teste usada para testar ASGARD RPG. Ireis notar que como é comum em aventuras deste tipo, a trama é deveras linear e repleta de combates. A ambientação usada foi o cenário Nove Mundos, que em breve será descrito nestes Salões. Boa leitura!


Em sua pequena casa na floresta de Aman, a jovem gnoma Laila se preparava para partir em uma longa viagem. Iniciada nas artes do arco, da espada e do rastreamento por seu irmão mais velho Althor, ela era uma ranger iniciante bastante talentosa, mas que conhecia muito pouco sobre o mundo fora de suas florestas.
- Vou encontrá-lo, Althon – disse Laila para si mesma ao checar mais uma vez seu equipamento – eu prometo.
Laila havia cortado seus longos cabelos negros por questão de praticidade, e levava consigo suprimentos de viagem, duas espadas curtas, um arco curto e uma aljava com 20 flechas. Logo nas primeiras horas da manhã, ela fez uma oração para Balder e seguiu viagem. Laila pretendia ir até a cidade dos homens de nome Thandros, onde esperava encontrar uma sábia druida vanir chamada Alienna, que segundo as histórias, passava por lá todos os anos no início da primavera. Talvez, a druida soubesse de algo.

Após algumas horas de viagem, Laila saiu de sua floresta natal, se despediu dos espíritos que lá viviam e seguiu em direção ao sul. Pouco depois que o sol havia atingido seu ponto mais alto no céu, Laila, para evitar um grande contorno, se viu obrigada a adentrar uma floresta escura e estranha. A gnoma olhou ao redor e considerou dar a volta, mesmo que isso fosse lhe custar mais um dia de viagem. No entanto, segurou o cabo de suas pequenas espadas e disse:
- Que venham. Estou pronta para qualquer coisa.

Furtivamente, Laila adentrou a floresta, e logo na primeira hora de caminhada começou a duvidar das próprias palavras; examinando as pegadas no solo e marcas nas árvores, ela percebeu que orcs habitavam aquele lugar. Seres grandes, fortes e brutais, os orcs atacavam violentamente qualquer coisa que visse no caminho. Laila sabia que suas peles cinzentas ou esverdeadas eram grossas como o couro de um touro, e que seus dentes e garras podiam triturar até ossos. Depois de afastar a imagem terrível que começou a se formar em sua mente, Laila examinou melhor os rastros e descobriu que estava perto de um acampamento, ou tribo das criaturas.
- Por Balder - pensou ela enquanto subia em uma árvore para se esconder – se eu caminhasse mais vinte metros para a frente, cairia bem no colo deles. Mas seguindo pelas árvores e indo um pouco mais para leste, posso facilmente despistá-los.

Neste momento, Laila olhou para trás e viu que há cerca de cem metros dela, um ser gigantesco se aproximava carregando um enorme machado. Ele parecia um humano enorme e muito musculoso, com o rosto quadrado e olhar frio. Seus cabelos eram castanhos claros e desgrenhados, e sua pele era repleta de cicatrizes.
- Um aesir – pensou Laila se lembrando dos ensinamentos de seu irmão mais velho – e do jeito que ele está andando, vai cair direto no covil dos orcs. Tenho que avisá-lo.
Laila pegou uma pequena pedra de seu bolso e arremessou no aesir quando ele estava um pouco mais próximo, tentando chamar-lhe a atenção.
O aesir sentiu a pedra em sua cabeça e rosnou, procurando irritado quem teria a arremessado. Como que por instinto, ele pegou seu machado.
- Pare! – sussurrou Laila colocando a cabeça para fora de seu esconderijo em cima de uma grande árvore – eu não quero te fazer mal.
- Então porque me atacou? – perguntou o Aesir com um alto tom de voz.
- Fale baixo! – exclamou Laila desesperada por causa do barulho – estou tentando salvar sua vida! Se você continuar a andar nesta direção, vai cair no meio de um acampamento orc!
- Há orcs aqui? – perguntou o Aesir ainda falando alto.
- Você por acaso é idiota? – disse Laila irritada – pare de gritar, ou eles vão nos achar!
- Não se preocupe – disse o aesir se virando na direção do suposto acampamento – eles não vão encontrar você.
- Se você continuar gritando assim, é óbvio que vão! - protestou Laila – vamos sair logo...
- Eles não vão encontrá-la – interrompeu o Aesir – porque eu vou matar todos eles primeiro.
- O que... – disse Laila não acreditando no que estava prestes a acontecer.
- ORCS! – gritou o Aesir com toda a força de seus vigorosos pulmões – VENHAM LOGO, POIS O MACHADO DE LOTHGER ESTÁ CLAMANDO POR SUAS VIDAS MISERÁVEIS!

No instante seguinte, diversos pássaros voaram assustados pelo som da terrível trombeta de guerra que soou naquela parte da floresta...

3 comentários:

  1. Hahahaha, muito bom, nobre Odin! Essa aventura foi muito divertida.

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  2. Hahaha, este nome realmente ficou conhecido...

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