quinta-feira, 15 de julho de 2010

Halls of the Gods: Kord, o Lutador

Saudações, nobres almas.

“Para um guerreiro, não existe sorte ou azar, não existem dias bons ou ruins. Um homem comum enxerga seus problemas como barreiras ou maldições. Um guerreiro enxerga apenas desafios, que devem e que serão superados.”

- Kord, o Lutador

Inalguro hoje nos Salões de Valhalla a série Halls of the Gods, com um pergaminho sobre Kord, o Lutador, o Deus da Força e da Coragem.

Devo avisar que muitos de vós que possuem os tomos Divindades e Semideuses e Crenças e Panteões encontrarão diferenças no que cerne aos níveis de classe dos deuses apresentados. Como estes tomos foram criados antes do saudoso Livro dos Níveis Épicos, os níveis de classe das divindades foram extra-oficialmente atualizados, e é esta versão mais nova (e coerente) que apresentarei para todas as divindades mostradas nesta série.

Kord

Classe: Bárbaro 30/ Guerreiro 30
Tendência: Caótico Bom
Posto Divino: 15 (Divindade Intermediária)
Domínios: Caos, Bem, Sorte e Força
Plano Natal: Ysgard

Filho de Phaulkon, o deus dos ventos, nuvens e tempestades, e Syrul, a Deusa das mentiras, trapaças e falsas promessas, Kord é o deus da força e da coragem, muito cultuado por bárbaros, guerreiros e atletas.

Kord, conhecido como o Lutador, o Matador de Dragões e o Libertador, é uma divindade que estimula seus seguidores a estarem sempre no auge da forma física e mental. Apesar de hedonista e vaidoso, Kord valoriza muito o cultivo do espírito, e exige que seus seguidores possuam resolução e força de vontade absoluta ao lidar com adversidades.

Ele espera que seus seguidores liderem os mais fracos através de bons exemplos de força e coragem, e ensina que a coragem verdadeira é a maior das virtudes, e que deve ser cultivada por todos, governantes e governados. Apesar de defender que os fortes devam liderar os fracos e valorizar a força, Kord abomina a tirania, o domínio e a opressão.

Kord freqüentemente combate gigantes com as mãos nuas e promove grandes torneios marciais em seu palácio de carvalho, o Salão dos Valentes, no plano de Ysgard. Quando está caçando dragões malignos, Kord normalmente carrega sua espada inteligente chamada Kelmar, a Destruidora de Dragões.

21 comentários:

  1. Gronark Deus do Sofrimento e Canibalismo15 de julho de 2010 17:46

    Kord é claramente baseado em Thor. E eu achei totalmente errado ele ter paladinos na 4. Edição.
    Odin, você poderia citar a fonte, de onde tirou as fichas novas dos deuses?

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  2. Hum...esse é um guerreiro com quem vale a pena cruzar espadas.

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  3. Tens razão, lord Ragnarson. Kord é realmente um grande e feroz oponente. Bruno, agradeço também tua presença e teu elogio.

    Gronark, de fato, Kord foi baseado em Thor, assim como Hextor fora baseado em Ares e Heironeous em Atena e Tyr. concordo contigo no que dizes à respeito da relação entre Kord e paladinos, feita na quarta edição de D&D.

    Eu, particularmente (e que fique claro, esta é uma opinião meramente PESSOAL) não gostei de nada do que foi feito na 4a edição, pois ela destruira décadas de histórias e ambientações em prol de lucro e de uma mecânica de jogo que desfavorece totalmente a arte de criar e narrar histórias.

    Quanto às novas fichas, elas representam um consenso entre a discussão de vários jogadores antigos em foruns de RPG, onde chegou-se à conclusão de que os níveis de classe das divindades deveriam ser modificados da seguinte maneira:

    Nível 20 quando se tem duas classes: passaria a ser nível 30 em cada uma delas.

    Nível 16-19: passaria a ser nível 20
    Nível 5-10: passaria a ser nível 15
    Nível 20 quando se tem três ou mais classes: passaria a ser nível 25.

    Um exemplo apenas para ficar mais claro:

    Gruumsh era: Guerreiro 20/ clérigo 9/ bárbaro 9

    Pela nova regra ele seria:
    Guerreiro 25/ clérigo 15/ bárbaro 15

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  4. Concordo com o bravo Odin sobre a 4ª Edição. Pra falar a verdade, quase tudo hoje visa o lucro e deixa a arte de lado.

    Veja a foto divulgada do filme do Thor... não há arte, não há verossimilhança naquilo. É algo circense, cheio de efeitos e purpurina, deixando o enredo de lado. A 4ª edição segue o mesmo caminho, enchendo os olhos com uma fantasia overpower que não encerra nada de mítico.

    Fico feliz com a adaptação de O Senhor dos Anéis para a telona, que não usou de tais artifícios, mas manteve o clima VERDADEIRAMENTE épico da história.

    Por falar nisso, de onde surgiu a idéia de que épico significa nível elevado?

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  5. Acho que está na hora de começar a fazer ameaças de morte aos produtores do filme de Thor. As imagens mostradas também me deixaram deveras preocupado...

    Achei muito interessante tua pergunta, nobre clérigo, e a oposição que fizestes entre fantasia overpower e fantasia mítica. Concordo contigo que estes são caminhos completamente diferentes e, de certa forma, antagônicos.

    A idéia de que algo épico deve ser associada a níveis elevados já se tornou "senso comum", mas é bastante equivocada. Basta observar a bela obra do mestre Tolkien para constatar isso: As missões mais épicas e lendárias foram sempre realizadas pelos indivíduos menos poderosos.

    Isso nos lembra que para realizar grandes feitos não é necessário poder e esplendor, apenas a vontade e a determinação de fazer o que é certo. Acredito que esta é a essência do RPG e da fantasia medieval, e a diferença entre "overpower" e "mítico".

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  6. Concordo plenamente com o que estão dizendo, sábios clérigo e Odin! Níveis elevados não são sinônimo de algo épico...

    Épico é desenvolver os personagens desde os níveis mais baixos, para envolvê-los em uma história que cresce com eles. O Senhor dos Anéis é um ótimo exemplo disso!

    E por fim, salve Kord, deus da força!

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  7. Erëndil Valandil16 de julho de 2010 13:37

    Saldações a todos que estão aqui.

    Deixo registrado também minha insatisfação com relação à quarta edição de D&D. Eu e meu grupo desistimos das regras de Dungenos and Dragons depois do surgimento da infeliz quarta edição. (Conforme salientou Odin, está minha opinião PESSOAL).

    Encontrei um sistema novo de regras bem interessante. É o rpg Mutantes e Malfeitores. Suas regras são bastante genéricas e bem mais livres que a de Dungeons and Dragons. Alguém conhece este rpg? Se não, sugiro que experimentem. É muito bom!

    No cenário que estou criando utilizamos as regras de M&M para nos orientar.

    Bom, quanto à Kord (enfim, esse é o post dele, ahahahahahah...) não conhecia a história dele. De onde você tirou essa história, Odin? Dos fóruns também?

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  8. Erëndil Valandil16 de julho de 2010 13:38

    Outra coisa, o certo é Saudações e não Saldações como eu escrevi... ahahahahha...

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  9. Gronark Deus do Sofrimento e Canibalismo16 de julho de 2010 13:51

    Eu conheço esse sistema, tanto que nosso grupo está pensando em fazer uma campanha de superherois.
    O meu personagem já está em fase de criação. Hercules nível de poder 15, e vai ser totalmente inspirado na mitologia, e não aquele franginho da Marvel eu o palhaço do Kevin Sorbo.

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  10. Oyama Flagelo das Feras16 de julho de 2010 19:10

    Concordo com todos vocês bravos aventureiros, O multiverso da 4ªed é um pesadelo para qualquer jogador sensato em busca de boas histórias e aventuras. Realmente o talento das edições anteriores não é observavel no mais recente D&D.

    Gostei muito da adaptação feita no panteão de D&D, está bem mais coerente como Odin comentou.

    Que o grande lutador de Ysgard nos conceda sua força e coragem.

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  11. Erëndil Valandil16 de julho de 2010 21:19

    Gronark,

    tente jogar M&M com ambientação medieval.
    É muito bom! Fica algo como Conan, que detona todo mundo só de cueca de couro e espada bastarda! Que derruba um cavalo com um soco! Ou Red Sonja, que desce bordoadas nos outros só de biquini.
    ahahahahahahahah...

    Coisa q é impossível em Dungeons and Dragons, se você não tem uma cueca mágica mais do que épica! Ahahahahahahah

    Sugiro a quem não experimentou ainda, tentar. Não se arrependerão!

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  12. Gostei muito da postagem. Eu tenho livro Divindades e Semideuses e não concordei com algumas coisas que vi lá. E não gostei da 4ªEdição de D&D.

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  13. Galadhon, o Senhor das Lâminas17 de julho de 2010 18:13

    Realmente. Os níveis dos deuses deveriam ser maiores, e acho interessante a idéia de Odin em corrigir isso extra-oficialmente.

    quanto à quarta edição do D&D, concordo com o pessoal. Ela realmente não é boa, e meu grupo permanece firme e forte com a 3a edição.

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  14. Sagramor, o Libertador17 de julho de 2010 18:20

    Salve Kord, o Lutador!

    Os níveis das divindades precisavam mesmo serem aumentados. É tolo Elminster (um escolhido de Mystra, a deusa da magia) ter mais níveis de mago do que sua própria deusa.

    Espero que a enquete sobre os deuses comece a funcionar logo...

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  15. Gronark Deus do Sofrimento e Canibalismo17 de julho de 2010 19:31

    Eles já deviam ter níveis épicos nos livros, Divindades e Semideuses e Crenças e Panteões.
    A 4. Edição retirou um monte de deuses legais, como Heironeous, Hextor, Boccob, Ehlonna, Erythnull, St. Cuthbert e muitos outros sem dar a mínima explicação.

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  16. Tens razão, Gronark.

    Muitos personagens, elementos e histórias interessantes foram esquecidos ou ignorados na 4a edição, o que fez que vários jogadores mais velhos desistissem dela, como mostram vossos comentários nestes Salões.

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  17. Tá deixa eu pegar meu escudo aqui um segundo, eu discordo de vocês! E praticamente tudo.
    Primeiro o 4º é claro que é para gerar lucro, mas vejam as regras estão mais faceis de um jogador novo aprender. E sem lucro a empresa morre! E ela precisa sobreviver, nós sempre relutamos contra mudanças, pois elas nos tiram da nossa zona de conforto e isso é ruim para nós.
    Sobre os deuses eu acho que estão com niveis ótimos e muito bem calculados no 3.5, vcs esqueceram dos poderes dos deuses de nunca errarem, sempre sucesso, onde tá isso eu não lembro mas nos deuses e semi deuses tem.
    E bem Elminster é sim um caso aparte ele começou como ladrão foi roubar o templo da deusa Mystra e ela apaixonou-se por ele e viu todo o potencial dele, então ele se tornou um clérigo de mystra e um escolhido dela, mas ele percebeu que o poder dele como clérigo nunca seria superior ao da deusa e para isso ele deveria aprender por si só então tornou-se mago.
    Agora voltando aos sistemas não gosto de sistemas overpower, mas dá para jogar ótimas aventuras só de cueca matando tudo, MAs o mais importante em si não são as regras que vc usa e sim como o jogo rola, a história é sempre o mais importante e claro se vc acha os deuses fracos comba eles, se acha eles muito forte, diminui eles.
    E não confunda épico com nível épico.
    Épico é realmente algo muito dificil! Incrivel e talvez até impossivel! Como fazer os jogadores e monstros parecerem épicos, simples colocando niveis altos, mas isso realmente não quer dizer que uma aventura é épica. Já no senhor dos anéis vcs ignoraram que Aragorn é foda pra caralho, pois ele é guardião de uma região inteira e uma região imensa é rei alias ali só o Elfo que não é rei, Gandalf é fodonico é o mago branco antes de ser branco.
    Os unicos ali que são fracos mas com esconder épico e eu to falando agora de numeros são frodo e Sam.
    E sam sozinho arrebenda Laracna que é uma aranha que até sauron tem medo. Isso é épico pra mim.

    Agora pra se pensar, pense em niveis como quantidade de pessoas, um exemplo basico é força 18, um campeão de levantamento de peso tem força 18, quantos campeões de levantamento de peso existem?

    Mas todo guerreiro que se preste tem no minimo força 18 ou destreza 18 que é a mesma coisa quantos campeões olimpicos de ginastica vcs conhecem?
    Isso dá um post.

    Coisas que vc pode usar é a idade maxima do seu personagem ele vai morrer de velho e isso dá pra rolar no livro explica como.
    Ai o livro tbm sujere um ano para cada nivel, calculando rapido o seu herói começa com o que uns 16-17 anos então quando vc chegar no level 20 já tem uns 36 - 38 anos mais ou menos?
    Agora se vc usar que cada nivel é um ano e para subir dois niveis ele precisa de dois anos ou seja 1º nivel um ano 2º nivel dois anos assim ele chegaria no level 20 com tá ele não chegaria hahauah se não fosse elfo ou anão não chegaria hehehe.

    Concluindo:
    Eu prefiro o 3.5, mas não tiro o mérito do 4.0, as empresas precisam sobreviver para que os materiais que tanto queremos possam ser produzidos.
    O problema real do 4.0 é que ele não é open game. Fora isso achei uma ótima abordagem de como montar pcs e npc. É diferente do 3.5 é bem verdade, mas é bem legal tbm. E já rendeu ótimas idéias aqui.
    O poste está ótimo é uma nova abordagem gostei se usarei ou não ainda não sei, mas é bom sim.
    Agora os comentários apesar de discordar deles achei muito bom e dá pano pra mais uns 5 ou seis postes diferentes. O pessoal é D+!

    PS: Sobre o MM Achei terrivel e sofrivel não gostei.

    PS2: sobre os deuses aparecerem ou sumirem isso é devido ao cenário, apenas isso.

    PS3: existem ainda outros sistemas muito boms mas pouco usados devido a sua complexidade é o exemplo do Gurps o meu sistema favorito.

    Ps55: Só reforçando não confunda sistema com ambientação.

    Já falei d+
    Abraços pra vcs!
    Bardo Cego

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  18. Hahaha, tu és bem vindo para "falar demais" quando quiseres, bom bardo, assim como todos nestes Salões.

    Teremos opiniões diferentes, conflitantes e por vezes antagônicas, como aconteceu aqui. O importante é respeitarmos mesmo aquilo que discordamos e lembrar que o que serve para nós nem sempre servirá para os outros.

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  19. Eu gosto de uma frase que, reflete bem oque disse Grande Odin. um ladrão soltou uma vez na mesa algo assim:

    "Remédio de Pato é veneno de rato!"

    Ou " Veneno de rato é ramédio de pato!"

    Em fim quer dizer a mesma coisa hehehe.
    E Obrigado mais uma vez.

    Abraço a todos do seu amigo, Pato ou rato, Bardo Cego

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  20. Obrigado pelo post, Kord é meu Deus favorito do D&D, conheci ele através da 4° edição, quando pesquisei sobre ele no 3.5, gostei ainda mais, e acho q erraram muito sobre os deuses no 4e. E sobre ele ser uma cópia tlvz de Thor... Faz parte, é necessário ter Deuses do clima, como Pelor é o Deus do Sol e msm assim ele não tem nada à ver com Rá. Abraço e obrigado

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