sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Halls of Quests: O Resgate de Aldharon

“Durante uma missão junto de sua tropa, o paladino Aldharon entrou em um confronto sangrento com o Balor chamado Valaracur, o Sombrio, nas Catacumbas das Mil Mortes. O Balor fora destruído após uma batalha terrível, que clamou a vida de todos os homens de Aldharon. Extremamente ferido após o confronto, Aldharon examinou as catacumbas à procura de mais informações sobre o Culto do Fogo Profano, ordem a qual Valaracur fazia parte.

Durante esta busca, Aldharon encontrou um velho tomo e uma espada de cabo negro e lâmina avermelhada. Aquela, segundo o tomo era uma espada amaldiçoada chamada Esmagadora de Almas, que seria usada pelo líder dos Cavaleiros Negros da ordem na próxima noite.

A espada, de acordo com o tomo, tinha dois mil anos de existência, e um espírito extremamente maligno. Ela roubava as almas daqueles que tombassem perante seu fio, e quando tivesse almas suficientes, abriria um portal que fundiria parte do plano Pandemônio ao plano material. Por eras, ela foi extremamente cobiçada por guerreiros de coração sombrio, pois conferia a seu portador grande poder, mas gradualmente corrompia o coração de quem a usasse.

A única forma de destruí-la era através da destruição de quatro selos protetores, que estavam localizados em Pandemônio. Sabendo que não conseguiria esconder a espada e que logo os Cavaleiros Negros viriam clamá-la, Aldharon empunhou arma.

Uma conexão entre o paladino e a Esmagadora de Almas foi estabelecida naquele momento. Como a força de vontade e virtude de Aldharon eram muito grandes, a espada não o afetou de imediato, mas ele sentia que seu coração seria gradativamente tomado pela arma. Ativando uma habilidade especial da espada, Aldharon abriu um portal e foi levado para Pandemônio, onde pretendia encontrar e destruir todos os quatro selos e as criaturas nefastas que os guardavam, e assim poder finalmente neutralizar a Esmagadora de almas....”

A partir deste ponto, vós continuareis a história, sendo que cada um deve escrever algo baseado no que foi escrito anteriormente. Podem inserir vossos personagens da forma que quiserem (para ajudar Aldharon, tentar tomar a espada, contribuir para sua corrupção, encontrar e destruir um dos selos...) e narrar quaisquer acontecimentos que julgarem apropriados, mesmos os passos de Aldharon em sua cruzada por Pandemônio.

A regra é que cada um escreverá uma parte da história (através de um comentário), e que esta mesma pessoa só poderá escrever outro depois que uma pessoa diferente tenha escrito algo (ou seja, todos podem participar quantas vezes desejarem, mas nunca duas vezes seguidas).

Pode haver lutas entre vós, contra ou ao lado de Aldharon, mas nenhum personagem tem permissão de matar o outro durante as narrações (apenas derrotar ou ferir gravemente). Ao final do dia 16 de dezembro, o resultado disso será decidido em uma enquete.

Que os deuses da guerra estejam convosco!

22 comentários:

  1. Mas Aldharon sentia que algo sombrio havia despertado no fundo de sua alma. A mesma raiva que ele sentiu meses atrás, quando ouviu Gronark proferir com grande alegria as atrocidades que havia feito. E que tinha vindo à tona quando sua amada Selwyna foi acusada pelos inquisidores St. Cuthbert.

    Sua fúria só aumentou quando soube que o clero de Zarus tinha atacado uma cidade, onde sua amada estava com uma pequena tropa de paladinos de Heironeous, e que estes haviam escolhido não lutar para evitar a morte de muitos inocentes, assim condenado sua amada ( Que felizmente escapou. ) e os demais não-humanos da pequena cidade! Ele sentia raiva de si mesmo, dos Zaronianos, e até mesmo dos seus irmãos paladinos.

    Ele inconscientemente sabia que a espada usaria essa raiva como caminho para a alma do paladino. Por isso ele sabia que deveria se apressar, pois muita coisa estava em jogo...

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  2. ... Aldharon sabia que deveria manter pensamentos puros para resistir ao poder da espada, mas isso era cada vez mais difícil conforme ele andava pelas plánícies devastadas de Pandemônio. Ele podia sentir onde estavam os quatro selos, e sabia que estava perto de um. Após derrotar um grupo de demônios, Aldharon sentiu seu sangue ferver; a espada queria mais sangue. Se não fosse um paladino de coração nobre, ele sabia que já teria sucumbido.

    O desejo da espada aparentemente teria uma chance de ser saciado, pois repentinamente, um enorme demônio surgiu atrás de Aldharon. Era o guardião do primeiro selo.

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  3. Aldharon empunha a espada e solta um brado de guerra que nem ele mesmo sabe de que canto escuro de sua mente aquilo saíra.Ele sente que algo diferente em si despertara ao ver o demônio.Então ele ataca em fúria, desfere seu primeiro golpe na perna do enorme demônio que cai de joelhos.O demônio revida com um golpe de um machado atroz inutilmente, Aldharon desvia de seu golpe com estrondosa facilidade, e mais uma vez sente que há algo errado. Aldharon desfere mais um golpe, dessa vez acima dos olhos da criatura, o sangue sega o demônio que não reage mais. Aldharon desfere o golpe de misericórdia, e esta prestes a decepar a cabeça da criatura, quanto o ser abre os braços e revela um selo.

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  4. Sagramor, o Libertador4 de dezembro de 2010 15:28

    Sem hesitar, Aldharon golpeia mais uma vez, partindo a cabeça do demônio e o selo (uma runa feita de uma rara pedra vulcânica) em um só corte. Quando o selo é destruido, ele sente uma dor tremenda percorrendo todo o seu corpo. Neste momento, o paladino chegou à terrível descoberta de que tudo aquilo que afetasse a espada o afetaria também. Até que ponto, ele não sabia, mas não importava, pois "havia um trabalho a ser feito".

    Aldharon sentia uma leve sombra envolvendo seu coração. Sem mais demora, partiu em busca do segundo Selo, que, segundo a espada, estava em uma montanha próxima dali.

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  5. Nesse momento, Aldharon pensou em sua amada e percebeu o triste destino que havia se imposto a eles: se o paladino tivesse levado Selwyna consigo, ela estaria naquele lugar terrível; deixando-a livre, ela havia ficado a mercê do ataque de Zarus enquanto ele estava fora e não pôde nem sequer lutar por ela. E agora ele segurava aquela espada amaldiçoada, incerto de seu próprio destino. Enquanto seguia para a montanha, ele sabia que não poderia perder as esperanças ou senão a espada tomaria o controle de sua alma na primeira brecha que seu coração permitisse; no entanto, estava sendo difícil manter-se são. Apertou um pequeno medalhão que levava ao pescoço, memórias da época na qual resgatara sua amada pela primeira vez, e continuou a caminhar.

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  6. No instante que Aldharon tomou posse da Espada das Almas, condenou sua vida. Kharedamus o Usurpador de Almas, virá busca-lo para ser seu escravo, como milhares de outros guerreiros, paladinos, anões, sacerdotes, entre outros que se atreveram a enfrentá-lo. Kharedamus tem fome da alma alheia.

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  7. Gronark, Deus do Sofrimento e Campeão do Chaos4 de dezembro de 2010 19:06

    Aldharon parou abruptamente quando ouviu uma risada extremamente maliciosa vinda do alto da montanha. Ele sentiu um violento calafrio quando reconheceu de quem era a risada!
    - Há quanto tempo não nos vemos amiguinho? – perguntou uma voz que vinha das costas do paladino.
    Aldharon sentiu uma estranha felicidade ao ouvir a voz, mas logo ele notou que era a Esmagadora de Almas que se alegrava. Rapidamente tomado pela surpresa e por um ódio irracional, ele se virou rapidamente desferindo um poderoso golpe em forma de arco com a espada.
    -HAHAHAHAHA, É assim que se cumprimenta um velho amigo, Aldharon? – falou o demônio-aberração parando o golpe e agarrando a espada com a mão direita com extrema facilidade.
    - GRONARK, seu maldito! - Bradou furiosamente o paladino- Dessa vez eu ire...- Aldharon não pode terminar sua ameaça pois recebera um violento soco de Gronark, que o arremessou a 12 metros e com as costela quebradas.
    - Agora que está mais calmo, vamos conversar- Falou a coisa enquanto se aproximava do corpo quebrado do paladino e invocava uma magia de cura.
    Aldharon se sentia confuso, mas logo ouviu – Não quero te matar, seu tolo- falou com um sorriso debochado - Quero lhe mostrar uma coisa- uma bola de cristal magicamente surgiu nas mãos de Gronark, e Aldharon viu o momento em que os paladinos recuaram perante os cavaleiros de Zarus e as barbaridades que eles fizeram com os não-humanos.
    - É lindo o que eles fizeram com aquele bebe meio-elfo não?- Perguntou a aberração divina se divertindo com a expressão de ódio no rosto do paladino – Agora veja isso – a bola de cristal mostrou os mesmos cavaleiros de Zarus em uma taverna, humilhando uma criança Halfling.
    - Para destruir o próximo selo, terás que me trazer a cabeça desses homens, pois somente assim te deixarei destruir o próximo selo- exclamou de forma autoritária o demônio.
    - Jamais aceitarei suas ordens, demônio – Gritou o paladino com toda a sua vontade!
    - HAHAHAHAHA, estou-lhe dando eles de presente- gritou Gronark em meio às risadas – Teus irmãos não salvaram aquelas pessoas, mas você pode vingá-las- exclamou o demônio, mas antes de dar uma resposta Gronark falou - e lembra-te, tu nada podes fazer contra mim, traga a cabeça deles e você destruirá o selo, lute contra mim e você morre-
    Gronark abriu um portal para o plano material e mesmo contrariado o paladino passou pelo portal, pois sabia que não tinha escolha e em uma parte sombria de sua mente ele se alegrava ao saber que infringiria dor a aqueles monstros em forma de humanos!

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  8. Lord.Aaron, Coração Destemido4 de dezembro de 2010 22:49

    A chuva encharcava seu corpo e armadura. E caminhava confuso naquela noite em direção a taverna. O dilema inundava sua mente, mas mesmo assim sabia no fundo que com a Esmagadora de Almas destruida, milhares de outras pessoas seriam salvas. Aliás seus colegas fariam o mesmo naquela situação, pensava.
    Quando sua bota passou pela soleira da porta, Aldharon pode ver as vítimas dormindo ao chão pela bebedeira. E a passos leves se aproximava de um homen que a tempos chamara de amigo. No erguer da espada pode sentir toda aquele jubilo que vinha da mesma por suas veias.
    Quando a lâmina faminta por almas descia pode ouvir um suspiro. E lá estava aquele garotinho acuado debaixo duma mesa num virar de seu olhar.
    Mais assustado que tudo, flagelado e paralisado pode toca-lo e trazer denovo para o paladino o resto de humanidade naquele momento.
    - Mas o que estou fazendo? - sussurrou olhando para a espada.
    - Mate! Mate! - clamava a vil espada.
    - Não! Eu não sou como você! Estes já foram outraras justos e bons e são seres como você que fazem isto a eles.

    - Bastardo! - pode ouvir Aldharon ecoando de longe da taverna.
    E em passos rápidos pode ver subindo colina dali a presença do deus do caos. E em fúria ergueu a espada sombria contra o vulto.
    - Bastarda é esta espada! Eu que a empunho e não o contrário! - dizia em tom de convite a peleja.

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  9. O deus do caos assistia o que achava ser uma bela cena, um paladino destronando seus irmãos. Ao ver seus planos falharem não se conteve e berrou:
    - bastardo! - Denunciando assim sua presença. Aldharon corre de encontro ao vil ser empunhando a espada, em sua mente só um pensamento – eu posso vencê-lo – mas se falhasse o que faria para destruir a espada? Estava disposto a arriscar assim mesmo.
    Ele sente uma fúria tomar seu coração a espada estava satisfeita com sua troca de alvo. Aquilo seria muito mais interessante que os paladinos descuidados.
    Aldharon se encontra com Gronark que lhe diz:
    - Tolo patético, devia ter me obedecido, agora irá sofrer as conseqüências de sua insolência.
    - Não Gronark, você é que sofrera sob meus pés – Aldharon não sabia se aquilo avia sido proferido por ele ou pela espada, mas pareceu satisfeito em dizê-lo.
    Um trovão corta o céu bem no momento em que ambos entram em posição de combate.

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  10. Galadhon, o Senhor das Lâminas5 de dezembro de 2010 18:13

    Aldharon e Gronark iniciaram um combate terrível. Apesar de Gronark ser muito mais poderoso, a Esmagadora de Almas concedia grande força e vigor à Aldharon, que conseguiu, por alguns minutos, lutar de igual para igual com o Escolhido de Erythnul.

    Ambos desferiram golpes poderosos, que poderiam ferir deuses e destroçar o corpo e espírito de qualquer mortal. Aldharon sabia que sem o poder da espada que fora despertado por sua fúria, Gronark o mataria facilmente. No entanto, o paladino resistia.

    Gronark sabia que poderia vencer, mas se espantou com a força recém adquirida do paladino. Assim, o astudo demônio teve uma idéia.
    Ele se teletransportou para longe do paladino e disse:
    - Vou deixar você viver - disse o demônio gargalhando - e para provar minha generosidade, lhe darei o segundo Selo e o paradeiro do terceiro. Se...
    - Se? - perguntou Aldharon se esforçando para permanecer consciente.
    - Se matar o sumo sacerdote de Hextor que está no império de um velho inimigo meu - respondeu o demônio abrindo um novo portal - para um seguidor de Heironeous é um bom acordo, não?
    - você deveria até me agradecer! HAHAHAHAHAHAHAHA - gargalhou o demônio antes de desaparecer.

    Aldharon olhou curou seus ferimentos usando uma varinha que carregava e olhou fixamente para o portal...

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  11. Sua mente ainda não distinguia os pensamentos uns dos outros, mas ele sabia, tinha de continuar sua jornada a qualquer custo. Aceitou a contenda.
    Passou pelo portal, estando do outro lado avistou ao longe uma comitiva. Vários sacerdotes trajando as cores de Hextor, a frente de todos, seu alvo.
    Ele não sabia o poder de todos aqueles sacerdotes juntos, achou mais prudente observar e aguardar uma chance melhor.Seguiu o cortejo.

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  12. Enquanto Aldharon estava em um beco observando os sacerdotes, uma figura encapuzada, no fundo do beco, chamou seu nome, num sussurro:
    - Aldharon...
    O paladino rapidamente virou-se, espada em punho como um relâmpago, para encarar o que quer que estivesse espreitando-o.
    A figura encapuzada continuava parada, junto a uma parede de tijolos vermelhos, apenas dois olhos verdes, brilhantes, fitando-o através da sombra do capuz do manto.
    - Revele-se! - Falou Aldharon, em voz baixa, mas ainda sim com autoridade suficiente para que o homem sob o capuz se revelar.
    - Vim em paz, servo dos deuses - disse o homem. Mais do que isso, vim ajudá-lo. Meu mestre vê o seu potencial, mas também vê que você está sendo manipulado por Gronark...e por outros. Mas vim lhe dar escolhas...
    Aldharon abriu a boca para dar uma resposta ríspida, mas fechou-a em seguida. Ele estava caçando sacerdotes de Hextor com uma espada maligna, muito longe de onde deveria estar, no Pandemônio, ou onde queria estar, nos braços de sua amada. Ele encarou o estranho por um longo tempo.
    - Diga o que quer e a quem serve - disse por fim.
    - Sirvo ao Benfeitor da Humanidade. E quanto ao que quero, bem, o que meu Mestre quer, é trazê-lo de volta para a luz...Siga seu próprio caminho e deixe de ser a marionete dos outros...Isso é o que quero que faça:

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  13. Lord.Aaron, Coração Destemido7 de dezembro de 2010 21:35

    - Controle a Esmagadora de Almas - dizia o vulto de olhos cintilantes. Aquilo pareceu absurdo aos ouvidos do paladino em primeira hora mas depois de uma pausa o estranhou continuou a explicar.
    - Meu mestre vê que bem no seu fundo existe uma força que pode domar e controlar esse demônio. Que com o devido treino e força de vontade poderá fazer desse vil ser... um escravo... - A espada pareçia relutante ao ouvir tais palavras. - Dessa maneira a solução pra sua peleja poderá vir mais rápido e nem mesmo um deus como Gronark poderá te intimidar.
    Após um momento de pausa Aldharon abaixou sua arma refletindo.
    - E como eu faço isso? - disse o paladino num tom inquieto e tímido.
    - A espada possui de certa maneira, suas próprias travas... Que se você conseguir ir liberando-as conciente, terá total domínio sobre um poder que nenhum outro mortal tavez tivesse nas mãos.
    Aldharon parecia observar a espada agora não como um demônio impetuoso mas como um monstro com seus próprios tendões enfraquecidos.
    - Mas e por hora? Tem algo em mente para os planos de Gronark que achas que me manipula? - indagou o guerreiro com sua espada agora mansa e temerosa.
    Então a figura encapuzada parou por uns instantes observando a corte que parara por uns segundos, e voltou depois seu olhar ao paladino.
    - Sim eu tenho...

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  14. ...deixei-os. Eu cuidarei deles. Volte ao pandemônio. Derrote os selos, mas da maneira descrita neste pergaminho. Assim você terá domínio sobre a espada.
    Nisto a espada deu um pulso na mão de Aldharon, mas ele cerrou seu punho e aquietou-a.
    Com estas palavras a figura misteriosa abriu um portal para o paladino.
    Antes de Aldharon entrar, o homem ainda lhe disse:
    - E não se preocupe com Gronark, meu mestre cuidará para que ele não te incomode novamente.
    Aldharon entrou no portal, pronto para enfrentar novamente os horrores do pandemônio.
    Enquanto isso, sangue banhava as ruas ao redor da comitiva caída de hextor.

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  15. Aldharon se encontra no mesmo lugar onde encontrou Gronark pela primeira vez. Ele podia novamente sentir o selo que estava próximo, seu coração palpitava de ânsia pelo combate que parecia próximo, daí percebeu ser a esmagadora de almas tentando tomar as rédeas novamente, então se acalmou e disse:
    - Não, dessa vez eu dou as cartas – A espada se aquietou.
    Subiu a montanha por um estreito e traiçoeiro caminho em um de seus lados. Ao chegar próximo ao topo viu a entrada de uma caverna, soube ali onde encontrar o que procurava.
    Dentro da caverna que cheirava a morte, Aldharon se deparou com um ser que parecia sair de um sonho. Era uma bela mulher com olhos negros e profundos, cabelos negros, lisos e enormes e de pele alva e de aspecto sedoso como nuvens. Ele não entendeu.
    - Ola, minha criança – disse Aldharon. – Estas perdida?
    - Oh nobre paladino, podes me ajudar? – disse a bela dona.
    - Sim, mas me conte como veio parar aqui nesse antro?
    - Fui arrastada para cá por um ser vil, estou com medo!
    - Não te preocupes, te levarei daqui à um lugar seguro, se acalme tudo bem?
    - Sim nobre senhor, vejo que seu coração é puro, sei que podes me ajudar, só não sei se é como pensas.
    - Não vim só, a criatura levou meu noivo com ela mais ao fundo da caverna, me ajudarias a resgatá-lo.
    - Não sei se posso – pensa apenas com sigo o paladino.
    - Oh por favor, me ajude eu lhe peço – implorou a jovem ao perceber sua relutância. – Eu lhe mostro o caminho.
    - Temos de ser breves então – Disse o destemido herói.
    Aldharon se deixou levar pela linda jovem caverna adentro. Nesse ponto Aldharon havia baixado sua guarda, foi quando...

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  16. Lord.Aaron, Coração Destemido14 de dezembro de 2010 21:19

    Pode ver o tormento com seus própios olhos. Milhares de tapecarias tecidas com as mais caóticas e perturbadas emoções humanas estampavam toda a vasta gruta que se via. Aquilo era agonizante, ver aquelas almas pedindo ajuda e clemência aos berros em seus ouvidos, fez o paladino recuar e ajoelhar em sufoco.
    - É lindo não? - dizia a jovem o envolvendo com seus braços. - Cada rancor e ódio... Que bela arte não se pode fazer com o que os homens trazem no coração?
    Aldharon pode sentir o toque gélido da jovem que parecia mais uma fria e dura pele de lagarto que humana, e um rabo que circundava suas pernas.
    - Agora... Quando soubi que viria até min, mal podia conter minha felicidade. Me chamo Kaheylla, sou um ágota muito especial, e faço da agonia meu prazer, da tristeza minha esperança. Me diga... - dizia com uma ternura fria. - Que rancores trazem esse paladino portador de almas ao meu covil?
    Nisso Aldharon pode ver os vis olhos da fera, eram aterradores e arrancavam os mais profundos temores de seu coração.
    - Ah... Isso é bom... - dizia o ser vil enquanto se deliciava vendo o guerreiro suar frio com suas lembranças.
    Tudo viajava em sua mente, como se a vida inteira passase como um filme aos seus olhos. E a espada ia tomando cada vez mais poder dentro dele. Uma bater mais forte do seu coração e lhe veio a imagem de sua amada. Aquilo foi o suficiente para o libertar. E um golpe e uma lágrima voou no ar.
    - Largue-me infeliz! - dizia para aquela fera que tivera um olho coberto de sangue de sua testa.- Pode ganir quanto quiser, não irei embora antes de cumprir o que vim fazer!
    - Insolente - gritava a jovem. - Vai morrer debaixo de minhas garras e será mais uma tapecaria de minha coleção!- disse a fera enquanto se revelava um ser colossal com um coração que batia externamente.
    - Então aí? Aí que traz o selo fera? - dizia começando a escalar suas costas.
    - Verme! Saia de min! - respondeu.
    - Agora quem deve largar quem? - dizia o paladino ao ombro da fera. - É por isso que esta espada e nem você me terão! Somente na escuridão que os medos, e tristezas aparecem enormes, mas na verdade são eles quem temem a luz da chama que há no coração dos homens! - dizia rasgando o peito da fera acabando com o segundo selo.

    As tapecarias vendo sua dona jazida começaram a ganir de dor tão alto que o paladino teve que ir se esgueirando pela caverna. Chegando a superfície aquela terra não era a mesma, o chão começou a ceder e com ele foi caindo e caindo. Até quando sentiu o pesado toque do chão e a escuridão ao seu redor e mais nada.

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  17. O paladino caiu em uma galeria de cavernas subterrâneas, a sua frente havia o que parecia dezenas de caminhos por onde seguir, mas ele sabia exatamente em qual direção ir até o próximo selo. Então ele caminha em direção a um túnel e segue sua destemida jornada até seu encontro com a próxima aberração que tentaria lhe deter, se os deuses o ajudassem, em vão.
    Aldharon depois de muito andar vê uma luz a sua frente e seu semblante se anima, ele sabe que esta a caminho de um selo. Ele sai e a luz lhe cega por alguns instantes, mas logo ele consegue ver a sua frente um vale pedregoso e extenso.
    - Do outro lado, é só atravessar, que do outro lado minha jornada estará mais próxima do fim – pensou com alegria incontida o paladino.
    Seguiu descendo o vale em direção de onde seu coração mandava, e caminho por mais um longo tempo. Foi açoitado por ventos uivantes, escutara suplicas e gemidos de todas as espécies, pelo caminho lutara por sua vida mais de uma vez com seres monstruosos, se não fosses sua determinação e sua mente forte e concentrada teria enlouquecido.
    - Lugar horrível! – disse o paladino – mas o que se esperar deste antro.
    Aldharon chega a uma vila, o lugar parece abandonado mas todos os seus sentidos dizem a ele que o selo esta lá. O paladino resolve envestigar...

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  18. Aldharon pára no centro da cidade abandonada. Ele sente o selo pulsando por perto, mas não consegue detectar sua localização exata.
    Ele retira o pergaminho de seu alforje, aquele entregue pelo estranho encapuzado. Ele revê as instruções sobre como destruir os selos.
    Um leve termor percorre o solo estéril, mas ao invés de diminuir de intensidade, ele aumenta. O paladino sente que algo está se aproximando, e depressa.
    Os tremores se tornam violentos demais para as edificações já em ruínas, que desabam ao redor do guerreiro. Por um momento ele pensa em sua amada e imagina se ela está em segurança,
    mas logo tudo é varrido de sua mente quando um enorme verme rompe a terra poeirenta a alguns metros dele. A criatura é enorme, feita de ossos que estão em constante movimento, materializando uma forma diferente a cada segundo.
    O monstro, mais um tributo ao caos do maldito Pandemônio, parece farejar o ar, mas sem nenhum nariz discernível e avança sem relutar direto para Aldharon. O paladino não esperava que uma criatura daquele tamanho pudesse se mover tão rápido,
    então foi pego de surpresa. O verme agarrou-o com sua mandíbula, fazendo com que lascas de ossos perfurassem a armadura e o corpo do paladino, que sentiu seus ossos sendo drenados.
    Parecia tudo perdido para o cavaleiro da luz quando...

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  19. De longe uma sombra dispara uma flecha de brilho estridente contra o ser medonho, que se contorce e deixa o paladino cair. Livre Aldharon não perde a chance e ataca o monstro com ferocidade, e num único golpe abre o que seria o ventre da criatura de cima a baixo em sua queda. Mas o ser de ossos se regenera de imediato, Aldharon não se da por vencido e desfere um, dois, três golpes certeiros contra a aberração, que volta a se regenerar e com um giro contra ataca o paladino o jogando contra a parede de um dos casebres abandonados que cai ao receber Aldharon. O paladino se levanta, mas seu semblante muda, demonstra uma fúria desconhecida em seus olhos, cenho fechado e assustador, a esmagadora de almas se regozija com aquilo, ela volta ao controle num momento de fraqueza de Aldharon, agora é com ela e nada nem ninguém pode deter-lhe antes de alcançar seu objetivo, SANGUE...

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  20. Um som gutural, primitivo, selvagem...FAMINTO sai da boca de Aldharon:
    - ARGHHHHH!!!!
    Ele golpeia o corpo da criatura repetidas vezes, até transformar os ossos em pó, e continua golpeando.
    Friederich Tiro Certeiro, um caçador de Ehlonna, trajando vestimentas de couro reforçadas, se aproxima cautelosamente, o mesmo que salvou a vida do paladina momentos antes. Ele reconhece o humano sanguinário à sua frente como um paladino, embora pareca mais um bárbaro naquele momento.
    Mantendo sua distância, o caçador exclama:
    - Acho que ele já está morto, meu amigo, poupe sua energia!
    A voz do homem parece vir de muito longe. Aldharon, ainda sob o comando da espada, vira-se para o intruso, ainda sedento por sangue. Ele levanta a espada maldita e avança em direção à sua próxima vítima.
    Um pouco surpreso, mas completamente sob controle, Friederich arma seu arco e o aponta para Aldharon, dizendo calmamente:
    - Não faça isso ou vai se arrepender...
    Aldharon avança, a espada o impelindo, aquele som faminto ecoando de sua boca novamente. Friederich, relutante em matar um paladino sem maiores explicações mira em uma falha da armadura de seu adversário e murmura:
    - Eu avisei...
    A flecha parte do Arco do Grande Caçador de Arbórea, certeira como sempre, e explode em sua alvo, criando uma onda de choque que impele seu inimigo para trás.
    É o suficiente para Aldharon recuperar o controle, soltando a espada ao cair no chão. Friederich arma outra flecha e pergunta:
    - Não quero te matar, mas os deuses sabem que isso não será difícil para mim. Então é melhor ter uma boa explicação por ter me atacado.
    O paladino, então, responde:
    - Paz, vianjante, meu nome é Aldharon, e estou numa missão...

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  21. Aldharon destrói o selo da criatura enquanto conta sua historia ao caçador.
    - E foi isso, peço perdão pelo meu descontrole momentos antes, não era eu simplesmente, sei que parece estranho, mas... – disse Aldharon.
    - Não se preocupe, compreendo seu infortúnio, mas pelo que me disse esta a caminho do ultimo selo, correto?
    - Sim, meu tormento parece estar próximo do fim, se os deuses permitirem estarei de volta a minha terra em breve.
    - Sim claro, só posso desejar-lhe boa sorte em sua jornada paladino, pena não poder ajudá-lo mais, tenho meu próprio caminho a trilhar e meus próprios demônios a vencer. – Pois que os deuses estejam convosco nobre viajante, e boa sorte.
    Os dois se despedem e segue cada qual seu destino.
    Aldharon continua, seguindo agora o ultimo selo para finalizar sua jornada...

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  22. Aldharon prossegue para seu destino final. Cada passo à frente parece acrescentar um peso às costas do paladino. Ventos uivantes açoitam o corpo e a mente do guerreiro, vozes que vociferam em linguagem ininteligível o destino que aguardo o paladino.
    Se houvesse algum viajante para observar o ser que se ratejava para seu destino com certeza pensaria estar diante de uma pessoa insana: cabelos desgrenhados, armadura aos pedaços, borrifos de sangue cobrindo o corpo, andar errante. Mas o fato mais evidente era o olhar, um olhar febril, delirante, atormentado: se os olhos são a janela para alma então aquelas eram as janelas do hospício.
    Enlouquecer é parecido com morrer de frio: no início o frio incomoda, luta-se contra ele e, apesar de acharmos que estamos vencendo a luta, lentamente vamos adormecendo, sentindo a paz que só o sono gélido traz. Era isso que estava acontecendo com nosso outrora nobre paladino: ele acreditava estar são, acreditava estar vencendo os ventos uivantes do Pandemônio quando na realidade a loucura já haviam quase tomado conta de sua mente. Nem seu deus poderia ajudá-lo pois ele já havia renunciado esta ajuda inadvertidamente ao usar a espada.
    Os únicos pensamentos que o mantinham com um resquício de humanidade eram de natureza totalmente opostas: o desejo da espada por sangue e o amor que sentia por Selwyna. Qual pensamento o guiaria para fora da maré de loucura, se é que algum o faria, nem os deuses sabem.
    Após horas (ou dias ou meses ou anos...) de caminhada Aldharon finalmente vislumbrou, no olho de sua mente distorcida, o guardião final: a própria espada, o quarto selo. Sua loucura permitiu que a espada se materializasse em sua mente. A batalha final seria lá, uma batalha interior, os dois seres lutando pela sua existência...

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