domingo, 2 de maio de 2010

Contos de Asgard 1: As Crônicas de Krull (Prólogo)

Saudações, bravos aventureiros.

Como dito anteriormente, hoje trazemos a primeira história dos Contos de Asgard. Trata-se do prólogo da saga do grande Krull, o Bruto, o poderoso bárbaro matador de orcs bem conhecido nestes Salões. Boa leitura!

As Crônicas de Krull: Prólogo

Por Frodo Bacchi (http://krullobruto.blogspot.com/)

Krond, chefe do povoado bárbaro localizado ao norte da floresta de Emuck, estava feliz pois iria finalmente ter um herdeiro. Odra, sua esposa, estava grávida e sua intuição levava-lhe a crer que seria um menino.

Neste mesmo momento, os orcs de toda Undília torturavam, matavam, guerreavam, dominavam, bebiam, brigavam, se matavam, enfim, “orqueavam” felizes, sem imaginar o inferno que os deuses haviam lhes reservado: Krull, o Bruto, estava prestes a nascer.

Se você não sabe quem é Krull, não se preocupe, você irá conhecê-lo logo mais. Se já o conhece, então sabe que é preferível ser uma carniça no meio de abutres do que um orc na frente de Krull.

Enfim... os deuses, mesmo sem saber, iriam desgraçar a vida de muitos orcs.

Naquela época, quando uma alma humana era confeccionada pelos deuses, ela vinha “de fábrica” com atributos básicos suficientes apenas para diferenciá-la de uma esponja marítima. Os atributos “extras” eram concedidos pelas divindades mediante aos fervorosos pedidos feitos em oração pelos progenitores do futuro rebento.

Sabendo disso, Krond rezou todos os dias, ofereceu sacrifícios e oferendas aos deuses, pedindo que seu filho Krull fosse forte. Odra, acrescentando, suplicava orando para que seu filho fosse inteligente, para um dia chefiar o seu povoado com sabedoria, assim como seu pai o fizera.

Eram tempos difíceis, entretanto. A população de Undília crescia exponencialmente, crescendo assim a demanda por novas almas. Os indivíduos, porém, sabiam pedir aos deuses, mas haviam esquecido de agradecê-los e de fazer oferendas em sua homenagem.

Assim, o Panteão entrou em uma crise, e se viu obrigado a “reduzir suas despesas”, despedindo mais divindades menores do que Roberto Justos despediu aprendizes.

Estes desafortunados deuses tocaram sua miserável existência autônoma vendendo milagres, bênçãos, curas e inclusive maldições. Outros chegaram ao absurdo de comprar almas e revendê-las para demônios. Isso sem contar os que roubavam almas, e aqueles que, desesperados, se autodestruiram causando catástrofes em Undília. Enfim, faziam essas coisas que deuses desempregados costumam fazer.

Os deuses “empregados”, em contrapartida, ficaram ainda mais sobrecarregados, sendo forçados muitas vezes a trabalhar em turnos dobrados, sem tempo nem mesmo para “produzir” novos semi-deuses (sua atividade favorita, diga-se de passagem).

Assim, os erros de fabricação nas almas, antes raros, tornaram-se constantes e o maior problema em se receber uma alma com defeito é que eles, os deuses, não aceitam devolução e, em Undília, não existe Procon.
De qualquer forma, no momento da criação da alma do pequeno Krull, força lhe foi concedida, como seu pai havia edido. Ao contrário do que foi solicitado por Odra, contudo, devido a uma distração de um deus muito cansado, mais força lhe foi dada, no lugar da inteligência. Fica fácil agora deduzir o porque do título: o Bruto.

A inteligência que seria concedida, ao contrário do que houve com Krull, foi utilizada na confecção de outra alma, que já havia recebido sua cota de inteligência, no lugar da força solicitada. Conseqüência: em algum lugar de Undília nasceria mais um filósofo.
Dessa forma, o pequeno bárbaro Krull conheceu finalmente a luz do dia no ano 168 da era Areniana.

4 comentários:

  1. Parabéns Frodo. Muito boa a história. Gostei principalmente do novo verbo: orquear!
    Espero ver a continuação em breve.

    PS: morte aos deuses

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  2. Muito bom conto, amigo Frodo. E deveras divertido!

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  3. Obrigado amigos! Espero escrever a continuação em breve...
    E obrigado pelo espaço, amigo Odin. Que muitas outras histórias sejam contadas em seus salões!

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  4. Realmente amigo Krull, cada vez mais me surpreendo sobre seu ser...
    Parabéns pelo conteúdo!

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