domingo, 25 de junho de 2017

The Last Kingdom: Segunda Temporada

O guerreiro Uhtred, protagonista da série
Saudações, bravos guerreiros!

Ciclos atrás, discutimos um pouco nestes Salões sobre a série chamada The Last Kingdom, uma adaptação muito bem produzida do início das Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell. A série, baseada em fatos históricos reais, é ambientada no final do século IX, quando praticamente todos os reinos da atual Inglaterra caíram nas mãos dos Vikings. Misturando fatos e batalhas reais com tramas e personagens fictícios bem construídos (uma marca muito forte dos trabalhos de Cornwell), a série descreve um mundo brutal e impiedoso, mas no qual se pode encontrar valor, honra e coragem.

A primeira temporada desta série foi aclamada tanto pelos fãs das Crônicas Saxônicas quanto pela crítica e por pessoas que não conheciam a história original, e agora, estamos diante da continuação desta história épica na tão aguardada segunda temporada. Diferente de séries como Vikings ou Game of Thrones, que apesar dos inegáveis méritos são comprometidas frequentemente por sensacionalismo barato para aumentar índices de audiência, The Last Kingdom, até por ser uma produção menos pretensiosa, tem com marca uma maior preocupação com a história a ser contada. Por esta razão, recomendo que todos os aventureiros aqui que não conferiram a primeira temporada da série o façam. Realmente vale à pena.

domingo, 18 de junho de 2017

Palavras de Honra e Sabedoria

O verdadeiro guerreiro é sempre honesto ao lidar com qualquer situação. Ele acredita em justiça, não vinda de outros, mas sempre vinda de si próprio. Para o verdadeiro guerreiro, não existem tons cinzentos quando se refere à justiça e honestidade; existe o certo e o errado”.


- Baseado em uma passagem do Bushido.

sábado, 10 de junho de 2017

Wonder Woman

Este poster é um exemplo da bela arte do filme.
"Não importa se eles (os humanos) merecem ou não nossa ajuda. O que importa é fazermos aquilo que acreditamos,"

Saudações, nobres guerreiros e guerreiras!

Após uma ausência forçada pelo trabalho em Midgard, retorno a estes Salões para fazer um breve comentário sobre um filme que assisti junto de minha esposa na última sexta feira. E com sempre, isto não se trata de uma resenha ou análise profunda; apenas minha opinião como alguém que cresceu lendo as histórias destes célebres heróis.

Há dois anos, quando soube da produção do filme Mulher Maravilha, preocupei-me porque sabia que, dadas as tendências do cinema norte-americano, havia chances homéricas do resultado ser desastroso. Primeiro, porque o enredo ficaria raso se o filme optasse por se focar na sensualização da protagonista. Segundo, porque a essência da personagem e da história seriam completamente descaracterizados se o filme  decidisse se centrar em propaganda feminista.

Felizmente, nenhuma destas duas coisas aconteceu. O filme, mesmo alterando a história da personagem em pontos cruciais, manteve-se fiel à essência da personagem, especialmente em seus primeiros contatos com o "mundo dos homens". A princesa Diana de Themyscira é retratada como uma jovem de espírito e coração verdadeiramente puro e nobre, alguém que, precisamente por conta de sua pureza e desejo de ajudar as pessoas, consegue se manter forte e íntegra mesmo diante das maiores atrocidades, sendo assim, um símbolo de justiça e, principalmente, esperança. De certa forma, o espírito que não pôde ser visto muito claramente em Superman: The Man of Steel, pode ser sentido de maneira muito forte aqui.

Apesar do clima excelente do filme ser mérito de todos os roteiristas, escritores, atores e profissionais envolvidos, creio que muito disso ocorreu graças à atuação excelente de Gal Gadot. Como muitos sabem, a atriz tem grande admiração pelos ideais que a personagem representa, e talvez até por isso, foi capaz de passar de forma tão convincente a força, integridade e pureza da personagem.

Como fã de boas histórias e de quadrinhos, recomendo fortemente este filme. Ele passa com perfeição uma mensagem de coragem, altruísmo e esperança que é desesperadoramente necessária nos dias atuais, mostrando que, independente do que esteja acontecendo com o mundo, ou o quanto tudo pareça perdido, o importante é lutar pelo que se acredita, e não se deixar corromper.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Talentos Raciais para D&D 5 (Oficial)

Saudações, nobres aventureiros!

Como já conversamos anteriormente, a série Unearthed Arcana tem buscado preencher lacunas e realizar melhorias em diversas áreas de D&D 5a edição, com a premissa de oferecer material alternativo e interessante sempre gratuitamente.

Conforme pesquisa realizada ano passado, a Wizard detectou que, na visão dos jogadores, o que mais "faltava" no jogo era um maior acervo de talentos (feats). Apesar de preferir o jogo sem estas habilidades especiais, admito que os desenvolvedores trabalharam bem esta questão no novo sistema, de modo que os talentos agora não são meros "esteroides" como em D&D 3, mas sim formas de personalizar um pouco mais os personagens jogadores. Assim, voltada para esta demanda, a Wizards lançou recentemente Unearthed Arcana Racial Feats, um compêndio muito interessante de talentos raciais simples e funcionais.

Para conferir, basta entrar neste PORTAL.

sábado, 8 de abril de 2017

Novos arquétipos para Paladinos, Monges e Rangers


Saudações, nobres heróis!

No mais recente artigo de Unearthed Arcana, fomos contemplados com novas especializações/arquétipos para três classes distintas: Monge, Paladino e Ranger

PALADINO

OATH OF REDEMPTION (JURAMENTO DA REDENÇÃO)

O Juramento da Redenção representa um arquétipo muito interessante de paladinos: Guerreiros sagrados que creem na capacidade de redenção de virtualmente todos os seres, e que, por isso, emprega força letal como último recurso, quando a vida de inocentes está em jogo.

Como um dedicado defensor dos inocentes, ele também é capaz de absorver ferimentos que atingiriam seus aliados e pessoas indefesas, e também curar seus próprios ferimentos ainda melhor do que outros paladinos.

MONGE

WAY OF THE DRUNKEN MASTER (CAMINHO DO MESTRE BÊBADO)

O Caminho do mestre bêbado traz à 5a edição o famigerado monge bêbado, que com um estilo de combate imprevisível e aparentemente errático, é capaz de causar um imenso impacto no campo de batalha.

Seu estilo de combate e suas habilidades se concentram basicamente em realizar diversos ataques simultâneos ao mesmo tempo em que conseguem se esquivar de golpes.


RANGER

MONSTER SLAYER (DESTRUIDOR DE MONSTROS)

O Destruidor de Monstros é um arquétipo de ranger focado a neutralizar criaturas como dragões, demônios, mortos-vivos e elementais que ameaçam regiões selvagens ou comunidades fronteiriças. Seu treinamento permite estes rangers a conhecer de imediato todas as fraquezas de seus alvos, resistir a habilidades mágicas e sobrenaturais deles e ainda desferir poderosos ataques contra estas criaturas.

Todos esses arquétipos são interessantes tanto em termos interpretativos quanto em termos mecânicos. Além disso, este artigo específico tem como bônus trazer bom material para não apenas uma, mas três classes diferentes. Para conferir o material original completo, basta entrar neste PORTAL.

domingo, 26 de março de 2017

Justice for All: 2º Trailer de Liga da Justiça

Saudações, nobres heróis!

Como alguém que cresceu lendo histórias de Superman, Batman e companhia, e como alguém que gostou do tom mais sério de Batman vs Superman, estava ansioso para conferir o filme da Liga da Justiça que sairá este ano.

Quando assisti ao primeiro trailer, fiquei deveras preocupado por conta do excesso de piadas (provavelmente colocadas no trailer para apaziguar a crítica acéfala que não aceita filmes de heróis fora do padrão Marvel Disney). 

Contudo, ao assistir ao segundo trailer, gostei muito do resultado; ao mesmo tempo em que consegue se manter sóbrio em boa medida, passa um clima de perigo e heroísmo diante da aniquilação quase certa. Algo extremamente apropriado, considerando os heróis aqui reunidos e o que eles enfrentarão.

Assistais e tirais vossas próprias conclusões, e que os deuses da Honra e Justiça estejam convosco:



Aqui, podeis conferir algumas imagens promocionais:






sábado, 18 de março de 2017

Personagens Psiônicos para D&D 5 (completo e oficial)

Místicos são personagens exóticos, detentores de
grandes poderes mentais.
Saudações, mestres da força interior!

Há décadas, personagens psiônicos vêm sendo discutido em diversas encarnações de D&D, despertando diferentes reações de mestres e jogadores; enquanto alguns os consideram exóticos demais para serem adequadamente inseridos em cenários de fantasia medieval clássica, outros os vêem como uma adição interessante ao jogo, por conta de todo o mistério que os envolve.

Agora, no mais recente artigo de Unearthed Arcana, recebemos uma versão completa e bem trabalhada da classe Mystic (Místico), apresentando todas as habilidades de classe do 1º ao 20º nível e três diferentes especializações (Ordens Místicas) para escolher. De modo geral, o Místico possui muitas semelhanças com o Monge: é um individuo contemplativo e bastante centrado desenvolvimento interior, vivendo muitas vezes como ermitãos e interagindo pouco com a sociedade em geral. No entanto, ao contrário dos Monges, que buscam o equilíbrio entre o desenvolvimento máximo do corpo e da alma, os Místicos focam-se totalmente em suas mentes, despertando poderes psiônicos surpreendentes. As três Ordens Místicas apresentadas são:

Order of the Avatar (Ordem do Avatar): Membros desta ordem são os místicos mais combativos e envolvidos com o mundo dos homens, derivando seus poderes de um forte controle das emoções, inspirando aliados e aterrorizando inimigos.

Order of the Awakened (Ordem do Desperto): Absolutamente focados no poder de suas mentes, estes místicos são capazes de assumir formas espectrais, controlar mentes e desferir devastadores ataques psiônicos.

Order of the Immortal (Ordem do Imortal): Estes místicos usam seus poderes mentais para modificar e fortalecer seus corpos, tornando-se extremamente resistentes e capazes de se regenerar, e resistir a castigos físicos e mentais poderosos.

Mesmo não sendo fã de personagens psiônicos, sou obrigado a reconhecer o ótimo trabalho feito neste artigo; os poderes da classes são bem explicados e detalhados, as ordens místicas são interessantes e originais e ainda há muitas informações que ajudam a personalizar um personagem místico em termos de roleplay. Para acessar o material, basta entrar neste PORTAL.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Fingolfin: o maior guerreiro élfico de todas as eras

Saudações, lendários guerreiros!

Muitos aqui são admiradores do trabalho do mestre Tolkien e já leram as impressionantes histórias do tomo O Silmarillion. Para vós, o nome Filgolfin, além de bem conhecido, é motivo de grande respeito e reverência.

Filgolfin, para aqueles não familiarizados com a história, foi o maior e último Grande Rei dos elfos noldor na mitologia de Tolkien; um guerreiro de coragem, força e honra sem iguais, liderou seu povo durante um grande cerco contra Morgoth, o Primeiro Senhor do Escuro e, na época, mestre supremo da Terra-Média. Durante este cerco, as forças aliadas dos elfos noldor, homens e anões, desferiram baixas devastadoras aos exércitos do Senhor do Escuro durante a Dagor Bragollach (Guerra das Jóias); enquanto homens e elfos se encarregavam de legiões de orcs e até mesmo alguns balrogs, os anões contiveram os recém criados dragões de Morgoth.

A batalha, que estava praticamente vencida, infelizmente terminou com a derrota dos povos livres quando uma facção de homens se voltou contra seus aliados elfos massacrando-os pela retaguarda, jurando fidelidade ao Senhor do Escuro. Com isso, a batalha logo se voltou completamente contra Fingolfin e seus aliados, e a grande maioria dos três exércitos fora massacrada pelas hordas de Morgoth. Furioso e sem esperanças, Fingolfin montou em seu cavalo e avançou implacavelmente em direção à fortaleza de Morgoth, desafiando o Senhor do Escuro para um duelo.

A fúria de Fingolfin era tanta que uma poderosa luz começou a emitir de seu corpo, tanto que os próprios Balrogs que serviam como comandantes de Morgoth se apressaram em sair do caminho do rei élfico pensando que ele fosse na verdade o Valar Oromë (Os Vala são conhecidos como "Os Poderes", e funcionam como semi-divindades inimigas juradas de Morgoth). Apesar de ser notoriamente mais poderoso, Morgoth, cujo coração estava completamente corrompido pelo mal, foi tomado inicialmente pelo medo, perante o desafio do rei dos elfos. No entanto, não poderia recusar o combate na frente de seus generais ou de Sauron, seu braço direito. Nisso, o desafio foi aceito.

A batalha entre Fingolfin e Morgoth,apesar de completamente desigual e de final previsível, atravessou as eras da Tera-Média nas canções e histórias dos bardos. E em honra a este grande épico, os poderosos bardos de Midgard do grupo Blind Guardian compuseram uma saudosa canção em honra do maior guerreiro élfico de todas as eras.

Convosco, Time Stand Still at the Iron Hill, com a letra da canção.


ATUALIZAÇÃO: Para conhecer mais sobre a história deste nobre guerreiro, entrai neste PORTAL.

terça-feira, 7 de março de 2017

Middle-Earth: Shadow of War

Saudações, nobres guardiões!

Há cerca de três anos, em Middle-Earth: Shadow of Mordor, acompanhamos a trajetória do ranger Talion que, após perder sua esposa e filho no primeiro ataque em larga escala que Sauron lançou contra a fronteira de Gondor, foi sacrificado por três generais do Senhor do Escuro e voltou ao mundo dos vivos fundido com um poderoso espírito, ninguém menos do que Celebrimbor, o forjador dos Anéis do Poder.

Juntos, os dois caçaram e destruíram os generais de Sauron, vingando a família de Talion e deferindo um golpe forte contra as forças de Mordor, que começavam a se levantar. Entretanto, o desejo de vingança de Celebrinbor por Sauron (que além de enganar o lorde élfico, chacinou impiedosamente sua família no início da Terceira Era) e o senso de dever que tanto ele quanto Talion possuem não permitiu que os dois descansassem em paz; ao invés de deixar o mundo dos vivos, ambos decidiram ficar, e forjar um novo anel para varrer Sauron da Terra-Média definitivamente.

Assim terminou o jogo Shadow of Mordor, e começa o novo capítulo desta saga, Shadow of War. O jogo Middle-Earth: Shadow of War ocorre poucos meses antes do início da Guerra do Anel, e traz o esforço de Talion e Celebrimbor não apenas para quebrar o exército de Sauron que se prepara para marchar contra os povos livres da Terra-Média, mas para tentar destruir o senhor de Mordor.

Conforme fontes não oficiais, nesta jornada Talion visitará outros pontos da Terra-Média, e encontrará personagens célebres da saga de Tolkien. Além disso, haverá novamente mais missões e histórias paralelas realmente interessantes, como ocorreu no jogo predecessor. Ao que tudo indica, Shadow of War entrará para o seleto grupo dos melhores jogos ambientados na Terra-Média já lançados. Aguardemos...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Druidas: O poder da Forma Selvagem

Saudações, ferozes guardiães da natureza!

Apesar de ser relativamente comum encontrarmos bons vídeos e animações mostrando emocionantes combates entre guerreiros, paladinos, bárbaros, arqueiros, ladinos e até magos, é muito raro encontrarmos algo assim que trate de druidas metamorfos.

Em uma curta cena (tolamente) deletada do sofrível filme O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, podemos ver o poderoso Beorn destroçar uma legião de orcs em sua forma de urso atroz. A cena não consegue, nem de longe, dar ao personagem a importância que ele realmente tem na história do livro, mas consegue ilustrar bem como um druida na forma de urso pode ser temível em batalha.



Que a força da natureza esteja convosco!