quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Halls of Heroes: Selwyna, a Bruxa da Rosa Negra

Saudações, bravos aventureiros!
Vos trago a história de mais uma grande alma nos Salões de Valhalla, lembrando que para aqueles que desejarem ter vossas sagas contadas aqui, basta enviar um pergaminho a meus corvos (odin.halls@gmail.com)

Selwyna, a Bruxa da Rosa Negra
Classe / nível atual: Bruxa nível 18
Raça: Meio-Elfa
Tendência: Caótico Bom

Selwyna é uma meio-elfa, nascida na floresta de Kharnat, uma floresta sagrada para os druidas e outros seres féricos, que estava sob a proteção e os cuidados de sua mãe, a Arquidruidisa élfica Verhanna Folha Selvagem. Selwyna tivera uma infância feliz e sadia entre os elfos, fadas e animais da bela floresta, mas um dia tudo mudou.

Pouco depois de Selwyna completar 6 anos, seu pai, o clérigo Rhorvals Alhanadel recebeu uma missão de grande importância dos sacerdotes de Corellon. Sua esposa queria acompanhá-lo em sua busca, mas ele era contra, pois achava que ela como mãe deveria tomar conta de Selwyna enquanto ele estivesse fora. Após uma acirrada discussão, ele finalmente concordou. Ambos se despediram da pequena Selwyna com lágrimas a escorrer pelas suas faces, e prometeram a ela que dentro de poucos dias voltariam.

Os dias tornaram-se semanas, e as semanas tornaram-se meses e nenhuma notícia deles. Selwyna ficou aos cuidados de uma amável e jovem druida chamada Floriel que considerava a pequena meio-elfa sua irmã mais nova, e fazia de tudo para espantar a tristeza da pobre e inocente criança. Ela também descobriu que a jovem Selwyna nascera abençoada pelos espíritos, pois esta contava com o dom profético da visão ao prever um ataque de hobgoblins a uma cidade próxima, e graças a sua visão,conseguiram evitar uma grande tragédia.

Pouco tempo depois uma nova tragédia se abateu sobre a floresta de Kharnat: Dajarin uma terrível e nefasta bruxa que era inimiga mortal de Verhanna descobriu que a druida havia tido uma filha e que tinha desaparecido, deixando tanto a criança quanto a floresta sagrada desprotegidas. Aproveitando esse momento oportuno, a maldita bruxa reuniu uma horda de nefastos orcs e atacou a nobre floresta de Kharnat. Tudo isso com o objetivo de raptar a filha de sua inimiga e lhe trazer dor, na forma de que,se ela voltasse para casa, encontraria somente cinzas e ruínas de seu amado lar. Mas a nefasta bruxa descobriu que sagrada floresta de Kharnat não era tão desprotegida quanto ela achava.

Kharnat, mesmo sem sua principal guardiã, ainda contava com poderosos e astutos e guardiões, Ents, fadas e elfos se prontificaram em rechaçar os vis invasores e tiveram sucesso em proteger sua amada floresta. No entanto, somente mais tarde, eles descobriram que a jovem filha de sua amada arquidruidisa tinha sido raptada, e que sua guardiã, Floriel, jazia morta em cima de uma das pedras sagradas aparentemente vítima de um terrível ritual de magia negra.

Após ser raptada pela nefasta bruxa, Selwyna foi submetida a um treinamento desumano que só poderia ser descrito como um terrível pesadelo, no qual ela testemunhava, sofria e praticava inúmeras atrocidades. Tudo isso com a finalidade de destruir todos os sentimentos da jovem. Depois de sobreviver a dez anos de abuso e crueldade, Selwyna, agora uma bela e jovem mulher, havia se tornado uma terrível bruxa que possuía uma incrível sede por destruição, e que se deleitava em usar seu poder para causar dor e sofrimento aos outros, da mesma forma que sua abominável mestra. Ainda nessa época, Selwyna também se tornou conhecida pela alcunha de “A Bruxa da Rosa Negra” por causa da máscara que Dajarin a obrigava a usar, pois, em segredo, essa odiava e inveja a beleza da jovem bruxa.

Começando a temer o poder crescente de sua aprendiz, Dajarin disse: “Sobreviveste a todos os testes, minha escolhida, teu poder agora é grande e as sombras adquiriram mais uma filha, não tenho mais nada para lhe ensinar, mas antes que possa se considerar uma das filhas da trevas, deves me ajudar em um ritual no qual completarei meu renascimento sombrio e ascenderei a imortalidade. Somente então estarás livre para escolher seu caminho nas sombras da noite”.

Depois de completado o nefasto ritual, Dajarin se tornara uma abominável naga, e as duas se separaram. Mas isso não melhorou em nada a condição de Selwyna, que continuava a espalhar dor e destruição para apaziguar seus desejos sádicos. Inúmeros inocentes, cavaleiros, inquisidores, sacerdotes e magos que tombaram ante a magia e a fúria de Selwyna. Mas somente uma pessoa conseguia fazê-la ter medo, o Alto Inquisidor Piero Bartol, que era considerado a pessoa mais fria e implacável de seu ofício, e que confrontara Selwyna inúmeras vezes, sendo que ela sempre escapava por muito pouco da justiça atroz do inquisidor. Mas um dia as maldades da bruxa chegaram a um fim.

Selwyna encontrou um jovem e corajoso paladino de Heironeous chamado Aldharon, que pretendia levá-la a justiça pelos crimes que cometera. Ambos se envolveram em um combate sangrento e mortal, no qual o paladino emergiu vitorioso, enquanto a bruxa estava temporariamente inconsciente, ao verificar se ela estava viva, Aldharon removeu a máscara que cobria o rosto dela, e para sua surpresa, se deparou com uma linda meio- elfa de cabelos ruívos. Inconscientemente, o coração do bravo paladino sabia que encontrara sua alma gêmea. Quando acordou, Selwyna ficou confusa com o tratamento gentil que recebera de Aldharon, e começou a considerar que valia a pena ser uma pessoa boa afinal. Após uma longa conversa ambos decidiram que iriam viajar juntos e que assim ela se redimiria dos pecados que cometera. Assim Selwyna começou a deixar o caminho das sombras e voltar a ter um coração gentil e amável, apesar de nunca deixar de ser teimosa, cabeça quente e sempre desacatar a autoridade legitima, ela se apaixonou pelo nobre paladino que a resgatara da escuridão.

Durante as viagens, a dupla conheceu algumas pessoas valorosas que se uniriam a eles como a incrível Frigga, uma prestigiosa e divertida barda anã. O resoluto Harkhon, um poderoso draconato clérigo de Bahamut. Esse grupo apadrinhado pelo mago gnomo Nubling e guiado pelas visões místicas de Selwyna conseguiu durante quatro anos, frustrar inúmeras vezes os planos perversos da bruxa Dajarin que buscava se tornar uma divindade.

Logo depois da queda de Dajarin, o grupo se dispersou; Aldharon sabia que se continuasse ao lado de sua amada Selwyna ela seria julgada por seus superiores, e, para evitar isso, o nobre paladino viajou até as Terras do Escudo para lutar na eterna Cruzada do Norte contra o Império de Iuz. Frigga voltou com inúmeras canções e histórias para casa de seu clã no principado de Ulek. Harkhon se tornou o líder de uma grande comunidade de draconatos em Veluna. Selwyna mesmo com o coração partido ela se dirigiu a floresta de Kharnat para encontrar paz espiritual e estudar magia com seu novo mentor Nubling. Lá ela conheceu seus tios o guerreiro élfico Norsael Alhanadel, o Guardião de Lendore, e seu irmão gêmeo o arquimago Eronin, mestre da Torre Branca. Ambos contaram-a histórias de como o seu irmão Rhorvals era encrenqueiro e da beleza de sua mãe Verhanna, e pediram para que a jovem bruxa fosse visitá-los sempre que tivesse algum tempo sobrando.

Passado seis anos, Selwyna estava com 26 anos e com a alma purificada graças às meditações com os espíritos da floresta sagrada. Em um momento de clareza, Selwyna teve uma visão que mostrava os seus pais. Eles estavam vivos, mas presos em uma espécie de teia mágica que ela nunca vira antes. Ao ouvir descrever da visão, Nubling contou que eles deveriam estar presos nos Fossos de Teia Demoníaca, a morada de Lolth.

Depois de reunir seu grupo mais uma vez, eles partiram para o abismo acompanhados por Norsael, Eronin, Nubling, e os antigos companheiros de aventuras de seus pais (Thurdev, Drayton, Murnook). Todos com o objetivo de resgatar os pais de Selwyna, nem que para isso eles tivessem que passar por cima da própria Lolth! Após passarem por inúmeras batalhas e provações, os heróis conseguem finalmente resgatar os pais de Selwyna e todos voltaram para a casa sãos e salvos.

Selwyna possui um bom coração apesar de sua teimosia ser bem grande. Os erros que ela cometeu no passado continuam a assombrá-la, mas ela sempre tenta se redimir com boas ações e levar cura e esperança aonde quer que precisem. Como bruxa, Selwyna possui grandes poderes arcanos, a capacidade de manipular magias curativas, e certa influência com plantas e animais. Depois que se redimiu Selwyna deixou de usar magias necromânticas e passou a se focar em magias elementares sem falar que começou a ter um certo controle sobre seus poderes proféticos. E como todas as bruxas, Selwyna possui um familiar com qual partilha a alma, e que serve como conselheiro espiritual para preparar suas magias. O corvo desbocado chamado Merlin.

13 comentários:

  1. Gostei da história. Parabens ao autor, ou autora.

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  2. Realmente, está muito bem feita.

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  3. Burne Travers, Inquisidor de St. Cuthbert3 de fevereiro de 2011 17:31

    Devo concordar com Odin, a historia está bem escrita e é muito comov... BRUXA MALDITA!!!!!! Não cairei nos seus encantos!

    Eu posso enxergar através dessa teia de mentiras que tu teceste para nos enganar! Achas mesmo que somos idiotas para cairmos nessa armadilha tão obvia?

    Por culpa de tuas mentiras vis o nobre paladino se corrompeu! Mas Juro que hei de vingar a queda do nosso nobre irmão Aldharon, ao fazer com que essa bruxa maléfica enfrente a santa justiça da inquisição! Não importando em que reino élfico essa maldita esteja!

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  4. Aldharon, o Relâmpago Negro de Heironeous3 de fevereiro de 2011 21:25

    Ninguém há de tocar em Selwyna.

    Todos que se aproximarem dela, sejam elfos ou inquisidores, sentirão o fio impiedoso de minha espada.

    Protegerei Selwyna de tudo, inclusive da própria insensatez.

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  5. Lenora, sumo-sacerdotisa de Corellon3 de fevereiro de 2011 23:06

    Sinto muito por todo teu sofrimento, Selwyna, mas fico feliz em ver que achastes luz e esperança em tua jornada. Mais vale um coração que se redime da escuridão e escolhe a luz após já ter passado por tantas provações do que aquele que já nasce imaculado!

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  6. Selwyna, a Bruxa da Rosa Negra3 de fevereiro de 2011 23:22

    Muito obrigada pelos elogios, amigos. Mas admito que tive um pouco de ajuda na hora de escrever. Hehehe :-)

    Pare com isso, Aldharon! Não vês que estás doente? Deixe-me ajudá-lo, por favor! Pare de machucar as pessoas, e volte a ser aquela pessoa gentil e amável de antes.

    Obrigada pelas palavras de conforto, amiga Lenora. Espero poder salvar o coração do meu amado da mesma forma que ele salvara o meu no passado.

    Travers, digo-te apenas uma coisa: tenho pena de pessoas como você, que não possuem compaixão ou esperança em seus corações, e que são pressas a um dogma fanático e torpe.

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  7. Tanto Lenora como eu temos certeza de que conseguirás salvar o coração de teu amado, Selwyna! Conte conosco para ajudá-la!

    Comporei uma canção sobre ti e a cantarei para que todos saibam que sempre há chance de recomeçar em nossas vidas...

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  8. Rhorvals Alhanadel, o Ciclone de Aço5 de fevereiro de 2011 13:51

    Sempre me culparei por não ter impedido sua mãe de me acompanhar naquela missão, minha filha. No entanto estamos contigo agora, e não se preocupe com esse ex-paladino corrompido ou o inquisidor fanático! Tanto eu quanto Verhanna a protegeremos desses canalhas monstruosos que querem te escravizar!

    Lenora e Astreya, eu agradeço do fundo do meu coração a preocupação e estima que ambas nutrem pela minha filha.

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  9. Não se preocupe minha estimada aprendiz! Sei que conseguira salvar o nobre Aldharon no final, e não se aflija, pois aqueles que te querem bem irão estar ao seu lado. E também como todo mago que se preza, eu ainda tenho um truque (ou dois) escondido(s) na manga!

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  10. Selwyna, eu sei que passas por um momento difícil, mas quero que saiba que não importa o que aconteça, sempre terás um lar na floresta de Sovyrian! Todos aqui te estimam e lhe querem bem. Minha sobrinha Driana fora salva graças à magia e a bondade que residem em teu coração! Em nome do povo de Sovyrian, e a convido para participar do nosso ritual de consagração a Lua, e espero que nós possamos dançar novamente sob a luz das estrelas.

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  11. Aldharon, o Relâmpago Negro de Heironeous6 de fevereiro de 2011 11:33

    O único ritual que teremos sob a luz das estrelas será sua execução, elfo traiçoeiro!

    Você tenta confundir Selwyna com suas palavras doces, mas não terá sucesso, pois HEI DE ARRANCAR SUA CABEÇA E SUA LINGUA MALDITA!

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  12. Eu não possuo o intento de confundir ninguém, Relâmpago Negro!

    Selwyna me contou sobre vós! Ela me disse que tu eras um nobre paladino, mas que vivia sempre ausente. Na minha opinião, Aldharon, tu não és nada mais do que uma criança egoísta que não deu valor para a esplendida pessoa que estava ao seu lado! Mas não se preocupe, pois eu a protegerei de todos aqueles que a quiserem mal! Não falharei com ela como tu fizeste, cão!

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  13. Aldharon, o Relâmpago Negro de Heironeous7 de fevereiro de 2011 15:23

    Aproveite teus últimos dias de vida, elfo, pois estou chegando.

    Se tiveres coragem para me enfrentar como homem, me encontre na entrada da floresta de Sovyrian. Se tiveres amor pela vida de seus seguidores, recomendo que venhas sozinho.

    Se não for homem o bastante para isso, não há problema: Hei de retirá-lo do buraco onde te escondes, arrancar tuas víceras e jogá-las aos cães. Isto mostrará a Selwyna que não tens a mínima capacidade de ser seu guardião.

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